terça-feira, 10 de julho de 2012

"Um Natal que não esquecemos" de Jacquelyn Mitchard


Sinopse
Da mesma autora de Profundo como o Mar, um romance que deu origem à obra cinematográfica com o mesmo nome, esta obra tem uma intensidade humana que por todos os motivos a torna uma leitura de eleição. Com aquela peculiar capacidade de empatia com as suas personagens, Jacquelyn Mitchard sabe acordar em nós uma subtilíssima gama de estados de alma. Neste novo romance ela conta-nos a história de uma família vulgar, pessoas ligadas por laços de amor que, numa simples noite, são afectadas por acontecimentos que inteiramente as ultrapassam, fazendo delas, no espaço de poucas horas, seres que não existiam até então. Na antevéspera de Natal, Laura e Elliot comemoram mais um aniversário de um casamento particularmente feliz, com um jantar romântico perfumado pelos sabores e aromas sugestivos da cozinha italiana. No regresso a casa, o carro sofre uma avaria num túnel de Boston e, enquanto aguardam que os tirem dali, Laura é acometida por uma estranha dor de cabeça… acabando por, a seu próprio pedido, ser transportada para um hospital. O que se segue poderia ser melodramático, não fosse o estilo da autora tão límpido e directo, capaz até de captar momentos de inesperado humor. Talvez por dominar assim todos os recursos que põe ao serviço da sua narração, esta história se encontre imbuída de um espírito tão próximo do brilho irisado das paisagens natalícias, que imaginamos sempre radiosas com a cobertura da neve.

Minha Opinião:
Este livro entrou para a minha estante no dia 28 de novembro do ano de 2004, tanto tempo parado nem eu saberia dizer se o tinha ou não. É com pena que escrevo este facto pois este é daqueles livros que no meu ponto de vista devem ser lidos e relidos. Contudo o que me deixa feliz é que foi devido ao desafio mais difícil deste ano_ não comprar livros_ que fui descobrindo livros cá em casa que nem sonhava ter, e Um Natal que não esquecemos, foi a pérola que li lentamente para saborear cada bocadinho.
Se te fosse dito que terias 8 a 12 horas de vida pela frente, ou uma vida mais longa mas acamada sem ter memória_uma vida de vegetal_, qual escolhias? Este é o primeiro dilema com que somos confrontados logo no início da leitura. A escritora fez a escolha acertada que foi não perder muito tempo nesta escolha e quase que a impôs ao leitor. Laura a protagonista da história decide não ser operada e ter uma morte sem dor e digna. Mãe de três meninas, casada com Elliott, com uma mãe que devido à sua aparente frieza não conseguiu chegar ao coração dos seus três filhos, ou seja, os dois irmãos da Laura que são Stephen e Angela. Laura deseja deixar a todos eles em especial às suas filhas uma lição, uma recordação da sua passagem pelo mundo delas. Deixando cartas a ser entregues pelo seu marido no dia certo. Parece um pouco mórbido deixar uma carta para o final da formatura, para o dia do casamento e para um ou outro momento importante da vida das suas três filhas. Um livro encantador, de uma simplicidade extrema, que leva os seus intervenientes a dizerem o que querem e o que não querem, num momento de dor e sofrimento.
Aconselho vivamente a leitura deste livro, eu vou ver se tenho mais algum cá por casa, mas devo ter pelo menos julgo ter “Antes que seja tarde”. Mais uma escritora que descobri este ano e aconselho a sua leitura.
Classificação: ADOREI _ 5
Boas leituras!

4 comentários:

  1. Já li dela, Profundo com o Mar. Pareceu-me muito bem escrito.

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    1. Olá
      Tenho uma pessoa conhecida que disse que era muito massudo.Quando o tiver leio e depois logo digo;)

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  2. Realmente vou ler este livro. Convenceste-me... :)
    Recomendo também o profundo como o mar! É maravilhoso!

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    1. Ando a ver se o encontro mas tenho outro livro cá em casa desta autora, que vou ler em breve.
      Beijocas e boas leituras.

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