quarta-feira, 28 de julho de 2010

O Segredo De Joe Gould


Sinopse
Colaborador da revista 'The New Yorker', Joseph Mitchell foi um dos maiores jornalistas americanos do século XX.A reportagem 'O segredo de Joe Gould' (1964) conta a história de um homem que vivia como um mendigo - perambulando pelo Greenwich Village, bairro boêmio de Nova York - e planejava publicar um livro monumental - 'História oral do nosso tempo'.
Sobre o autor:
MITCHELL, JOSEPH

Em 1942, Joseph Mitchell publicou nas páginas da revista 'The New Yorker' o perfil de um literato maltrapilho que vivia perambulando pelo Greenwich Village, o bairro boêmio de Nova York. O personagem chamava-se Joe Gould e a reportagem revelava que, apesar de viver como um mendigo - dormia em pensões baratas, albergues e, às vezes, até na rua -, preparava uma obra monumental: História oral do nosso tempo. Gould morreu em 1957 e o livro que vinha escrevendo nunca foi encontrado - não se sabia, então, nem mesmo se chegara de facto a existir. Em 1964, sete anos após a morte de Gould e mais de vinte anos após o perfil da The New Yorker, Joseph Mitchell escreveu para a mesma revista outro texto sobre o boêmio do Village - O segredo de Joe Gould -, revelando o mistério guardado por tanto tempo. Depois dessa reportagem histórica, o jornalista nunca mais publicou sequer um texto. Mesmo assim, continuou a frequentar a redação diariamente e a receber salário até o fim da vida. Morreu de cancro em 1996. Mitchell era um dos jornalistas mais talentosos da The New Yorker. Na revista, tinha liberdade absoluta: escrevia sobre o que quisesse, no prazo que julgasse necessário. Foi um dos primeiros repórteres a descrever histórias reais com técnicas de ficção. Era um jornalista atípico, que preferia escrever sobre pessoas anónimas e assuntos prosaicos, em vez de se ocupar da economia, da política ou do mundo das celebridades. Os últimos trinta anos de sua vida são cercados de mistério: não se sabe sobre o que escrevia diariamente na redação da revista e, apesar das inúmeras especulações a respeito, ignora-se o motivo de seu silêncio. A qualidade literária de sua obra, porém, faz dele um dos mais importantes jornalistas americanos do século XX.
O Segredo de Joe Gould (Documentário)


Minha Opnião:

Um retrato muito interesante e engraçado de Gould, uma leitura muito fluente e bastante atractiva e uma personagem muito hilariante. Adorei este livro, começando logo pela abertura de António Lobo Antunes...

A personagem e os ambientes estão de tal forma bem estruturados e descritos de um modo tão naturalmente acessível, por Mitchell, que quando parei de ler esta narração tive que regressar a custo para a sala e para o sofã onde estava sentadinha a ler esta delícia.
;)Boas Atmosferas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jogo do Anjo

Sinopse:

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.
Excerto

«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»
O Autor:

Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona em 1964. Com a sua primeira obra, El Príncipe de la Niebla, obteve o Prémio Edebé em 1993. Desde então publicou quatro romances e converteu-se numa das revelações literárias dos últimos tempos. Com A Sombra do Vento, finalista do Prémio de Romance Fernando Lara 2001 e do Prémio Llibreter 2002, eleito o Melhor Livro de 2002 pelos leitores de La Vanguardia, e publicado em mais de vinte línguas, está a obter um dos maiores êxitos internacionais da literatura espanhola.

Títulos

-A Sombra do Vento (2004)
-O Jogo do Anjo (2008)

A Minha Opnião:
Martín é um jovem escritor , uma pessoa desiludida com a vida, com o  amor e com a  carreira profissional, e como se não basta-se encontra-se gravemente doente. Martin vive só num casarão em ruínas que  pela descrição é bastante deprimente. 
Nesta fase de tormenta da sua vida  surge  Andreas Corelli, um estrangeiro,  que se intitula como  editor. Corelli é um misterioso homem que consegue seduzir Martin com a  sua fala, suave e sedutora, promete-lhe muito dinheiro e quem sabe se não irá dar-lhe algo mais?  O surgimento deste editor parece devolver a saúde ao escritor. Mas tudo na vida tem um preço e o que Corelli pede em troca não é pouco...uma encomenda...um livro...uma nova religião...
Ao longo desta leitura dei por mim  a tentar pensar com Martin e tentar responder à questão principal deste enredo que a meu ver é: "Quem é Corelli?", ou talvez, "O que aconteceu naquela casa?" ... este é o preço de tudo.... é isto, que o escritor vai tentar descobrir ao longo deste Jogo...

Martin começa a arrepender-se de ter aceite a oferta do misterioso editor e começa a investigar quem ele é, quando começa a descobrir factos alheios a ele tenta solucionar estes mesmos problemas que ele não estava a espera.

Um livro que nos prende muito, com uma história muito bem estruturada, no entanto, acho que se tivesse menos 50 ou 100 páginas não seria mau de todo. Outro aspecto que me fez alguma confusão foi o facto de não ter  explicado o repentino desaparecimento da doença de Martin.
Apesar destas pequeninas coisitas de nada, amei este livro e devo mesmo referir que Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores  escritores que até agora. Bom, só quero ganhar forças para ler "A Sombra do Vento" que pelas críticas que tenho lido por ai é um livrito que promete...
Ups... não posso deixar de referir que adorei o modo como ele retratou Barcelona nos dias de tempestade e aquela casa terrível.

Boas Atmosferas. :)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Leitor

O Leitor
de Bernhard Schlink
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 144
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724120096
Colecção: Romance

Sinopse:
Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.
Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.
Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra está a ser adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt.
Críticas de imprensa:

"Podia fazer esta crítica numa única frase: brilhantemente pensado e escrito. Ficamos presos do princípio ao fim da história, primeiro para ver onde vai dar uma relação invulgar, mas cheia de ternura, e depois, na expectativa do reencontro anunciado entre os protagonistas. A ternura que unira os dois amantes nasce da simplicidade e do presente sem conhecerem o passado um do outro e sem os juízos de valor que esse olhar implicaria, sobretudo quando este passado implicava um papel activo em campos de concentração.

(...) Este é também um romance sobre a relação de amor entre uma mulher mais velha e um rapaz mais novo, e história de como, ao tentarmos proteger aqueles que mais amamos, podemos acabar por magoá-los de uma forma irreversível.

Um romance sobre o simples princípio de que todas as nossa acções, ou as nossas inacções têm consequências não só nas nossas vidas, mas também na daqueles que nos rodeiam. E isto pode afectar uma pessoa... ou o mundo inteiro.

Der Vorleser, no original, impossível de traduzir fielmente em português numa só palavra, significa aquele que lê alto para o outro. Deixo que descubram a importância deste pormenor."

Ana Vaz Pinto
Adaptação ao cinema do livro:
 


Minha Opnião:
Este livrinho foi realmente um encanto, sem sombra para dúvida. Comecei a ler "O Leitor", a meio do livro "O Jogo do Anjo", pois apesar de estar a gostar deste último, preciso de arejar as ideias...e sinceramente o "O Jogo Anjo" se tive-se menos umas cem páginas talvez fosse melhor tanto para o leitor como para o escritor, bom mas este assunto é para outra postagem.
Saboreei muito lentamente esta joia literária e acreditem amigos, gostei muito mesmo... mesmo, pois à muito não lia algo tão intensamente narrado...
Os capitulos são pequenos, a narração dos locais e das situações transportou-me  em sonho  para a época da narração, parece que estive a espreitar, por mais perverso que possa parecer.Por isso,  quis saborear bem devagar esta leitura que já tinha ouvido, ou antes, lido muita coisita sobre ela...
O livro de Schink narra com uma enorme intensidade os sentimentos de um jovem de 15 anos, Michael, que inicia a sua vida amorosa com Hanna, uma mulher adulta de 36 anos. Hanna é uma mulher que tem tanto de bela e sedutora como de autoritária e orgulhosa.
Na cama o ritual. Ele lia para ela, depois um banho e depois o sexo. Isto aconteceu durante algum tempo até que Hanna desaparece da vida de Michael voltando a entrar quando este último, então estudante de Direito assiste a um julgamento nazi, onde Hanna é uma das acusadas.
O “Leitor” retrata um processo envolvendo o julgamento de algumas mulheres nazis que foram guardas da SS em campos de concentração no final da guerra, nessa qualidade, foram responsáveis por muitas mortes, maioritariamente judeus.
Ao longo da leitura fui-me apercebendo do sofrimento da geração pós- holocausto, os filhos da segunda guerra mundial, carregavam com eles uma tremenda dor e carga emocional, quase como uma herança que recebiam à nascença.
Um livro muito bem escrito, que me transportou durante alguns dias para a tormenta do holocausto, para o mundo das SS e para o mundo interior de Michael e dos seus  sentimentos.

Bernard Schlink, é jurista de formação. Schlink, além de ser professor de direito público e de filosofia do direito, é juiz do Tribunal Constitucional da Renânia Sentrional-Vestefália, segundo consta na sua net-biografia.Julgo que só assim ele consegui-o abordar tão bem o tema. 

Ao longo desta leitura fui possuidora de todo o tipo de sentimentos bons, maus, sentimento de injustiça e o pior de todos, a meu ver, o sentimento de pena.

Mas o deslumbramento com que fui lendo este livro foi constante pois tive sempre a sensação que estava a espreitar por uma porta e a ver tudo.
Agora espero gostar do filme, apesar de ter quase a certeza que vou gostar dado que é uma das minhas actrizes favoritas-Kate Winslet- e também gosto muito do actor – Ralph Fiennes-.
O livro a meu ver é excelente e não me arrependo de ter demorado tanto tempo a ler estas deliciosas 144 páginas…existem coisas que demoram a ser deglutidas…

;) Boas Atmosferas.

domingo, 18 de julho de 2010

Existem dias de pura sorte...

Normalmente não tenho lá muita sorte nem sou muito dada a essas coisas, mas hoje podem acreditar que só não dei um beijo na senhora da banca dos jornais porque enfim...ainda fui a tempo de me controlar...pois é, não é todos os dias que se compra 4 delícias por 1euro 45 centimos e ainda nos oferecem outra pérola...

Ia toda lampeira fazer o pedido de reserva, à senhora do costume que guarda os livrinhos das colecções (ups... já tenho a da colecção Sábado em casa) DN ou JN e não é que... primeiro fiquei logo contente, porque a senhora tinha os dois que  já sairam desta colecção guardadinhos para mim e depois porque finalmente vejo livros em papel reciclado iupiiiiiiiiiiii....
Mas não bastando olhei para o lado e vi...esta maravilha:




MAIS UM QUE NÃO DÁ PARA COLOCAR A IMAGEM QUE É DO ESCRITOR DOSTOIÉVSKI "A VOZ SUBTERRÂNEA"....

Estas delicias juntas com um laço em palha  por apenas 1euro e 45 centimos e não fosse o bastante ainda a senhora que é uma santa ofereceu-me este livrinho para eu saborear ...
Digam lá que não há dias de sorte....
Estou quase como o saudoso Fernando Pessa E Esta Hein??????
Maravilhosas Atmosferas ;)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Veronika Decide Morrer

                                                       «No dia 11 de Novembro de 1997, Veronika decidiu que havia - afinal! - chegado o momento de se matar.» É assim que começa o romance de Paulo Coelho. Veronika é uma jovem eslovena que decide suicidar-se, cansada que está da vida que leva. Salva no último instante, dá entrada num hospital psiquiátrico. Aí conhece Zedka, internada por depressão, transformada à custa do tratamento numa "mulher louca" e feliz; Mari, advogada que integra o grupo A Fraternidade, organizador de palestras sobre a meditação sufi, e parte para a Bósnia em missão humanitária em busca de aventura; Eduard, um jovem belo e rico que se faz passar por esquizofrénico; e o Dr. Igor, o psiquiatra do hospital. O autor, que esteve em Portugal para o lançamento do livro, revelou ele próprio ter estado internado num hospital psiquiátrico, experiência que lhe valeu para a escrita desta obra sobre a loucura. E também sobre o amor e a sabedoria, as relações com os outros, atravessada pelo esoterismo.
O escritor de língua portuguesa mais vendido no mundo, traduzido em 80 línguas e publicado em mais de 100 países.
O livro foi adaptado ao cinema e depois de lerem o livro aconselho a verem o filme...http://www.youtube.com/watch?v=VkEITSgsqgk

Minha Opnião:

Este foi o livro que mais me marcou do escritor Paulo Coelho, um livro que me costou muito a passar as primeiras páginas devido ao relato feito do suicidio da Verónika, mas atravessadas essas páginas deparamo-nos num mundo diferente, o interior de um hospital psiquiatrico. Aqui vamos encontrar diferentes personagens que nos levam a interrogar até que ponto têm que estar a viver num hospital psiquiatrico.
Mas a bomba rebenta quando Veronika, que tenta o suicidio mas não o consegue de imediato, devido ao elevado consumo de drogas para o efeito, fica a saber que não tem mais que uns dias de vida.
Então chegou a hora de Veronika fazer um balanço da sua vida, e agora Veronika que se tinha tentado suicidar será que quer mesmo morrer?
Este livro encaminhou-me pelas ruelas da importância da valorização das pequenas coisas do dia-a-dia, os cheiros, os amigos, os sabores, as cores...
E que por vezes nos fechamos na nossa concha e só conseguimos ver o nosso mundo esquecendo que infelizmente existem pessoas com muitos problemas, e continuam a viver cada um dos dias com um sorriso nos lábios.
Definitivamente ler Paulo Coelho não se escolhe a hora nem o momento mas sim quando sentimos que é a hora de ler Paulo Coelho.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Jogos de Sedução e As Regras de Sedução

Sinopse:
Numa sala repleta de convivas, os seus olhares cruzam-se com uma intensidade invulgar… mas os seus mundos vão colidir violentamente. Ela é Roselyn Longworth e, antes de a noite terminar, vai ser leiloada. Ele é Kyle Bradwell, o homem que lhe dará a conhecer o Inferno.
Todavia, quando vence o leilão, Kyle trata Roselyn com uma delicadeza a que ela não está habituada desde que um escândalo familiar arruinou a sua reputação. E quando finalmente descobre o que o motivou a salvá-la do seu terrível passado, é já demasiado tarde: Roselyn está perdidamente apaixonada pelo homem que sabe os seus mais íntimos segredos. Agora, ele surpreende-a com um pedido de casamento – o primeiro passo num jogo de sedução que exigirá nada menos que a sua completa rendição…


Sinopse: 

As regras dele vão iniciá-la no mundo do prazer e da sensualidade.
As regras dela vão subjugá-lo.
Hayden chega sem aviso e sem ser convidado – um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda. Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família. O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras

Minha Opnião:
Jogos de Sedução foi o primeiro livro que li de Madeline Hunter e devo dizer que apesar de ser um livro de uma leitura bastante simples a forma como a autora relata a história é a meu ver fantástica.
Foi um livro que me viciou da primeira à última página, com um carís fortementemente romantico, tragico e sensual a leitura deste livro torna-se muito leve e o modo como Hunter descreve as paisagens transportou-me até ao local dos acontecimentos.
Após ter lido este livro li "As Regras de Sedução", e conclui que devia ter lido este em primeiro lugar, não que tenha muita influencia mas pela lógica, dado que aqui neste livro fala do modo como a prima da personagem principal do livro anterior, consegue adquirir toda a sua riqueza e um casamento feliz com o Homem dos seus sonhos.
De um modo geral gostei e aconselho para quem quer uma leitura mais relaxante que nos deixe a alma a pairar para lá do horizonte...
;)Boas Atmosferas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tempo Para Amar

Sinopse
Kate tinha apenas dezoito anos quando conheceu Tom Harper, uma grande estrela do futebol americano. O amor entre eles foi fulminante e começaram a viver uma idílica história de amor. Infelizmente os pais de Kate — pertencentes à alta burguesia — não aprovam o romance da filha, e quando ela insiste em continuar o namoro expulsam-na de casa.

Tom tudo faz para que ela esqueça a crueldade dos pais, e Kate começa a viver num mundo glamuroso, de luxo e de fama. Tudo corria bem até que a carreira de Tom começa a declinar e ele tenta suicidar-se. O suicídio não é bem-sucedido e como consequência disso, Tom fica paralisado e com a mentalidade de uma criança de sete anos. Grávida e com o marido deficiente Kate sente o seu mundo a desmoronar e todos os seus sonhos destruídos.

Refugia-se no campo com o filho, enquanto o marido é internado numa casa de saúde. Para tentar exorcizar os seus fantasmas, Kate dedica-se à escrita. Graças ao sucesso alcançado pelo livro, Kate é persuadida a empreender uma viagem de promoção, mas será ela capaz de sair do seu isolamento e aceitar de novo o amor que surge na sua vida?

Críticas de imprensa
«Uma das melhores autoras de romance do Mundo.»
The Los Angeles Times
«Os romances de Danielle Steel narram as coisas da vida. Impossível de saltar uma página, em cada vírgula alguma coisa acontece. Suspense, angústia e lantejoulas alternam com o desespero e o conto de fadas.»


Minha Opnião:
"Tempo de amar" foi o primeiro livro que li de Daniella Steel, devo dizer que sinceramente ou eu comecei pelo livro errado e foi uma desilusão das grandes, valendo apena tentar de novo, ou simplesmente foi uma desilusão das grandes. Bom eu estava à espera de um romance mas muito sinceramente, queria mesmo um romance cor-de-rosa queria mesmo um.
Quando comecei a ler, até estava muito entusiasmada as primeiras páginas estavam a prometer, apesar de eu ter estranhado o casamento inicial, mas logo percebi o porquê.
Mas teve tanto tempo parado se tivesse menos umas 50 páginas tinha sido bem melhor e se me tivesse poupado a descrições da doença do primeiro marido para mim também tinha sido bem melhor, estes promenores trágicos quando a mim estragam sempre um romance, principalmente quando são doenças detesto.
Mas ainda tenho cá por casa mais uns oito livrros desta escritora, por isso qualquer dia ainda venho aqui postar mais algum tenho é que o ler. :)
;)Boas Atmosferas.

A Viela da Duquesa

Sinopse:
Nápoles, 1910. Numa das muitas casas pobres da Viela da Duquesa, onde Rosa Avigliano vive com a sua numerosa família, surge de repente uma jovem mulher elegantemente vestida: ela quer que Rosa lhe prepare um feitiço para conquistar o amor do marido. Teresa, a mais velha das crianças Avigliano, fica boquiaberta perante tão extraordinária aparição. Imaginativa e sonhadora, ela gostaria de poder transpor os limites daquelas vielas sem ar e sem luz, onde viu morrer de miséria, de doença e de fome amigos, vizinhos e até um irmão mais novo. Aquela visitante misteriosa encarna aos seus olhos de rapariga tudo aquilo que até ali lhe foi vedado. Mas a bonita desconhecida não é tão feliz como Teresa imagina: a condessa Josepha Paravicini abandonara há alguns meses o seu castelo no Tirol, terra então austríaca, para casar com o príncipe Enrico Castiglia e se mudar para Nápoles, renunciando aos costumes, às pessoas que amava, às paisagens, aos aromas e à sua língua de infância. Tudo isto para vir a descobrir que o marido nunca a amara. Com o destino por cúmplice, nasce entre a princesa e a rapariga do povo uma ligação que as irá manter unidas durante toda a vida. Ambas atravessam o século que há pouco terminou, sofrem duas guerras mundiais, vivem os dramas da ditadura fascista e os tempos difíceis da reconstrução, empenhando-se na luta pelas reivindicações sociais e pela conquista do direito das mulheres à dignidade.
Narrando as histórias pessoais destas personagens, marcadas por tragédias e paixões, Sveva Casati Modignani percorre todo o século XX num romance que exprime os pontos de vista dos humildes e dos poderosos. Este entretecer de vidas privadas e grandes eventos, propicia aos leitores páginas intensas que reconstituem com realismo o espírito de uma época e exaltam a força dos sentimentos e dos ideais.

Minha Opnião:
A Viela da Duquesa é sem dúvida o melhor livro da Sveva Casati que já li até à data. Sveva trás através deste livro um relato sobre a vida na Itália da primeira e segunda grande guerra mundial, durante o fascismo e durante a implementação dos Direitos da Mulher, na prespectiva de várias mulheres, umas pertencentes a familias reais e outras fazendo parte do proletariado. Ao longo da leitura deste romance histórico, deparei-me com o modo diferente com que o comunismo foi visto pelas diferentes alas da  sociedade  e as suas posições políticas.
Teresa, filha mais velha de Rosa, vem de uma família pobre mas é uma mulher cheia de força e é fruto de uma infancia carregada de viloência sexual por parte dos filhos da sua madrasta. 
Sofia é uma mulher doce que vive um casamento triste com um homem que herdou a pior das heranças do seu pai - a loucura-.
Um livro cheio de voltas na vida de Teresa e de Sofia, com encontros e desencontros, com alegrias intensas mas tristezas ainda mais intensas...
A Viela da Duquesa foi um livro muito importante para mim, não só porque amei ler e fez-me passar horas deliciosas, mas principalmente, porque me orientou para o tipo de leitura que eu realmente mais gosto, Romances históricos.
Aconselho vivamente a sua leitura, para quem gosta de romances históricos.
Boas Atmosferas;).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os Direitos Inalienáveis do Leitor...

"1.O direito de não ler
2. O direito de saltar páginas
3. O direito de não acabar um livro
4. O direito de reler
5. O direito de ler não importa o quê
6. O direito de amar os heróis dos romances
7. O direito de ler não importa onde
8. O direito de saltar de livro em livro
9. O direito de ler em voz alta
10. O direito de não falar do que se leu."
Bom ando a atravessar uma fase que não sei o que ler, comecei a ler "A vida num sopro" tenho noção que é uma leitura leve e agradável mas não me apetece, mas pior é não saber o porquê...
Li dois livros da Sveva Casati de seguida e tenho mais sete em casa para ler e sinceramente é uma leitura que se "entra" no imaginário para o qual a escritora nos quer levar com muita facilidade, agora não ando com cabeça para mais por isso vou regressar a Itália e a Sveva Casati. Ainda andei a marterizar-me mas peguei no livro de Pennac para voltar a reler os Direitos Inalienáveis do Leitor, e apesar de não gostar nada de colocar um livro de parte, mesmo sabendo que é temporariamente, pois sinto-me sempre tão culpada, mas agora a minha cabeça anda a mil e nada como um livro mais soft para eu entrar mais facilmente na historia.
Apesar de este livro do José Rodrigues dos Santos já me parecer Bastante Soft... mas ainda quero mais, nem sei bem o que quero e nem sei se vou pegar em algo... Detesto quando tenho tanta coisa para ler e não me apetece nada e pior é que nem comprar me apetece, mas alguém compreende esta cabecinha!