segunda-feira, 26 de julho de 2010

Jogo do Anjo

Sinopse:

Na Barcelona turbulenta dos anos 20, um jovem escritor obcecado com um amor impossível recebe de um misterioso editor a proposta para escrever um livro como nunca existiu a troco de uma fortuna e, talvez, muito mais.

Com deslumbrante estilo e impecável precisão narrativa, o autor de A Sombra do Vento transporta-nos de novo para a Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos, para nos oferecer uma aventura de intriga, romance e tragédia, através de um labirinto de segredos onde o fascínio pelos livros, a paixão e a amizade se conjugam num relato magistral.
Excerto

«Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço.»
O Autor:

Carlos Ruiz Zafón nasceu em Barcelona em 1964. Com a sua primeira obra, El Príncipe de la Niebla, obteve o Prémio Edebé em 1993. Desde então publicou quatro romances e converteu-se numa das revelações literárias dos últimos tempos. Com A Sombra do Vento, finalista do Prémio de Romance Fernando Lara 2001 e do Prémio Llibreter 2002, eleito o Melhor Livro de 2002 pelos leitores de La Vanguardia, e publicado em mais de vinte línguas, está a obter um dos maiores êxitos internacionais da literatura espanhola.

Títulos

-A Sombra do Vento (2004)
-O Jogo do Anjo (2008)

A Minha Opnião:
Martín é um jovem escritor , uma pessoa desiludida com a vida, com o  amor e com a  carreira profissional, e como se não basta-se encontra-se gravemente doente. Martin vive só num casarão em ruínas que  pela descrição é bastante deprimente. 
Nesta fase de tormenta da sua vida  surge  Andreas Corelli, um estrangeiro,  que se intitula como  editor. Corelli é um misterioso homem que consegue seduzir Martin com a  sua fala, suave e sedutora, promete-lhe muito dinheiro e quem sabe se não irá dar-lhe algo mais?  O surgimento deste editor parece devolver a saúde ao escritor. Mas tudo na vida tem um preço e o que Corelli pede em troca não é pouco...uma encomenda...um livro...uma nova religião...
Ao longo desta leitura dei por mim  a tentar pensar com Martin e tentar responder à questão principal deste enredo que a meu ver é: "Quem é Corelli?", ou talvez, "O que aconteceu naquela casa?" ... este é o preço de tudo.... é isto, que o escritor vai tentar descobrir ao longo deste Jogo...

Martin começa a arrepender-se de ter aceite a oferta do misterioso editor e começa a investigar quem ele é, quando começa a descobrir factos alheios a ele tenta solucionar estes mesmos problemas que ele não estava a espera.

Um livro que nos prende muito, com uma história muito bem estruturada, no entanto, acho que se tivesse menos 50 ou 100 páginas não seria mau de todo. Outro aspecto que me fez alguma confusão foi o facto de não ter  explicado o repentino desaparecimento da doença de Martin.
Apesar destas pequeninas coisitas de nada, amei este livro e devo mesmo referir que Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores  escritores que até agora. Bom, só quero ganhar forças para ler "A Sombra do Vento" que pelas críticas que tenho lido por ai é um livrito que promete...
Ups... não posso deixar de referir que adorei o modo como ele retratou Barcelona nos dias de tempestade e aquela casa terrível.

Boas Atmosferas. :)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

O Leitor

O Leitor
de Bernhard Schlink
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 144
Editor: Edições Asa
ISBN: 9789724120096
Colecção: Romance

Sinopse:
Michael Berg, um adolescente nos anos 60, é iniciado no amor por Hanna Schmitz, uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Ele tem 15 anos, ela 36. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta, e finalmente fazem amor. Este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece de repente da vida de Michael.
Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.
Perturbadora meditação sobre os destinos da Alemanha, O Leitor, é desde O Perfume, o romance alemão mais aplaudido nacional e internacionalmente. Já traduzido em 39 línguas, a obra está a ser adaptada ao cinema. Para além disso, este romance foi galardoado em 1997 com os prémios Grinzane Cavour, Hans Fallada e Laure Bataillon. Em 1999 venceu o Prémio de Literatura do Die Welt.
Críticas de imprensa:

"Podia fazer esta crítica numa única frase: brilhantemente pensado e escrito. Ficamos presos do princípio ao fim da história, primeiro para ver onde vai dar uma relação invulgar, mas cheia de ternura, e depois, na expectativa do reencontro anunciado entre os protagonistas. A ternura que unira os dois amantes nasce da simplicidade e do presente sem conhecerem o passado um do outro e sem os juízos de valor que esse olhar implicaria, sobretudo quando este passado implicava um papel activo em campos de concentração.

(...) Este é também um romance sobre a relação de amor entre uma mulher mais velha e um rapaz mais novo, e história de como, ao tentarmos proteger aqueles que mais amamos, podemos acabar por magoá-los de uma forma irreversível.

Um romance sobre o simples princípio de que todas as nossa acções, ou as nossas inacções têm consequências não só nas nossas vidas, mas também na daqueles que nos rodeiam. E isto pode afectar uma pessoa... ou o mundo inteiro.

Der Vorleser, no original, impossível de traduzir fielmente em português numa só palavra, significa aquele que lê alto para o outro. Deixo que descubram a importância deste pormenor."

Ana Vaz Pinto
Adaptação ao cinema do livro:
 


Minha Opnião:
Este livrinho foi realmente um encanto, sem sombra para dúvida. Comecei a ler "O Leitor", a meio do livro "O Jogo do Anjo", pois apesar de estar a gostar deste último, preciso de arejar as ideias...e sinceramente o "O Jogo Anjo" se tive-se menos umas cem páginas talvez fosse melhor tanto para o leitor como para o escritor, bom mas este assunto é para outra postagem.
Saboreei muito lentamente esta joia literária e acreditem amigos, gostei muito mesmo... mesmo, pois à muito não lia algo tão intensamente narrado...
Os capitulos são pequenos, a narração dos locais e das situações transportou-me  em sonho  para a época da narração, parece que estive a espreitar, por mais perverso que possa parecer.Por isso,  quis saborear bem devagar esta leitura que já tinha ouvido, ou antes, lido muita coisita sobre ela...
O livro de Schink narra com uma enorme intensidade os sentimentos de um jovem de 15 anos, Michael, que inicia a sua vida amorosa com Hanna, uma mulher adulta de 36 anos. Hanna é uma mulher que tem tanto de bela e sedutora como de autoritária e orgulhosa.
Na cama o ritual. Ele lia para ela, depois um banho e depois o sexo. Isto aconteceu durante algum tempo até que Hanna desaparece da vida de Michael voltando a entrar quando este último, então estudante de Direito assiste a um julgamento nazi, onde Hanna é uma das acusadas.
O “Leitor” retrata um processo envolvendo o julgamento de algumas mulheres nazis que foram guardas da SS em campos de concentração no final da guerra, nessa qualidade, foram responsáveis por muitas mortes, maioritariamente judeus.
Ao longo da leitura fui-me apercebendo do sofrimento da geração pós- holocausto, os filhos da segunda guerra mundial, carregavam com eles uma tremenda dor e carga emocional, quase como uma herança que recebiam à nascença.
Um livro muito bem escrito, que me transportou durante alguns dias para a tormenta do holocausto, para o mundo das SS e para o mundo interior de Michael e dos seus  sentimentos.

Bernard Schlink, é jurista de formação. Schlink, além de ser professor de direito público e de filosofia do direito, é juiz do Tribunal Constitucional da Renânia Sentrional-Vestefália, segundo consta na sua net-biografia.Julgo que só assim ele consegui-o abordar tão bem o tema. 

Ao longo desta leitura fui possuidora de todo o tipo de sentimentos bons, maus, sentimento de injustiça e o pior de todos, a meu ver, o sentimento de pena.

Mas o deslumbramento com que fui lendo este livro foi constante pois tive sempre a sensação que estava a espreitar por uma porta e a ver tudo.
Agora espero gostar do filme, apesar de ter quase a certeza que vou gostar dado que é uma das minhas actrizes favoritas-Kate Winslet- e também gosto muito do actor – Ralph Fiennes-.
O livro a meu ver é excelente e não me arrependo de ter demorado tanto tempo a ler estas deliciosas 144 páginas…existem coisas que demoram a ser deglutidas…

;) Boas Atmosferas.

domingo, 18 de julho de 2010

Existem dias de pura sorte...

Normalmente não tenho lá muita sorte nem sou muito dada a essas coisas, mas hoje podem acreditar que só não dei um beijo na senhora da banca dos jornais porque enfim...ainda fui a tempo de me controlar...pois é, não é todos os dias que se compra 4 delícias por 1euro 45 centimos e ainda nos oferecem outra pérola...

Ia toda lampeira fazer o pedido de reserva, à senhora do costume que guarda os livrinhos das colecções (ups... já tenho a da colecção Sábado em casa) DN ou JN e não é que... primeiro fiquei logo contente, porque a senhora tinha os dois que  já sairam desta colecção guardadinhos para mim e depois porque finalmente vejo livros em papel reciclado iupiiiiiiiiiiii....
Mas não bastando olhei para o lado e vi...esta maravilha:




MAIS UM QUE NÃO DÁ PARA COLOCAR A IMAGEM QUE É DO ESCRITOR DOSTOIÉVSKI "A VOZ SUBTERRÂNEA"....

Estas delicias juntas com um laço em palha  por apenas 1euro e 45 centimos e não fosse o bastante ainda a senhora que é uma santa ofereceu-me este livrinho para eu saborear ...
Digam lá que não há dias de sorte....
Estou quase como o saudoso Fernando Pessa E Esta Hein??????
Maravilhosas Atmosferas ;)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Veronika Decide Morrer

                                                       «No dia 11 de Novembro de 1997, Veronika decidiu que havia - afinal! - chegado o momento de se matar.» É assim que começa o romance de Paulo Coelho. Veronika é uma jovem eslovena que decide suicidar-se, cansada que está da vida que leva. Salva no último instante, dá entrada num hospital psiquiátrico. Aí conhece Zedka, internada por depressão, transformada à custa do tratamento numa "mulher louca" e feliz; Mari, advogada que integra o grupo A Fraternidade, organizador de palestras sobre a meditação sufi, e parte para a Bósnia em missão humanitária em busca de aventura; Eduard, um jovem belo e rico que se faz passar por esquizofrénico; e o Dr. Igor, o psiquiatra do hospital. O autor, que esteve em Portugal para o lançamento do livro, revelou ele próprio ter estado internado num hospital psiquiátrico, experiência que lhe valeu para a escrita desta obra sobre a loucura. E também sobre o amor e a sabedoria, as relações com os outros, atravessada pelo esoterismo.
O escritor de língua portuguesa mais vendido no mundo, traduzido em 80 línguas e publicado em mais de 100 países.
O livro foi adaptado ao cinema e depois de lerem o livro aconselho a verem o filme...http://www.youtube.com/watch?v=VkEITSgsqgk

Minha Opnião:

Este foi o livro que mais me marcou do escritor Paulo Coelho, um livro que me costou muito a passar as primeiras páginas devido ao relato feito do suicidio da Verónika, mas atravessadas essas páginas deparamo-nos num mundo diferente, o interior de um hospital psiquiatrico. Aqui vamos encontrar diferentes personagens que nos levam a interrogar até que ponto têm que estar a viver num hospital psiquiatrico.
Mas a bomba rebenta quando Veronika, que tenta o suicidio mas não o consegue de imediato, devido ao elevado consumo de drogas para o efeito, fica a saber que não tem mais que uns dias de vida.
Então chegou a hora de Veronika fazer um balanço da sua vida, e agora Veronika que se tinha tentado suicidar será que quer mesmo morrer?
Este livro encaminhou-me pelas ruelas da importância da valorização das pequenas coisas do dia-a-dia, os cheiros, os amigos, os sabores, as cores...
E que por vezes nos fechamos na nossa concha e só conseguimos ver o nosso mundo esquecendo que infelizmente existem pessoas com muitos problemas, e continuam a viver cada um dos dias com um sorriso nos lábios.
Definitivamente ler Paulo Coelho não se escolhe a hora nem o momento mas sim quando sentimos que é a hora de ler Paulo Coelho.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Jogos de Sedução e As Regras de Sedução

Sinopse:
Numa sala repleta de convivas, os seus olhares cruzam-se com uma intensidade invulgar… mas os seus mundos vão colidir violentamente. Ela é Roselyn Longworth e, antes de a noite terminar, vai ser leiloada. Ele é Kyle Bradwell, o homem que lhe dará a conhecer o Inferno.
Todavia, quando vence o leilão, Kyle trata Roselyn com uma delicadeza a que ela não está habituada desde que um escândalo familiar arruinou a sua reputação. E quando finalmente descobre o que o motivou a salvá-la do seu terrível passado, é já demasiado tarde: Roselyn está perdidamente apaixonada pelo homem que sabe os seus mais íntimos segredos. Agora, ele surpreende-a com um pedido de casamento – o primeiro passo num jogo de sedução que exigirá nada menos que a sua completa rendição…


Sinopse: 

As regras dele vão iniciá-la no mundo do prazer e da sensualidade.
As regras dela vão subjugá-lo.
Hayden chega sem aviso e sem ser convidado – um estranho com motivações secretas e um forte carisma. Em poucas horas, Alexia Welbourne vê a sua vida mudar irremediavelmente. A relação entre ambos é tensa, agitada e incómoda. Para Alexia, Hayden é o culpado da sua desventura: sem dote, ela perdeu qualquer esperança de algum dia se casar. Mas tudo muda quando Hayden lhe rouba a inocência num acto impulsivo de paixão. As regras da sociedade obrigam-na a casar com o homem que arruinou a sua família. O que ela desconhece é que o seu autoritário e sensual marido é movido por uma intenção oculta e carrega consigo uma pesada dívida de honra. Para a poder pagar, ele arriscará tudo... excepto a mulher, que começa a jogar segundo as suas próprias regras

Minha Opnião:
Jogos de Sedução foi o primeiro livro que li de Madeline Hunter e devo dizer que apesar de ser um livro de uma leitura bastante simples a forma como a autora relata a história é a meu ver fantástica.
Foi um livro que me viciou da primeira à última página, com um carís fortementemente romantico, tragico e sensual a leitura deste livro torna-se muito leve e o modo como Hunter descreve as paisagens transportou-me até ao local dos acontecimentos.
Após ter lido este livro li "As Regras de Sedução", e conclui que devia ter lido este em primeiro lugar, não que tenha muita influencia mas pela lógica, dado que aqui neste livro fala do modo como a prima da personagem principal do livro anterior, consegue adquirir toda a sua riqueza e um casamento feliz com o Homem dos seus sonhos.
De um modo geral gostei e aconselho para quem quer uma leitura mais relaxante que nos deixe a alma a pairar para lá do horizonte...
;)Boas Atmosferas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Tempo Para Amar

Sinopse
Kate tinha apenas dezoito anos quando conheceu Tom Harper, uma grande estrela do futebol americano. O amor entre eles foi fulminante e começaram a viver uma idílica história de amor. Infelizmente os pais de Kate — pertencentes à alta burguesia — não aprovam o romance da filha, e quando ela insiste em continuar o namoro expulsam-na de casa.

Tom tudo faz para que ela esqueça a crueldade dos pais, e Kate começa a viver num mundo glamuroso, de luxo e de fama. Tudo corria bem até que a carreira de Tom começa a declinar e ele tenta suicidar-se. O suicídio não é bem-sucedido e como consequência disso, Tom fica paralisado e com a mentalidade de uma criança de sete anos. Grávida e com o marido deficiente Kate sente o seu mundo a desmoronar e todos os seus sonhos destruídos.

Refugia-se no campo com o filho, enquanto o marido é internado numa casa de saúde. Para tentar exorcizar os seus fantasmas, Kate dedica-se à escrita. Graças ao sucesso alcançado pelo livro, Kate é persuadida a empreender uma viagem de promoção, mas será ela capaz de sair do seu isolamento e aceitar de novo o amor que surge na sua vida?

Críticas de imprensa
«Uma das melhores autoras de romance do Mundo.»
The Los Angeles Times
«Os romances de Danielle Steel narram as coisas da vida. Impossível de saltar uma página, em cada vírgula alguma coisa acontece. Suspense, angústia e lantejoulas alternam com o desespero e o conto de fadas.»


Minha Opnião:
"Tempo de amar" foi o primeiro livro que li de Daniella Steel, devo dizer que sinceramente ou eu comecei pelo livro errado e foi uma desilusão das grandes, valendo apena tentar de novo, ou simplesmente foi uma desilusão das grandes. Bom eu estava à espera de um romance mas muito sinceramente, queria mesmo um romance cor-de-rosa queria mesmo um.
Quando comecei a ler, até estava muito entusiasmada as primeiras páginas estavam a prometer, apesar de eu ter estranhado o casamento inicial, mas logo percebi o porquê.
Mas teve tanto tempo parado se tivesse menos umas 50 páginas tinha sido bem melhor e se me tivesse poupado a descrições da doença do primeiro marido para mim também tinha sido bem melhor, estes promenores trágicos quando a mim estragam sempre um romance, principalmente quando são doenças detesto.
Mas ainda tenho cá por casa mais uns oito livrros desta escritora, por isso qualquer dia ainda venho aqui postar mais algum tenho é que o ler. :)
;)Boas Atmosferas.

A Viela da Duquesa

Sinopse:
Nápoles, 1910. Numa das muitas casas pobres da Viela da Duquesa, onde Rosa Avigliano vive com a sua numerosa família, surge de repente uma jovem mulher elegantemente vestida: ela quer que Rosa lhe prepare um feitiço para conquistar o amor do marido. Teresa, a mais velha das crianças Avigliano, fica boquiaberta perante tão extraordinária aparição. Imaginativa e sonhadora, ela gostaria de poder transpor os limites daquelas vielas sem ar e sem luz, onde viu morrer de miséria, de doença e de fome amigos, vizinhos e até um irmão mais novo. Aquela visitante misteriosa encarna aos seus olhos de rapariga tudo aquilo que até ali lhe foi vedado. Mas a bonita desconhecida não é tão feliz como Teresa imagina: a condessa Josepha Paravicini abandonara há alguns meses o seu castelo no Tirol, terra então austríaca, para casar com o príncipe Enrico Castiglia e se mudar para Nápoles, renunciando aos costumes, às pessoas que amava, às paisagens, aos aromas e à sua língua de infância. Tudo isto para vir a descobrir que o marido nunca a amara. Com o destino por cúmplice, nasce entre a princesa e a rapariga do povo uma ligação que as irá manter unidas durante toda a vida. Ambas atravessam o século que há pouco terminou, sofrem duas guerras mundiais, vivem os dramas da ditadura fascista e os tempos difíceis da reconstrução, empenhando-se na luta pelas reivindicações sociais e pela conquista do direito das mulheres à dignidade.
Narrando as histórias pessoais destas personagens, marcadas por tragédias e paixões, Sveva Casati Modignani percorre todo o século XX num romance que exprime os pontos de vista dos humildes e dos poderosos. Este entretecer de vidas privadas e grandes eventos, propicia aos leitores páginas intensas que reconstituem com realismo o espírito de uma época e exaltam a força dos sentimentos e dos ideais.

Minha Opnião:
A Viela da Duquesa é sem dúvida o melhor livro da Sveva Casati que já li até à data. Sveva trás através deste livro um relato sobre a vida na Itália da primeira e segunda grande guerra mundial, durante o fascismo e durante a implementação dos Direitos da Mulher, na prespectiva de várias mulheres, umas pertencentes a familias reais e outras fazendo parte do proletariado. Ao longo da leitura deste romance histórico, deparei-me com o modo diferente com que o comunismo foi visto pelas diferentes alas da  sociedade  e as suas posições políticas.
Teresa, filha mais velha de Rosa, vem de uma família pobre mas é uma mulher cheia de força e é fruto de uma infancia carregada de viloência sexual por parte dos filhos da sua madrasta. 
Sofia é uma mulher doce que vive um casamento triste com um homem que herdou a pior das heranças do seu pai - a loucura-.
Um livro cheio de voltas na vida de Teresa e de Sofia, com encontros e desencontros, com alegrias intensas mas tristezas ainda mais intensas...
A Viela da Duquesa foi um livro muito importante para mim, não só porque amei ler e fez-me passar horas deliciosas, mas principalmente, porque me orientou para o tipo de leitura que eu realmente mais gosto, Romances históricos.
Aconselho vivamente a sua leitura, para quem gosta de romances históricos.
Boas Atmosferas;).

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os Direitos Inalienáveis do Leitor...

"1.O direito de não ler
2. O direito de saltar páginas
3. O direito de não acabar um livro
4. O direito de reler
5. O direito de ler não importa o quê
6. O direito de amar os heróis dos romances
7. O direito de ler não importa onde
8. O direito de saltar de livro em livro
9. O direito de ler em voz alta
10. O direito de não falar do que se leu."
Bom ando a atravessar uma fase que não sei o que ler, comecei a ler "A vida num sopro" tenho noção que é uma leitura leve e agradável mas não me apetece, mas pior é não saber o porquê...
Li dois livros da Sveva Casati de seguida e tenho mais sete em casa para ler e sinceramente é uma leitura que se "entra" no imaginário para o qual a escritora nos quer levar com muita facilidade, agora não ando com cabeça para mais por isso vou regressar a Itália e a Sveva Casati. Ainda andei a marterizar-me mas peguei no livro de Pennac para voltar a reler os Direitos Inalienáveis do Leitor, e apesar de não gostar nada de colocar um livro de parte, mesmo sabendo que é temporariamente, pois sinto-me sempre tão culpada, mas agora a minha cabeça anda a mil e nada como um livro mais soft para eu entrar mais facilmente na historia.
Apesar de este livro do José Rodrigues dos Santos já me parecer Bastante Soft... mas ainda quero mais, nem sei bem o que quero e nem sei se vou pegar em algo... Detesto quando tenho tanta coisa para ler e não me apetece nada e pior é que nem comprar me apetece, mas alguém compreende esta cabecinha!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Lição de Tango

Lição de Tango
Autora: Sveva Casati Modignani
Ano da Edição/ 2007
ISBN/ 9789724153124
Editora/ Edições ASA

Sinopse:
O retrato inesquecível de duas mulheres que os acasos da vida juntaram numa aventura comum. Giovanna e Matilde não parecem ter nada em comum, excepto o facto de morarem no mesmo bairro de Milão e de às vezes se cruzarem na rua. A primeira é uma encantadora antiquária, casada e com uma filha adolescente; a outra é uma pobre idosa que vive sozinha numas águas-furtadas das quais obstinadamente não se deixa despejar. Uma série de circunstâncias dramáticas aproxima as duas mulheres, que aprendem a conhecer-se e a travar uma profunda amizade. Matilde ajudará a jovem a encontrar a serenidade e o amor, enquanto que Giovanna acompanhará Matilde ao longo da sua caminhada final. Uma história dominada pela paixão, que nos retrata, com o talento habitual de Sveva Casati Modignani, duas inesquecíveis figuras femininas.
Site Ofi­cial: http://www.svevacasatimodignani.ormedilettura.com/
José Rodrigues dos Santos no seu programa "Conversas de Escritores" na RTPN entrevistou a escritora italiana Sveva Casati Modignani, se quiserem ver cliquem aqui: http://www.youtube.com/watch?v=DYEEx6Y1ENk .

Minha Opnião:
 Sveva Casati é a meu ver uma escritora de romances com um forte caracter feminino, isto porque, nos livros que li, até ao momento, ela estrutura ao longo de toda a narrativa do  romances, personagens femininas psicologicamente  muito fortes e bem definidas na vida. Sveva constroi as suas personagens ao longo da história e à medida que esta se vai desenrrolando, quando dou por mim já estou a conviver, literalmente, com as personagens criadas pela escritora, o que é de veras fascinante.
Neste romance Giovanna e Matilde são duas mulheres poderosas que carregam uma história muito ingrata e que interfere com aspectos do seu dia-a-dia que podem parecer aparentemente banais.
Com um relato narrativo contextualizado no tempo e nos diferentes locais, personagens muito bem construídas, "Lição de Tango" é para mim, a seguir ao livro: "A Viela da Duquesa", o melhor livro de Sveva Casati Modignani.
Uma leitura apaixonante em que as últimas páginas foram lidas a custo pelo facto de não querer sair do encanto da história e da companhia de Matilde ( principalmente ) e também de Giovanna e Giny tal como Alessandro.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

PAULA

Paula
Isabel Allende
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 368
Editor: Difel
ISBN: 9789722907064
Colecção: Literatura Estrangeira

Sinopse:
Um livro que marca uma nova etapa, deslumbrante, na carreira de Isabel Allende. Esta obra de Isabel Allende possui e prossegue duas qualidades essenciais à sua narrativa e ao seu estilo literário: a densidade e a intensidade. Sendo uma representação do sofrimento e das memórias, Paula é um documento multi-biográfico, como de resto são em grande parte os seus outros romances, e neste se configura como uma viagem dupla em presença do estado comático da filha e da acumulação das experiências de outras dores, entremeadas de alegrias, da mãe. Paula é tanto um diálogo à cabeceira de uma doente clinicamente privada de consciência, como um solilóquio de grandeza e fragilidade, a tentativa de unir a ideia do amor como única ponte de salvação humana, a realidade do sofrimento tantas vezes absurdo e indecoroso.
Isabel Allende:
Escritora chilena, Isabel Allende nasceu a 2 de Agosto de 1942. Em 1973 foi forçada a abandonar o Chile na sequência do golpe militar em que Salvador Allende, primo do seu pai, foi assassinado ou levado ao suicídio. Trabalhou como jornalista no Chile e, posteriormente, em Caracas (Venezuela), onde viveu até 1984. Depois disso, passou a viver nos EUA, onde ensina literatura. Foi uma defensora acérrima dos direitos das mulheres. Segundo Isabel Allende, a sua experiência como jornalista foi-lhe útil na medida em que não só a ensinou a usar a linguagem de forma eficaz mas também a fez adquirir uma facilidade de comunicação que a ajuda a aproximar-se de qualquer pessoa com uma história a contar. Para ela, o primeiro objectivo da literatura é a expansão da consciência da realidade através da narração de histórias particulares capazes de se entrelaçarem na história colectiva e explorarem os mistérios da vida: a sua realidade marcada pelo sonho, pelas premonições e pelas visões. Os seus livros estão traduzidos em mais de 30 idiomas e constituem um caso ímpar de sucesso. Muitos deles já foram adaptados ao cinema, teatro, ópera e ballet, conferindo-lhe uma brilhante trajectória literária que com os anos não deixou de aumentar o seu prestígio. Publicou A Casa dos Espíritos (1982), De Amor e de Sombra (1984), Eva Luna (1989), Contos de Eva Luna (1989), O Plano Infinito (1991), Paula (1994), Afrodite (1997), A Cidade dos Deuses Selvagens (2002), O Meu País Inventado (2003), O Reino do Dragão de Ouro (2003), O Bosque dos Pigmeus (2004), Zorro, O Começo da Lenda (2005), Inés da Minha Alma (2006) e A Ilha Debaixo do Mar (2009).


Críticas de imprensa:
 «Bela e Comovedora… Memória autobiográfica, episódica, talvez com um pouco de ficção; tudo está ali e tudo está maravilhoso.»
Los Angeles Times Book Review

Vou Contar-te Uma História,
Paula Por Marisa Torres da Silva
Quarta-feira, 7 de Agosto de 2002


"Paula", de Isabel Allende, é o testemunho contado na primeira pessoa sobre a morte de uma filha. Como se de uma viagem ao sofrimento humano se tratasse, o livro percorre também a vida da escritora, entrecortada por alegrias e tristezas, acontecimentos que fizeram história, personagens diversas, amores e desilusões Isabel Allende garante que esta obra não é sobre a morte. "O meu livro 'Paula' é uma memória trágica da história da morte de uma jovem rapariga, mas sobretudo uma celebração da vida. (...) A sua longa agonia deu-me a oportunidade única de rever o meu passado." Com efeito, embora "Paula" tenha como ponto de partida e fio condutor a doença da filha da escritora, o livro vai-se transformando num autêntico documento autobiográfico, à medida que Isabel Allende faz desfilar as figuras e os acontecimentos que intervieram na sua vida. Não se trata de uma mera obra auto-complacente, portanto. Como afirma a escritora, o romance serviu de veículo para prolongar a presença da filha junto da mãe, para manter a vida que já a tinha abandonado desde o momento em que deu entrada no hospital, mergulhando num coma profundo. Para Isabel Allende, a escrita funcionou aqui como um elemento catártico, a salvação para a mais profunda das agonias, fixando no papel as memórias e as recordações, para que o tempo não as apagasse irreversivelmente. Ao mesmo tempo que a autora exprime os dolorosos estados de espírito em que se encontra, plenos de dúvidas e de receios, essa longa viagem ao interior de si mesma, quando confrontada com uma situação limite, dá lugar a uma reconstrução da história da sua família. Em "Paula", Isabel Allende como que pinta um auto-retrato, apoiado em informações da mais variada índole, acerca dos seus progenitores, infância, desgostos, crenças e métodos de trabalho. Talvez porque, como diz, "toda a ficção é, em última análise, autobiográfica. Escrevo sobre amor e violência, sobre morte e salvação, sobre mulheres fortes e pais ausentes, sobre sobrevivência". Todas as suas memórias que inevitavelmente florescem com o decorrer da escrita são retocadas com a linguagem que habituou e prendeu leitores em todo o mundo, reminiscente do chamado realismo mágico sul-americano. Há, aliás, quem a considere uma parente pobre de Gabriel García Márquez. Gostos à parte, certo é que o seu estilo de escrita e as histórias que os seus livros contam a tornaram famosa.
Para onde vais, Paula?
Isabel Allende já sabia do estado da sua filha há muito tempo - Paula era portadora de porfíria, doença hereditária que recebeu através do pai, Miguel Frías, o primeiro marido da escritora. Paula ficou em coma durante um ano, acabando por falecer na casa da mãe e do padrasto na Califórnia, a 6 de Dezembro de 1992, com apenas 29 anos de idade. Se difícil é escrever sobre a morte, ainda mais doloroso é escrever sobre a morte de um filho. Mas Allende viu nesse processo uma hipótese de salvação, tentando não cair em sentimentalismos, que tanto horror provocavam em Paula. Daí que a longa introspecção que realizou a impedisse de atingir um estado de irremediável loucura. Começou por contar uma história para que a filha não se sentisse perdida no despertar, mas as páginas que redigiu transformaram-se numa lenta meditação, sem destinatário específico, até aos recantos mais obscuros da consciência e da memória. O resultado é uma obra poderosa e intensa, que conseguiu a façanha de fascinar os fiéis à obra literária da escritora chilena, mas também os mais cépticos em relação ao seu estilo habitual. A forma quase epistolar do romance e a sua intimidade sofrida distancia-se de outros que celebrizaram Allende, como "A Casa dos Espíritos", "De Amor e de Sombra" ou "Plano Infinito". O livro que a Colecção Mil Folhas disponibiliza agora aos seus leitores é seguramente o mais notável romance da carreira de Isabel Allende.

Minha Opnião:
Este foi o primeiro livro que li de Isabel Allende, gostei bastante e recomendo vivamente. No entanto, tenho pena de não ter lido todo de seguida, pois este livro era merecedor disso e muito mais, extraordinariamente bem escrito, leva-nos para o seu seio familiar numa altura em que a sua filha estava no hospital em coma. A autora faz como que uma reflexão da sua vida, enquanto a sua filha está em coma e conta a história da sua vida e incluindo a sua infância. Quando estava a ler no início pensei que era apenas um romance que em nada tinha de verdadeiro mas depois ouvi e vi uma reportagem que Isabel Allende deu num canal de televisão em que era questionada sobre o facto de ter exposto em demasia o seu passado. Perante a entrevista nutri uma maior admiração e refiro-me à mulher e não à escritora, se me faço entender, pois esta todos sabemos que é soberba.
"Paula" é o segundo volume de uma trilogia, em que o primeiro volume é a "Casa dos Espíritos" e o terceiro é "A soma dos dias", este facto fiquei recentemente a saber quando li a sinopse do livro"A soma dos dias".
Este fabuloso livro é uma estrela cadente na atmosfera, é intenso, forte mas de uma sensibilidade notável. Gostei muito, apesar de achar triste, pois acima de tudo é uma história baseada em factos reais e não ficção.
Boas Atmosferas. :)