sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ando assim...

Não sei bem caracterizar o meu estado de espírito, não tenho andado muito animada e ainda para mais não me tenho conseguido concentrar em nada nem mesmo naquilo que mais gosto de fazer que é ler... Parece que tenho sempre um aperto no peito uma sensação de nostalgia e de angústia têm tomado conta dos meus minutos e por mais que tente não me deixar afectar o facto é que não tenho conseguido. 
Uma nuvem negra paira sobre o meu estado de espírito...resta-me manda-la embora ou simplesmente esperar que ela vá. Mandar embora já mandei mas ela não sai e teima em ficar. 

Só queria poder ler um livro para poder viajar e deixar a angústia de parte.
Boa leitura;(

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Meme Literário


Este desafio foi tirado do blogue da Isabel Maia (clique aqui) apesar de já o ter visto noutros blogues. Achei particularmente interessante, pelo simples facto de me fazer refletir sobre as leituras que já foram feitas, as que estão a ser feitas e as que viram a ser realizadas.

1 - Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?
Normalmente não repito as leituras a não ser livros que estejam inseridos numa saga ou série e que tenho que reler para recordar a história. O último livro em que fiz isto foi "Hex Hall", mas muito sinceramente arrependi-me.
 
2 - Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?
Tantos...que até já perdi a conta. Mas a grande maioria acabaram por ser lidos mais tarde. Por vezes custa-me entrar na leitura, então paro e pego em outro livro, este fenómeno é muito frequente acontecer, por exemplo neste exacto momento já peguei numa data de livros mas já os coloquei de lado, por achar que não estou para lá virada. Contudo sei que um dia vou pegar novamente e perguntar-me porque não o li logo. Mas este é um dos meus devaneios.
 
3 - Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?
Não escolhia. Fico com os que estão na minha estante já chegam.
 
4 - Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?
O Equador. Não o li por um simples motivo, alguém um dia achou por bem dizer o final quando eu ia começar a ler. Isto é das piores coisas que me podem fazer.
 
5- Que livro leste cuja 'cena final' jamais conseguiste esquecer?
Não me recordo de nenhum...ainda não devo ter lido eheheh
 
6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?
Quando era criança pelo menos até aos 12 anos, por incrível que me pareça agora, eu detestava ler. Recordo-me que tinha uma irmã minha que me obrigava a ler e eu riscava os livros, sublinhava melhor dizendo. Comecei a adorar ler e viajar por outros universos a partir dos meus 13, 14 anos. Recordo-me de existir a coleção da Carlota que eu gostava muito.
 
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?
Eu tenho uma relação muito honesta com os livros, não gosto não leio, sei que muitas vezes acabo por perder grandes livros pelo facto de abandonar muito cedo a leitura, mas penso sempre, quem sabe um dia. Não forço leituras.

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.
Saga do Harry Potter, "Paula" de Isabel Allende e adorei "Viela da Duquesa" de Sveva Casati
 
9. Que livro estás a ler neste momento?
Nenhum daaaaaaa estou a atravessar uma fase daquelas pegar e largar....
 
10. Indica dez amigos para o Meme Literário:
Quem quiser levar isto, sinta-se à vontade :) (esta frase é da Isabel Maia)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"Sangue Fresco" de Charlaine Harris

Título Original:"Dead Until Dark"
Título em Portugal:"Sangue Fresco"
A Saga do Sangue Fresco - Volume I
Autora: Charlaine Harris
1.º Edição: Abril de 2009
Páginas: 272
Editor: Saída de Emergência
ISBN: 9789896371180
Tradução: Renato Carreira
O livro que inspirou o novo mega sucesso televisivo da HBO, "True Blood"
Sinopse
"Uma grande mudança social está a afectar toda a humanidade. Os vampiros acabaram de ser reconhecidos como cidadãos. Após a criação em laboratório, de um sangue sintético comercializável e inofensivo, eles deixaram de ter que se alimentar de sangue humano. Mas o novo direito de cidadania traz muitas outras mudanças…
Sookie Stackhouse é uma empregada de mesa numa pequena vila de Louisiana. É tímida, e não sai muito. Não porque não seja bonita - porque é - mas acontece que Sookie tem um certo "problema": consegue ler os pensamentos dos outros. Isso não a torna uma pessoa muito sociável. Então surge Bill: alto, moreno, bonito, a quem Sookie não consegue ouvir os pensamentos. Com bons ou maus pensamentos ele é exactamente o tipo de homem com quem ela sonha. Mas Bill tem o seu próprio problema: é um vampiro. Para além da má reputação, ele relaciona-se com os mais temidos e difamados vampiros e, tal como eles, é suspeito de todos os males que acontecem nas redondezas. Quando a sua colega é morta, Sookie percebe que a maldade veio para ficar nesta pequena terra de Louisiana.
Aos poucos, uma nova subcultura dispersa-se um pouco por todos os lados e descobre-se que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das drogas mais poderosas e desejadas. Será que ao aceitar os vampiros a humanidade acabou de aceitar a sua própria extinção?"

Charlaine Harris

A escritora, Charlaine Harris:

"Charlaine Harris escreve romances de mistério além dos livros de Sookie Stackhouse. Vive no Sul do Arkansas com o marido, três filhos, dois cães, dois furões e um pato. Leitora ávida, cinéfila moderada e halterofilista ocasional, o seu passatempo preferido é incentivar os filhos em desportos variados, instalada em bancadas desconfortáveis." (retirado da contracapa)
Nota: Para mais informações visite:
 
Críticas de imprensa
«Harris escreve com competência e segurança.»
The New York Times Book Review

«Uma autora de raro talento.»
Publishers Weekly

"Hilariante e profundo... Com o toque seguro de um mestre, Harris consegue manipular o quotidiano para tornar as suas criaturas sobrenaturais muito mais perturbadoras."
Crescent Blues

"Este livro é uma mistura inteligente de momentos dolorosos, agradáveis, sérios, cépticos e inesperados... Um dos melhores romances sobre vampiros que li nos últimos tempos."
Locus

"O charme irreverente do mundo de Harris, com o seu humor e horror ocasionais, é o elemento que torna Sangue Fresco tão fascinante."
The Denver Post
"Uma mistura divertida, frenética, cómica e maravilhosamente intrigante de vampiros e mistério que é difícil de largar e não deverá ser perdida."
Susan Sizemore


Minha opinião:
Gostei muito talvez até possa escrever que adorei.
Estava muito reticente em relação a começar a ler esta saga, porquê? Resposta muito simples, pela constante comparação com a saga do Twilight.
A verdade é que eu li esta última todinha e adorei achei simplesmente maravilhosa, quanto aos filmes gostei mas tiraram um pouco o encanto aos livros, isto no meu ponto de vista claro. Pois bem, quando comecei a ler este livro, estava muito reticente devido a essa constante comparação entre as duas sagas (qual emita qual e essas coisas que quem tem um blogue sobre opiniões acaba por ir lendo em outros blogues). Claro está que fui enchendo a minha cabecinha sobre esta saga e achando eu que a saga do crepúsculo (como eu gosto de chamar) era incomparável acabei por durante muito tempo colocar de parte o início da leitura da saga sangue fresco. 
Pois bem, a conclusão que eu tirei da leitura deste primeiro volume desta saga é que o que tem de comum com a do crepúsculo é somente o facto de terem vampiros, de resto toda a abordagem é completamente diferente. Não vou referir qual é melhor que qual, até porque só li o primeiro volume desta, somente digo que são muito diferentes. 
Este primeiro volume da saga Sangue Fresco demonstra desde cedo que estamos a entrar numa história de vampiros a sério, se é que me faço entender. Esta saga é mais erótica tendo parte de carís sexual explicito as descrições estão extraordinariamente bem elaboradas, tanto as descrições relativas ao sexo como as descrições das atividades vampíricas e das atividades humanas. 
Sookie Stackhouse é empregada num bar e tem uma característica muito peculiar consegue ler os pensamentos de todas as pessoas. Sookie vive com a sua avó, pois ficou órfã de pais ainda era muito novinha tinha somente sete anos. Jason é, para além da sua avó, o único familiar de Sookie é o seu irmão, e apesar de todas as desavenças que possam existir entre eles, acabam por estar sempre unidos para o bem e para o mal, apesar de eu achar que Sookie se preocupa mais com o irmão do que o contrário. Tal como refere a sinopse o mundo está em mudança e os vampiros são socialmente aceites e estão quase que legalizados. Existe um sangue sintético que está a ser comercializado e que acaba por tornar os vampiros mais sociais, apesar deles continuarem a preferirem a socialização com os da mesma "espécie" e os humanos agradecem. Sookie anda desejosa por conhecer um vampiro e conhece Bill um dia quando este surge no bar onde ela trabalha. Claro está que eles se apaixonam e esse amor não é encarado da melhor forma pelas pessoas que a conhecem, principalmente pelo seu chefe Sam que tem um carinho especial por Sookie. Ainda para mais quando começam a surgir demasiadas pessoas mortas, e segundo um determinado ritual:mulheres, estranguladas com um fio e violadas de seguida, todas elas excepto uma apresentam marcas vampíricas nas virilhas. Quem será o assassino? Terá o Vampiro Bill algo a ver com as mortes que começam a surgir naquela pacata cidade?  

Ao ler este primeiro volume da saga sangue fresco deu para notar que estamos perante uma leitura policial e bem mais adulta do que os livros de fantasia que tenho vindo a ler. Aconselho vivamente a sua leitura, contudo façam de mente aberta e acima de tudo não estabeleçam comparações com qualquer outro tipo de livro vampírico. 
Esta vai ser uma saga que vou seguir, aliás já tenho aqui em casa os volumes quase todos faz algum tempo, só não tinha começado pelos motivos referidos anteriormente. (Julgo que só não tenho os dois últimos mas acho que são dez por isso ainda tenho muito para ler)


Gostei muito e aconselho.;)
Boa leitura!

sábado, 20 de agosto de 2011

A Leitora Diz NÃO aos Desafios...

Não sei se existem mais pessoas como eu, sinceramente noutra época não teria postado esta postagem, mas o facto é que não consigo, sinto-me quase que com claustrofobia literária, se é que me faço entender e se é que isso  existe.
Só o facto de ter delineado as minhas leituras me tirou a vontade de ler. Eu sei que parece de loucos, mas também nunca disse que não tinha um pouco ou talvez muito de louca. Mas de sensato e de louco temos todos nós um pouco. O facto de ter uma vida demasiado rotineira, me leve a querer quebrar a rotina na leitura, esta foi a justificação que eu arranjei para o meu incumprimento constante das leituras a que me proponho. Não adianta teimar, não vou insistir mais  em andar a querer cumprir desafios literários. A partir deste momento não quero saber mais de desafios literários e vou voltar ao meu cantinho das leituras para onde me foge a mão na estante. O único desafio que tenho é para comigo, e esse não o posso chamar de desafio mas simplesmente de prazer pela leitura. Gosto de ler e de viajar pelo mundo da literatura, não quero fazer da leitura um compromisso mas sim o meu refúgio o meu passatempo, o meu cantinho amigo e o meu pequeno luxo. 
Não quero saber se vou conseguir ler 10 livros ou 4 livros durante 30 dias, nem tão pouco qual vai ser o livro que vou ler a seguir. Sempre amei ler, pelo menos a a partir do  momento que me recordo de ser gente. Mas por outro lado sempre detestei ter regras, claro que existem regras às quais não se pode nem se deve fugir, regras que nos fazem saber conviver em sociedade. Mas essas eu gosto de cumprir e não admito que se interponha algo que me impeça  de as cumprir. 
Contudo existe uma questão que me começou a surgir na minha cabecinha...se a leitura corresponde ao meu momento de lazer e de prazer, posso eu estar a ficar angustiada por não me apetecer ler isto ou aquilo? Porque acreditem ou não eu fico angustiada. Eu sei que pode parecer estranho ficar angustiada ou ansiosa por uma coisa destas, mas não somos todos iguais logo como tal esta é a minha forma de reagir, o meu organismo reage com ansiedade quando me deparo com algo que não sei se terei vontade de realizar, ou que num determinado momento tive vontade de realizar mas que só pelo simples facto de passar a ser obrigatório não tenho mais vontade de realizar. Confuso?? Eu sei que sim. Mas com tudo isto só quero dizer não aos desafios literários. A partir deste momento vou ler o que me apetecer e quando me apetecer, porque LER É UM PRAZER E NÃO UM DESAFIO, LER É SER LIVRE E VIAJAR PARA TODOS OS LADOS MAS SENTADO NO MEU SOFÁ. 
Viva a leitura e viva a liberdade de escolha. 
Espero que me tenha feito entender, não tenho nada contra os desafios...simplesmente eu não me dou com eles e eles também não gostam nem um pouco de mim. Por isso a partir de hoje não vou aderir a mais desafios nem fazer os montinhos de dez... acabou. Pelo menos na leitura quero ser livre de escolher, livre de parar de ler porque não estou a gostar, livre de colocar de parte, porque ler é acima de tudo um prazer uma coisa que faço por gosto e porque quero e não me quero obrigar a seguir desafios.
Não me entendam mal simplesmente aceitem, ou não aceitem, pois esta é a minha decisão. Ler o que me apetecer e quando me apetecer. Admiro quem segue desafios, mas eu não consigo. 
Espero que não tenha de forma alguma "ofendido" quem quer que seja, nem tão pouco "desiludido" mas só estou a escrever o que me vai na alma e a fazer o que acho correcto.
Boas Leituras!
P.S. A partir de hoje só terei as minhas opiniões literárias, todos os desafios vão ser retirados do blogue, contudo as postagens relativas a eles continuaram pois fazem parte de um crescimento literário pelo qual eu tive que passar.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

ORGANIZAR AS LEITURAS ...MONTINHO DE DEZ!

     Voltando a uma ideia antiga que sugeri aqui no blogue, ideia essa que acabou por não ser seguida por mim mas foi aceite por alguns leitores do blogue atmosfera dos livros que acharam a ideia interessante e acabaram por usufruir e muito bem dela.
Mas afinal qual é a ideia?
      A ideia é a da listinha das próximas leituras, organizar montinhos de dez livros, para sistematizar as leituras a serem realizadas, isto com o simples objectivo de ir limpando a estante e ler de uma forma mais organizada e sistemática os livros que por aqui andam na estante. Eu sei que pode parecer estranho mas existem muitos livros que tenho e que nem sei que os tenho. Depois quando saem novas edições eu acabo por adquirir e já tenho as edições anteriores cá nas estantes. Pois no meio de quase 1400 livros é difícil saber os que tenho. Eu sei os livros que abundam aqui por casa, deveria nunca mais comprar um único livro. Que drástica que eu estou a ser…
Pois é na realidade é impossível e impensável eu se quer pensar em não mais adquirir um livro, mas existe uma outra coisita que é bem possível e talvez a mais provável…fazer listinhas de livros, O MONTINHO DOS 10.
O MONTINHO DOS 10 terá dez livros que serão escolhidos por mim, livros da minha estante, e que irão ser lidos para depois dar lugar a um novo montinho dos dez. Este é um desafio pessoal, vou fazer tudo por tudo para o conseguir concretizar.

LISTA DAS PRÓXIMAS DEZ ATMOSFERAS: 
 “O Executor” de Lars Kepler; 
  “A Rapariga que Roubava Livros” de Markus Zusak;
 “O Que Seria Eu Sem Ti?” de Guillaume Musso;
 “A Biblioteca” de Zoran Zivkovic;
“A Casa de Papel” Carlos María Domínguez;
“E Depois…” de Guillaume Musso;
 “A Sombra do Vento” de Carlos Ruiz Zafón;
    “Casamento em Dezembro” de Anita Shreve;
   “A Casa da Praia” de Anita Shreve;
 “Pacto” de Jodi Picoult.






Acho que esta ideia me vai auxiliar bastante tanto ao nível da organização das minhas leituras, como também ao nível da aquisição de eventuais livros (claro que no sentido de diminuir a aquisição de novos livros para os tempos vindouros). Mas se da primeira vez que a ideia surgiu limitava-se a indicar o MONTINHO DOS DEZ escolhido não ocorrendo nenhuma estipulação de tempo agora vai ter este novo incremento, que é o factor tempo. Um livro para cada três dias parece ser algo que eu posso concretizar. Claro que tenho sempre livros com um maior número de páginas que podem demorar mais tempo e outros com menos páginas que certamente vão demorar menos tempo a ler. Mas a ideia é estabelecer uma média de TRÊS DIAS UM LIVRO. O que nas minhas contas dá 30 dias 10 livros.
O meu desafio pessoal por agora é este…claro que não foram esquecidos os outros desafios.
Assim sendo este MONTINHO DE 10 tem que estar lido até ao dia 16 de Setembro, vamos lá ver se consigo...a esperança é a última a morrer.


Um outro aspecto que está relacionado com este desafio e que para mim tem uma enorme importância é sem dúvida o facto de só poder adquirir um livro no final de cada MONTINHO DE 10. Assim sendo, como este MONTINHO DE DEZ já foi iniciado agora só depois do dia 16 de Setembro é que posso pensar em adquirir UM LIVRO.
Bom vamos lá como é que vai correr este desafio, vontade não falta agora é colocar em prática.
Boa leitura;)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Voltei de Férias...

Acabaram as férias e devo referir que foram deliciosamente aproveitadas...adorei tudo. Gostei do local escolhido, São Pedro do Sul, adorei a companhia, a minha mãezinha e gostei das pessoas e das novas amizades que tive o prazer de fazer por lá...enfim foi fantástico.
Retirado da internet
Claro está que a juntar a tudo isto estão os meus inseparáveis livros. Acho que consegui uma média razoável para quem está de férias. Apesar de não ter lido todos, ups eu já adivinhava mas prefiro levar livros a mais do que de menos.
Tive o enorme prazer de ter  conseguido realizar as opiniões dos livros que li durante estas férias, e ainda bem, pois caso contrário acho que ia baralhar tudo ;).
Agora estou entre as páginas de um policial e estou a gostar muito. 

Adorei esta imagem...eheheheh

Beijinhos...
Boas Leituras;)

sábado, 13 de agosto de 2011

"Salva-me" de Guillaume Musso


Título Original:"Sauve-moi"
Título em português:"Salva-me"
1.º Edição: Janeiro de 2007
Páginas: 302
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722515368
Coleção: Grandes Romances
Tradução de Sérgio Coelho


Sinopse
"O insólito encontro entre Juliette e  Sam é  explosivo e mágico. Mas o apaixonado fim-de-semana que vivem juntos é maculado pela mentira. Sam, viúvo, diz ser casado; Juliette, empregada num café, diz ser advogada. Juliette tem de regressar a Paris e Sam acompanha-a ao aeroporto. É o instante decisivo em que o destino de ambos pode mudar, mas nem um nem outro ousa pronunciar as palavras necessárias. 
Meia hora mais tarde, chega a notícia: o avião de Juliette explodiu em pleno voo. Sam é agora um homem desesperado. Está longe de imaginar que a história deles não acaba aqui..."
Excertos:
"Pensar em si faz com que o meu coração bata mais depressa, E isso é a única coisa que para mim tem importância." (pág. 7)


"Nada é insignificante, mas nem sempre apreendemos correctamente as repercussões dos nossos actos. Precisava de ter consciência disso antes da sua partida" (pág.73)


Minha opinião


Mais um livro de Guillaume Musso saboreado mais uma certeza de que este é um escritor a seguir, para sempre. Neste momento só me faltam ler dois livros de Musso, o primeiro e o último, e tenho a certeza de que vou gostar deles.


Este livro não é mais nem menos fabuloso do que os anteriores é simplesmente mais um maravilhoso livro de Musso que aconselho vivamente.
Nesta livro deparei-me com um leque de personagens muito bem caracterizadas e estruturadas de uma forma coerente e com pormenores deliciosos.
As personagens que acabam por ser o centro do enredo são a meu ver Sam e Juliette, ligados por um amor inexplicável e belo e no lado oposto desta harmonia temos Jodi. Jodi é uma adolescente toxicodependente que ficou órfã aos cinco anos, aquando a sua mãe Grace, polícia, é assassinada. Jodi precisa de  auxílio para largar as drogas, mesmo não o admitindo, Sam tem um encontro imediato com Grace (falecida à dez anos, nos romances de Musso tudo é possível, até o impossível) a mãe de Jodi.
Sam apaixonasse por Juliette mas este amor à primeira vista dura um final de semana, após isso cada um deverá seguir o seu rumo. Mas será a vida assim tão simples e linear?
Juliette não está no interior do avião quando este explode, era suposto estar lá mas por uma vontade súbita ela abandona o avião, assim sendo não morre, posso até afirmar que pregou uma rasteira à morte. Mas não teremos nós a hora marcada? Poderemos fugir ao nosso fim?
Estas perguntas estiveram na minha mente ao longo da leitura deste livro maravilhoso. Aconselho vivamente a leitura, não só deste livro mas como de todos os livros de Guillaume Musso.
Boa Leitura!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Vidro Demónio" de Rachel Hawkins

Capa do segundo volume em Portugal

Título original:"Demom Glass”
Título em Portugal:”Vidro Demónio”
Autora:  Rachel Hawkins
1.º Edição: Julho de 2011
Páginas: 286
Editor:  Edições Gailivro
ISBN:  9789895578937
Tradução: Maria João Freire de Andrade

Sinopse
Sophie Mercer pensava que era uma bruxa.
Foi por essa razão que foi enviada para Hex Hall, um reformatório para delinquentes Prodigium (bruxas, mutantes e fadas). Mas isso foi antes de ela descobrir o segredo da família, e que a sua paixão escaldante, Archer Cross, é um agente de O Olho, um grupo determinado em eliminar todos os Prodigium da face da Terra.
Afinal Sophie é um demónio, um de dois que existem no mundo – sendo o outro seu pai. O pior é que os seus poderes ameaçam as vidas de todos aqueles que ela ama. É precisamente por isso que Sophie decide ir para Londres para a Remoção, um procedimento perigoso que irá destruir os seus poderes.
Mas ao chegar Sophie faz uma descoberta terrível. Os seus novos amigos também são demónios, o que significa que alguém os anda a criar com planos para usar os seus poderes para o Mal. Entretanto O Olho está à caça de Sophie, e está a usar Archer para isso. E no meio de tudo isto Sophie ainda tem de lidar com os sentimentos que não deveria ter por Archer.”

Excerto:

"Havia uma saca de terra fertilizada junto da porta,  e eu tirei um punhado para lha atirar às costas. Antes de a terra o atingir, ele levantou a mão para a atirar trás. A terra ficou ali a pairar durante um momento, antes de voltar a flutuar lentamente para dentro da saca." (pág.22)

Minha Opinião:


“Vidro demónio” é o segundo volume da série da escritora Rachel Hawkins, sendo o primeiro “Hex Hall” (ver minha opinião aqui). Sei que me tinha desiludido a leitura do primeiro volume da série mas não consegui resistir a adquirir e ler o segundo volume, este é sem sombra de dúvida o maior problema das séries e das sagas, fico sempre com dúvidas, pois o facto de o primeiro volume não ser extraordinário não quer dizer que o segundo não possa dar a volta e ser até mesmo bom.
No primeiro livro Sophie Mercer que pensava ser uma adolescente normal é enviada para um reformatório para delinquentes Prodigium. No entanto, Sophie que pensava estar em Hex Hall por ser uma bruxa descobre, através dos encontros secretos com a sua avó Alice, que afinal é um demónio. Foi esta informação e com a que está na minha opinião (aqui) que iniciei a leitura deste livro, após ter relido o primeiro volume. A continuação de “Hex Hall” em “Vidro Demónio” está bem conseguida, nos primeiros capítulos é feita uma abordagem (assim como quem não quer a coisa) do primeiro volume da série, nomeadamente alguns acontecimentos mais importantes.
A história deste livro está centrada em quatro pontos (isto, claro está que é segundo o meu ponto de vista):
            Primeiro…O aparecimento do pai de Sophie Mercer.
Sophie nunca tinha conhecido o seu pai, o único “contacto” que existia entre eles era a correspondência escassa que Sophie recebia do pai. Só em que Sophie entra para o reformatório Hecate Hall (Hex Hall) é que fica a saber que para além de seu pai ser bruxo, sendo possuidor de poderes mágicos, ele é também o chefe do Conselho, que defende os Prodigium do O Olho (elementos que querem destruir os Prodigium).
            Segundo … Sophie quer passar pelo processo de Remoção contudo só o poderá fazer se o pai autorizar ou se for maior de 18 anos. Como o pai não autoriza nem ela tem 18 anos vai ter de entrar em acordo com o seu pai e aceitar ir passar as férias de Verão com ele em Inglaterra (pelo menos é o que ela pensa). Sophie não vai sozinha com o pai leva a sua companheira de quarto a vampira Jenna e o seu colega feiticeiro Call. Contudo Call vai porque o pai de Sophie propõem à sua filha que o leve, facto que é estranho para a sua filha, ficando ela a saber que está prometida a Call.
            Terceiro…Sophie quando chega com os seus amigos ao local de férias descobre que ela e o pai não são os únicos demónios que existem no mundo, facto que é de elevada estranheza. A questão que se levanta é como se formaram os dois demónios, Daisy e Nick, quem estará por detrás do aparecimento dos novos demónios?
            Quarto… Irá Sophie reencontrar o seu apaixonado Archer, qual a história que está por detrás do apoio dado por Archer ao Olho?

Desta vez os ingredientes estão todos lá, o mistério, os inimigos, os amigos, a paixão proibida o amor prometido, este livro tem história e tem todos os ingredientes para uma boa série de fantasia. A escritora consegue colocar os ingredientes daquele modo especial para que uma pessoa se agarre ao livro e sinta que está a viver uma razoável fantasia. Um outro aspecto que não pude deixar de verificar é a continuação do excesso de IÁSSSS, e de uma linguagem demasiado e exageradamente adolescente, de tal forma que se um adolescente ler o livro acho que vai achar demasiado infantil, é só uma opinião.

Também tenho pena que os diálogos sejam o calcanhar de Aquiles do livro, pois a história está lá tem ideias para ir para a frente mas podia ser levada mais a sério, a fantasia podia ter sido ainda melhor estruturada e trabalhada. Atenção, pois acho que devo mesmo referir isto com ênfase, o facto de ser uma série de fantasia notoriamente juvenil, não justifica a meu ver o exagero na linguagem adoptada e o desleixo da mesma.

Contudo devo referir que este livro foi uma boa surpresa, teve um final que obriga o leitor a ler o próximo volume, este foi um volume onde já entram batalhas a sério de tal forma que conseguia visualizar como se estivesse a ver um filme.

Claro que vou continuar a seguir a série até porque este livro foi muito melhor que o primeiro logo quase que posso apostar que o terceiro vai ainda ser melhor.

Uma outra nota é em relação à capa, definitivamente não gosto desta capa a outra estava mais de acordo com o conteúdo. Um aspecto que estranhei muito foi o facto de não ter o título original do livro.
Capa original

Foi mais uma leitura, não me acrescentou nada de novo mas deu para me rir um pouco, gostei da leveza do livro que não me obrigou a reflexões nem grandes nem pequenas. Um livro que foi bom ser lido nas férias e logo depois de um clássico como “O Monte dos Vendavais” que mexeu com todas as minhas emoções e sentimentos mais íntimos.
 Boa leitura!;)


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Reler..."Hex Hall" de Rachel Hawkins

Reli este livro com a finalidade de me relembrar da história para poder dar início ao segundo volume da série. A minha opinião está registada aqui e não sofreu grande alteração. Quer dizer até sofreu pois acabei por adquirir o segundo volume "Vidro Demónio", facto que não fazia inicialmente parte dos meus planos.
Boa leitura!

"O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë


Título original: "Wuthering Heights"

Título em Portugal:”O Monte dos Vendavais”
Autora: Emily Brontë
1.º Edição: Novembro de 2010
Páginas: 392
Editor: Edições Gailivro
ISBN: 9789895577736
Tradução: Ana Maria Chaves

Sinopse
“Cathy e Heathcliff, amigos desde infância, são cruelmente separados por diferenças sociais, pelo destino e pela intervenção de terceiros. Mas a uni-los está algo ainda mais poderoso: Uma paixão que tudo consome e que arrasa tudo o que se tenta intrometer entre eles. Até a própria morte…
O Monte dos Vendavais, é um dos maiores clássicos da literatura Inglesa.”


A escritora, Emily Brontë:

Retrato de Emily Brontë
«Emily nasceu em Thornton, Yorkshire, a quinta dos seis filhos de Patrick Brontë e Maria Branwell, e irmã de Charlotte Brontë e Anne Brontë, também escritoras. 
Em 1820, sua família mudou-se para Haworth, onde o pai de Emily foi um curador, e nestes arredores o seu talento literário floresceu.

Depois da morte de sua mãe, a austera tia Branwell foi morar com eles, e as crianças foram mandadas para um colégio interno em Cowan Bridge, onde sofriam castigos, alimentavam-se mal e não dormiam, devido ao frio. Duas das irmãs de Emily, Maria e Elizabeth, faleceram devido às condições do internato[2], e o pai resolveu levar as crianças, definitivamente, de volta para casa.
Em casa, a nova empregada Thabitha (Taby) costumava contar-lhes histórias, e anos mais tarde Emily a homenageou como a fiel personagem de Nelly Dean, em "O Morro dos Ventos Uivantes". As 3 meninas, Charlotte, Emily e Anne, aprendiam tarefas domésticas e o único filho homem, Patrick (costumavam chamá-lo de Branwell), aprendia grego e latim com o pai.
Emily e os irmãos criaram, em suas brincadeiras, várias terras imaginárias (Angria, Gondal, Gaaldine), que aparecem nas histórias que eles escreveram. Tais terras imaginárias eram relatadas em detalhes, jornais e outros artigos que as crianças costumavam escrever, e onde seus soldados de chumbo, presente do pai, costumavam “morar”. Poucos dos trabalhos de Emily neste período sobreviveram, exceto por alguns poemas (The Brontës' Web of Childbood, Fannie Ratchford, 1941).»(retirado da Wikipédia)

Excerto:

“-Se me permite, Mrs. Heathcliff, acho que todos nós tivemos um dia de começar e todos nós tropeçamos e vacilámos no início. Tivessem os nossos professores rido em vez de nos ajudarem, e continuaríamos ainda hoje a tropeçar e a vacilar.” (pág.348)

   Achei esta frase magnífica carregada de uma mensagem extraordinária.

Minha Opinião:

Esta é sem sombra para dúvidas a opinião mais difícil que vou escrever desde que tenho este blogue. Por este motivo peço, desde já, desculpas se não fizer justiça ao livro e estou certa que quem leu esta obra-prima percebe certamente o por quê deste esclarecimento.
As únicas coisas que eu sabia sobre este livro eram as seguintes: estava perante um romance e este era o único da escritora Emily Brontë. Para além disto só tinha as referências obtidas pelas poucas opiniões que fiz questão de ler sobre o livro. Eu sei que abundam opiniões sobre este livro aqui na internet, especialmente nos blogues literários, mas eu não li muitas, pois normalmente quando leio muitas opiniões sobre um livro crio demasiadas expectativas e depois acabo por me desiludir.
Após esta breve introdução que achei por bem explanar por aqui, vamos ao livro “O Monte dos Vendavais”. Este não é um livro é o livro, não é uma obra literária é a obra literária. Devo referir que este livro está de tal forma bem estruturado, com personagens brilhantes e ambientes extraordinários, que ao longo da leitura senti, acreditem que senti mesmo, toda a repulsa que caracteriza a grande parte das personagens. Não sabia se estava a gostar ou a detestar o livro, mas não o conseguia largar. Contudo, ler uma página era como se tivesse lido imenso isto devido à carga emocional que as personagens transportam e os seus ambientes também. Logo pode-se concluir que este livro tem uma enorme carga emocional e os relatos estão extraordinariamente bem conseguidos. A grande maioria da história é contada através de uma governanta, que se chama Ellen Dean. Dean relata a história do Monte dos Vendavais ao Mr. Lockwood, que arrendou a propriedade de Granja dos Tordos a Mr. Heathcliff. Após a visita do senhor Lockwood ao Monte dos Vendavais este fala com a sua governanta sobre o ambiente pouco agradável que sentiu na casa do seu senhorio então a senhora Ellen conta quem é Heathcliff e como ele conseguiu ficar na posse do Monte dos Vendavais e de Granja dos Tordos. A história contada pela governanta é tudo menos uma história de amor, simples e bela. Este conto de amor está cheio de pessoas com uma carga emocional muito forte e com muitos sentimentos negativos.
O amor que uniu Heathcliff a Catherine é um amor carregado de ódio de desavenças e de rancores do passado. Catherine é uma jovem adolescente cheia de caprichos e dada a valores materiais, por esse motivo prefere abdicar do seu grande amor e ficar com o homem que lhe possa garantir o sustento e os luxos a que estava habituada na casa de seus pais – Monte dos Vendavais -. Assim sendo acaba por casa com o filho do dono da herdade vizinha -Granja dos Tordos-, Edgar Linton, por este poder sustê-la melhor do que o seu amado Heathcliff.
Catherine e Heathcliff
Será de salientar que Heathcliff é irmão adoptivo de Catherine, tendo sido trazido pelo pai da mesma numa viagem em que resolveu adoptar esse menino, que mais tarde se vem a transformar numa pessoa sem princípios que eu não sei avaliar se foi uma pessoa boa que se transformou numa má pessoa ou se já era da sua índole ser mesmo mau. Os meus sentimentos em relação a esta personagem são muito controversos, é certo que ele só fez o mal, não olhando a meios para obter os fins desejados, contudo ele também nutria um amor sem fim por Catherine. Por sua vez a sua amada não foi capaz de aceitar o que ele tinha para lhe dar o seu amor sem qualquer tipo de bem material associado. Catherine é uma personagem que também me cria repulsa, cheia de contradições, de desejos e caprichos. Uma criatura mimada e que usa os sentimentos do próximo, tanto de Edgar Linton como os de Heathcliff. Do casamento de Catherine com Lipton nasce uma menina que carregará o nome da sua mãe mas a bondade do seu pai.
Não quero de modo algum relatar o livro nem mesmo fazer um pequeno resumo, não ia conseguir ou se o conseguisse certamente seria muito aquém do que seria desejado.
Este foi sem sombra para dúvidas, pelo menos por agora, o melhor romance lido este ano. Conseguiu mexer com os meus sentimentos de uma forma brutal. No período de leitura desta obra consegui sentir muito bem a malvadez da grande maioria das personagens retratadas. Não sei se tal é possível mas o facto é que este livro transportou-me para um outro mundo cheio de ódios e de pessoas com personagens extraordinariamente fortes. Não deve nem pode ser lido de ânimo leve, esta leitura embarca todos os nossos sentimentos mais íntimos e é extraordinariamente forte.
Após alguns dias de ter acabado de ler o livro consigo colocar-me por fora para fazer a análise do que foi lido, mesmo assim ainda sinto as personagens a pairar no ar que me rodeia.

LEITURA MUITO RECOMENDADA….


Relativamente ao tão falado filme, que teve origem neste romance de Emily Brontë , apesar de ainda não o ter visto, pesquisei no youtube e deve certamente é um filme a recomendar e que eu hei-de ver nas duas versões.
As imagens que se seguem foram retiradas do site Youtube.


Boa leitura!