terça-feira, 9 de outubro de 2012

A minha opinião sobre o livro "Desculpa lá, Mãe" de Rita Ferro e Marta Gautier


Desculpe Lá Mãe!
de Rita Ferro e Marta Gautier
Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 244
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722021524
Coleção: Obras de Rita Ferro

Sinopse:
"Desculpe lá, Mãe! é o livro que Rita Ferro escreveu em pareceria com a filha, Marta Gautier, a partir de cartas verdadeiras, partilhando dificuldades de relacionamento, de diálogo e de aceitação, com uma abordagem leiga e uma clara intenção pedagógica.
À data, nem a Autora previu que este livro pudesse tornar-se, também ele, um best-seller, e muito menos um SOS para mães e filhas. Mas a procura que obteve junto de um público exigente, prova-nos que Rita Ferro, além de cronista, além de romancista, está também habilitada, pela sua própria experiência de mãe e de mulher, a falar em nome da sua geração.
Um livro que dá uma resposta sensível aos problemas que atormentam, isolam e revoltam os jovens." (retirado do site wook)

Minha Opinião:
Ainda me recordo de quando comprei este livrinho, estava a leccionar na escola de Alter do Chão e faltava-me uma disciplina para acabar o curso. Curso esse que tirei em Évora. Quando me ligaram a dizer que tinha passado eu não quis acreditar e dirigi-me para a cidade universitária para ver com os meus olhitos que na realidade tinha passado, e mais do que isso tinha concluído o meu curso.
Foi desta forma que este livro entrou na minha vida, tinha prometido a mim própria que se passa-se comprava este livro, que na época se falava muito, dirigi-me ao hipermercado da zona e comprei. Tendo regressado a Alter do Chão, tomei um duche e vesti uma coisa quentinha, sentei-me em cima da minha caminha e duas horas depois tinha acabado o primeiro de muitos livros que se seguiram após a licenciatura.

Quando decidi reler este livro, foi como reviver aquele dia, que foi um dos mais felizes até hoje.

"Desculpa lá, Mãe" é um livro de cartas trocadas entre uma mãe e uma filha, acima de tudo entre duas gerações distintas. É um livro que me cativou porque no fundo reflecte sobre as diferenças e os contrastes das duas épocas. Constitui um dos muitos registos possíveis de um diálogo entre gerações; nele, filha e mãe vencem as barreiras da idade para conferir pontos de vista. 
Só por aqui podemos verificar que é um livro com um carácter didáctico.  Aproveitam assim para debater os mais variados temas da actualidade, deixando-nos a nós, leitores, duas visões diferentes da mesma realidade: a de uma jovem estudante de psicologia com 20 anos e a de uma mulher madura e vivida com cerca de 50. 
  Do amor à droga, da televisão aos estudos, do sexo à religião, passando pelos pequenos-grandes dramas chorados na adolescência, um livro espontâneo e sem artifícios que, à margem da literatura e da própria pedagogia, passa em revista muitas das questões que magoam os filhos e comprometem os pais.

Extractos:

"A solidão de um adolescente impressiona-nos, mas a verdade é que é sempre através desse processo doloroso que, devidamente acompanhados por nós, encontrarão um caminho."


"Mas, acredita, Mariana: também os adultos crescem e essa é uma realidade que vocês, rapazes e raparigas, precisam de compreender.

Desculpa: tenho a perfeita noção de que talvez não seja uma mãe pedagogicamente correcta; mas também tenho a certeza de que aquilo que ainda enche o meu coração, como me perguntas, continuas a ser tu, tu e o teu irmão, com essa vossa demanda da vida e essa vossa teimosia em procurar beleza e grandeza num mundo que insiste em mostrar-vos a sua face mais feia"

Classificação: Gostei 3 em 5.


Boas leituras;)

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