sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Divulgação "O Lado de cá do lado de lá" de Vicente Delmar

"O Lado de Cá do Lado de Lá"

Autor: Vicente Delmar
Data de publicação: Maio de 2017
Número de páginas: 362
ISBN: 978-989-774-531-7
Colecção: Bíos
Género: Biografia
Idioma: Pt

Sinopse:
«Um homem, um passado criminoso que nunca quis feito na rota da droga, a flexibilidade conveniente do sistema judicial e o subproduto humano produzido pela prisão. E a pergunta!
Como medir dentro de um homem a culpa, a maldade e o arrependimento?
“Porque há quem mate sorrindo e quem roube chorando”
Como o sentiu na pele, e isso lhe dá o direito, a personagem acusa a sociedade de apenas pensar a justiça, sem a sentir.
Ficcionado em dois mundos reais, empresta o autor à personagem conhecimento pessoal, sobre os dois lados dos muros prisionais.
No “Lado de Lá, o seu “fundo do poço” na queda desamparada da droga, entre o desenrolar de histórias, de crimes e homens, talvez maus talvez bons, Civic, a personagem, assumindo o seu crime, rejeita o peso da condenação. E do “Lado de Cá”, sente-se agora, pelo erro frio da desproporcionalidade, portador de crédito com a justiça, para a praticar:
“Tenho plena consciência de que muitos, são os cancros do mundo e o que vou fazer, não passa da eliminação de uma das inúmeras metástases, de um deles.”
Justiceiro, dir-se-á! Psicopata talvez. Tem no gato com quem divide casa, seu alter-ego,
Reconheço que a sensação de que ele me responde e contesta, colocando-me na mente frases e mesmo respostas, embora já não me incomode, roça sem dúvida a loucura. Ou não!?” 
e como alvo na sua justiça, a pessoa de um ex-político pedófilo. A sua missão!
“Missão a que a própria sociedade afere sentido, sempre que poupa os poderosos e faz dos fracos exemplo, sempre que aplica dois pesos, quando o poder alivia um deles e a silenciosa mafia das influências se faz sentir”»

O Autor:

Nascido numa cidade alentejana, com quatro anos o autor sobe a Lisboa, com os pais, ambos analfabetos, em busca de melhor vida e salvação para um casamento em desequilíbrio, que cai três anos mais tarde.
Vive a adolescência, num bairro multicultural da capital. Entalado entre a elitista Lapa, o nervoso Largo do Rato e a moderna Amoreiras; Campo de Ourique tem numa das suas fronteiras, demarcada pela rua Maria Pia, o Casal Ventoso como vizinho.
Na moldura do inicio dos anos oitenta, estudante no liceu Pedro Nunes, aprendia a Democracia a andar e em tempos de todas as novidades, boas e más, é no meio da classe media-alta e erudita que o autor conhece as drogas leves, e no meio da mais miserável, que conhece as outras.
Experiência dolorosa, marcante, que agora á distância de um quarto de século, que renovou gerações e manteve as realidades, se aquietou em paz e espirito, para, socialmente crítica, se exorcizar numa historia de ficção com gente de verdade."

Este é mais um livro enviado pela Chiado Editora que vou ler e depois deixarei aqui a minha singela e honesta opinião. Mais uma vez o meu agradecimento à Chiado Editora e ao autor pelo envio da obra.

Excelentes leituras!

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