quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DESABAFOS...

Inicio de uma nova temporada de trabalho, o tempo ainda está mal estruturado para ter uma correcta separação entre período de trabalho e o tempo de leitura, claro está que este último é o tempo de lazer. E é assim que eu me encontro nestes dias que decorreram desde o inicio do mês de Setembro. Ando toda baralha, cheia de trabalho e como é meu costume um pouco desorganizada, perdi a noção do horário laboral...ufa mas que aborrecimento!
Assim no meio de toda esta azáfama, entre o horário da escola e o tempo dedicado a preparar aulas, acabo por ficar de tal forma cansada que não me sobra tempo...e diga-se de passagem que paciência...ou será mesmo, que fico sem estrutura mental(?) para conseguir agarrar um livro e deleitar-me com as suas páginas. Mas que saudades que eu tenho de me deliciar numa saborosa atmosfera.
Não gosto nada de não ter nenhum livro entre mãos mas também não consigo continuar a ler algo que não me agarra de corpo e alma, não faz muito o meu genero ler um livro até ao fim, só pelo facto de não o ter de pousar. Se pouso um livro não quero dizer com isso que o livro que parei de ler não é um bom livro, mas simplesmente, no momento em que o estou a ler ele não consegue ligar-se comigo, ou eu com ele.
Ler é um prazer que tenho mas nestes momentos em que não sei o que desfolhar é tão complicado...Porque eu não sei estar sem um livro entre mãos. Então, começo a ler um, depois passo para outro e mais outro e não leio nenhum até ao fim, ufa que aborrecimento.
Estou a observar a minha enorme estante e olhando para um e outro livro todos eles me parecem tão interessantes...mas fica sempre a dúvida será que vou gostar de ler este ou devo pegar antes no outro??? Não fosse já isto suficiente ainda tinha que ter aliado o factor tempo, e a minha profissão que já me faz trabalhar com livros mas de outro tipo.
Pois é, e assim vou eu andando por entre um livro e outro até que esta atmosfera acalme e se habitue a estes dias, que já não são de férias...
Boas leituras:)

domingo, 12 de setembro de 2010

Comprinhas...

Já faz muito tempo que não compro um livro, se não me engano desde Março que não compro nenhum livro para me deliciar a ler, e diga-se de passagem que as tentações são enormes, pois é . E para quem adora ler deixar de saborear as novidades é algo que doi o coração. Mas existem centenas de atmosferas por ler aqui por casa daí não adquirir mais nenhuma. Este mês por razões pessoais ofereci  dois novos livros a mim mesmo, quem melhor do que eu para oferecer livros a mim?
Faz já algum tempo que andava à procura deste livro: "A Governanta, D. Maria, companheira de Salazar" do escritor Joaquim Vieira, desde que saiu em Maio que estava desejosa por lhe colocar as manipulas em cima para simplesmente saborear.
Sinopse
"Vendo chegar a viatura oficial com o porta-bagagem carregado de lenha, o chefe do Governo gritou irado à sua governanta: «Os carros do Estado não são para carregar lenha! Não consinto!». A mulher não se ficou e gritou no mesmo tom: «Merda! A lenha não é para mim, é para o Salazar!» Quem se atreveu a gritar assim a António de Oliveira Salazar, homem temido e respeitado por todos, foi Maria de Jesus Caetano Freire, a sua dedicada e fiel companheira ao longo de toda uma vida.
Nascida no seio de uma pobre família camponesa no lugar de Freixiosa da freguesia de Santa Eufémia, no concelho de Penela, distrito de Coimbra, aos 31 anos começou a servir os então lentes universitários e amigos Manuel Gonçalves Cerejeira e António de Oliveira Salazar. Seguiu este último para Lisboa (ao mesmo tempo que o primeiro subia ao lugar mais alto da hierarquia católica em Portugal) e só o abandonou quando, aos 81 anos, o ditador morreu por doença. Maria de Jesus tinha cumprido a missão da sua vida. Nunca casou, nem teve filhos.
Joaquim Vieira traz-nos a história de A Governanta, D.Maria ou Menina Maria, como Salazar gostava de tratá-la. Ninguém esteve tão perto do ditador durante o seu percurso  de poder. Ninguém o conheceu tão bem, nem partilhou tantos momentos de intimidade. Recluso e celibatário, Salazar tinha no diálogo diário com a sua governanta o único contacto com a realidade dos portugueses. Fica a questão: até que ponto a sua influência não pesou nalgumas opções governativas do homem que comandou o país durante quatro décadas?
Mulher dura, forte, atenta, de uma dedicação canina, foi intendente, organizadora das lides domésticas, secretária, companheira, portadora de recados e pedidos, informadora de murmúrios e opiniões que mais ninguém se atrevia a expressar, conselheira e até enfermeira, nos seus últimos tempos de vida, do fundador e líder do Estado Novo. D. Maria foi tudo isto, e por isso merece um lugar de destaque na História do século XX português."retirado da contracapa do livro

O livro que se segue é a delicia dos deuses que vai fazer com que eu me perca por entre as suas páginas e me apaixone ainda mais por este grande senhor da literatura em Portugal, e estou sem sombra para dúvidas a falar de António Lobo Antunes. Devo aqui confesar que mal peguei nele fui a ler durante o resto do trajecto.

Sinopse
"No armazém onde escreve, António Lobo Antunes alimenta-se da difusa claridade do criador premiado e com sucesso em todo o mundo mas, ao mesmo tempo, gasta-se na escuridão do homem marcado pelas vaidades que protagonizou no passado, por um dia de violência que não esquece em Angola e pela ausência de uma paixão que o cegue para a eternidade. Houve momentos suaves nestes meses de bastante conversa, mas não muitos, porque as suas confissões resultam do verdadeiro conflito que mantém com a vida, da contínua dificuldade em ouvir o que as vozes da literatura lhe dizem e da necessidade de deixar registado um trabalho inigualável quando comparado com os escritores contemporâneos.
Ao longo desta viagem, António Lobo Antunes sorriu e chorou, contou segredos e anedotas, blasfemou e perdoou, foi cruel com quem não se espera, nada simpático com os autores de bestsellers, deixou ver como concebe um livro do princípio ao fim, confessou o medo de um dia ser incapaz de iniciar um romance, desabafou sobre o amor falhado com a mulher da sua vida, radiografou as relações com a família, revelou o pânico de voltar a sofrer com o cancro, explicou porque é que já não espera quase nada dos anos que lhe falta viver e assumiu que as tendências suicidas ainda não o abandonaram. Uma entrevista que foi uma longa-metragem dos muitos medos e das poucas alegrias que fazem de António Lobo Antunes o único autor português que só vive para o ofício da escrita, mesmo que à beira do apocalipse pessoal.
Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes será, a partir de agora, o retrato mais verdadeiro do escritor que sempre se proibiu de contar toda a sua verdade." retirado da contracapa do livro

E foi assim que a minha alma literária ficou completa por mais algum tempo de poupança de aquisições literárias.
Boas Atmosferas;)

domingo, 29 de agosto de 2010

Minha opinião sobre o livro "Não digas a ninguém " da escritora Luísa Castel-Branco

Este foi o primeiro romance de  Luísa Castel-Branco que li, trata-se de um enredo sobre  alguns dos problemas da   actualidade, nomeadamente, dos  adolescentes  e dos respectivos pais. Um livro que retrata os valores da sociedade actual, valores da amizade e o respeito pelo ser humano enquanto observador e observado.
Escrito de um modo  intenso, este livro relata a vida de três famílias.
Samuel, Beatriz e Rita são amigos desde infância e continuam a manter os fortes laços que os unem. Agora cada um deles tem a sua família mas mesmo assim continuam a programar férias e finais de semana em conjunto.
 Samuel é casado com Maria da Graça e têm dois filhos, a Gracinha e o Bernardo. Beatriz  é casada com o João e deste casamento nasceram três filhos, Bia, Pedro e Diogo. A Rita, é uma mulher divorciada que namora com Manuel e tem uma filha do primeiro casamento que é a Matilde.
As personagens  são dotadas de características  muito comuns, posso afirmar que são pessoas do nosso dia-a-dia, aquelas que certamente fazem parte do nosso leque de amigos e conhecidos.
O que encontrei neste romance  que mais me fascinou foi a  continua entrada de personagens, que são muito bem caracterizadas e estruturadas ao longo de histórias paralelas. Temos, por exemplo, a história de Raul, de Virgílio, de Vasco e mais estruturada a história de Benedita... Estas são algumas das personagens que entrecruzam com as principais, mas ás quais a escritora dedicou "tempo", isto na medida em que elas não aparecem por acasso na história, elas acabam por ter a sua própria história.
A história desenrola-se num fim de semana prolongado, passado entre amigos de longa data, no Monte dos Suspiros. Ao longo destes dias muitas verdades vão vir à tona e vão provocar uma verdadeira tempestade de emoções/sentimentos.
Maria da Graça é a mulher que se torna a  grande surpresa ao longo do desenrolar dos acontecimentos e que no fundo é a revelação para os amigos.  Graça educa os filhos dentro de uma redoma não os habituando a viver em sociedade e a aceitarem-se como são. Contudo para surpresa de todos Graça acaba por ao longo do livro transformar-se na mulher e mãe que ninguém esperava.
Rita é sem sombra de dúvida a personagem que no início do livro mais me irritou. Com uma linguagem ofensiva a mal educada Rita, está sempre a ofender a Graça, e o Manuel ( o seu namorado). Esta é a típica personagem que diz mal de todos e não olha para si e para os seus. Mãe de uma adolescente sem princípios morais, que se deita com todos, Rita não reconhece a filha  e quando se apercebe do "monstro" que ela própria criou, o mundo de Rita desmorona-se. Irá Rita a tempo de salvar a filha dela mesma?
Beatriz é a amiga, confidente de todas as horas e a quem ninguém tem nada a apontar. A esposa ideal, a mãe perfeita, a amiga que nunca falhou e a profissional exemplar.Mas ninguém é perfeito e o mundo de Beatriz também não é perfeito, tudo se vai abater quando o marido descobre que ela tem um amante.
É neste enredo que se desenrola este romance.
Um livro que nos faz pensar  nos dilémas dos adolescentes, sobre a sua identidade sexual e  o aborto (comportamentos de risco).
Boa leitura.;) 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Os Corações também se Gastam" um livro de Contos

"Os Corações também se gastam" é o primeiro livro que leio de Pedro Paixão. Trata-se de um livro de contos que foi editado no ano de 2005, eu tenho exactamente essa primeira edição.
Contos vários mas que tratam todos de  sentimentos da vida, da vida em si mesma e dos sonhos que nos fazem viver cada dia com uma expectativa cada vez mais alta ou nem por isso.
O modo como Pedro Paixão escreve estes contos é tão real que entre dois contos, isto é, numa fracção de minutos, saimos do divan do Psiquiatra e vamos até Moscovo para a cama de um hotel.
Ao longo deste livro deparamo-nos com dezassete intensas histórias do quotidiano de várias personagens que se cruzam no filme das nossas vidas. E foi essa capacidade de relatar os sentimentos do ser humano, de um modo tão simplesmente natural e tão cautelosamente frio, que me surpreendeu na escrita de Pedro Paixão.
Escolhi uma forma talvez nada original para dar a meu singelo parecer sobre este livro, que a meu ver tem contos humanamente maravilhosos, que ganham pela sua simplicidade e realismo um poder extraordinário. Vou retirar de cada um dos contos que mais gostei as frases que mais me marcaram, sem com isso colocar em risco o "sumo" da história dos mesmos.
Ao ler a contracapa deste livro fiquei logo apaixonada:
"Olhar no espelho e ficar a perguntar quem seremos. É estranho ver uma silhueta, uma mão que se agarra à nossa cabeça, uma boca a sorrir. É bem mais difícil conhecermo-nos do que conquistar um abrigo inimigo." in «Casa comigo em Agosto»
Primeiro conto "Cortina de fumo"
"Passamos a vida a fugir de alguma coisa e à procura de outra. O nosso comum destino é chegar e partir. ..."pág.11
"...Sempre tive mais medo de mulheres do que de homens, talvez pela mesma razão por que gosto tanto delas:são animais imprevisíveis. ..."págs.11
"...Os monumentos são símbolos da vaidade humana. O Kremlin a sede do poder, logo da corrupção. ..."pág.14
Segundo conto "Amor de mulher"
"Sou um desastre humano.Ninguém mo disse. Sou eu que o digo. Vivo de incertezas. A única certeza que me resta é que tenho de voltar a tomar os comprimidos e marcar uma consulta com a minha médica. ..."pág.17
"...O   meu    único   sossego  encontro-o nos  sonhos  que não se convertem  em  pesadelos. ..."pág.17
"...Não consigo tirar férias de mim. ..."pág.17
"...Eu não quero viver com ninguém. Quero viver a sós com a minha doença. ..."
Terceiro conto "Casa comigo em Agosto" Pedro Paixão agradece a Sofia Aparício este texto e eu como leitora do mesmo agradeço ao Pedro e à Sofia. Um dos textos mais difíceis de entrar e de compreender, mas talvez aquele que depois de entendido nos acolhe mais a alma.
"...Obrigada pela generosidade com que olhas as pessoas. ..."pág.21
"...Roubar ao mundo um pedaço de vida. Fixá-lo para sempre com palavras. ..."pág.21
"...A exaustão também faz parte da vida:..."pág.22
"..., as palavras sequestram tudo o que apanham, são ciumentas, irrompem por baixo onde habita o silêncio que as sustém. ..."pág.23
Quarto conto "Cortesã"
"... E o que não depende de mim deve ser logo destruído. ..."pág.38

Um livro composto por contos que agradam todo o tipo de leitores. Boa leitura.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Minha Opnião:
Já faz muitos anos que não lia nada de José Cardoso Pires e sinceramente nem sei bem porquê. Tinha este livro por cá já faz algum tempinho e como li sobre ele no blog"Meus livros", fiquei com curiosidade, e lá fui eu tirá-lo da estante. Agora aqui estou eu a escrever algo sobre este LIVRO que é simplesmente maravilhoso. Começa num lugar comum, uma estação de caminhos de ferro, em breve surgem em primeiro plano figuras aparentemente vazias mas que são cheias e são muito sofredoras e espezinhadas, dois soldados. Este livro tem uma narrativa notoriamente contra o poder abusivo do povo.
Gostava de salientar que eu achei bastante importante o enquadramento temporal deste-"romance, no sentido tradicional do termo, destinado unicamente a ilustrar uma legenda, uma moral ou um clima humano, para lá de qualquer imediatismo de tempo e de lugar histórico."retirado da contracapa do referido livro.
Tive muitas dificuldades na leitura desde livro, não foi de modo algum de leitura fácil, requer uma atenção redubrada, não me permite perder e voltar a entrar na história, tive de seguir com toda a atenção todas as conversas dos personagens. Por sua vez estas personagens encheram-me as medidas, no bom sentido, de tão naturalmente bem estruturadas consegui entrar nelas e sentir tudo. Personagens tão tipicamente nossas, portuguesas, adorei ter conhecido. Recuei no tempo enquanto lia este livro, relembrei histórias antigas contadas pela minha mãe sobre os avós e contadas pelos meus amigos alentejanos, que guardo com carinho e amor dentro da minha alma. Ri, fiquei mais apreensiva, concordei e discordei mas não fiquei neutra durante esta leitura.
Por tudo isto e muito mais que não consigo passar para aqui, porque este livro deixa um sentimento na alma que muito sinceramente não sei explicar, mas valeu apena.(depois de reler o texto sinto mostalgia)
Boas Atmosferas;)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um Momento Inesquecível
de Nicholas Sparks
Edição/reimpressão: 2001
Páginas: 160
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722325400
Colecção: Grandes Narrativas

Minha Opnião:
Este foi também um livro que comecei a ler com alguma contrariedade devido ao seu reduzido número de páginas e ao que isso para mim implica. Dado que como gosto de personagens psicologicamente complexas gosto de livros mais volumosos para que tenha tempo de entrar nessas personagens, mas este é um livro que a meu ver pode ser resumido como um excelente guião de filme. Foi até hoje aquele em que eu posso afirmar categoricamente que gostei mais da adaptação do livro ao cinema do que do livro em si.
As personagens são demasiado intensas e o tema é também bastante "pesado", apesar de ser mais  um romance de Sparks, nada é cor de rosa, nem o inicio, que começa logo com um caso de Bulling, muito bem retrado no filme, talvez quem está por fora do ensino pense que está exagerado, contudo existem casos destes a ocorrer entre as paredes de uma escola e que depois se transbordam para o exterior. No desenrolar da história vamos conhecendo cada vez melhor Landon Carter que lembra o seu primeiro amor Jamie Sullivan, a filha do pastor baptista da terra. Landon e Jamie sentem o primeiro amor deles, aquele que deve ser vivido com toda a intensidade das nossas células, do nosso sangue que nos corre e salta nas veias é aquele amor que nos faz correr o mundo contra a vontade das tropas e dos tanques. Um amor tão forte e tão poderoso que não existe nada que o possa destruir, mas o primeiro amor também acaba, a vida tem caminhos com asfalto e outros em terra batida e com muitas curvas e muitos sem fim outros com um termino muito rápido. Aqui no auge dos sentimentos, das descobertas entre dois adolescentes tão diferentes mas que têm em comum o amor que partilham um pelo outro, ocorre a noticia do inesplicável...leucemia. Mas terá cura? Estará a morte para breve?

Estas singelas 160 páginas são de fácil leitura e quando se entra no enredo da história lê-se num sopro até à ultima página. Aconselho vivamente.
Adaptação ao cinema(Retirado do Youtube):

Boas leitura.
Boas Atmosferas;)
O Sorriso das Estrelas
de Nicholas Sparks
Edição/reimpressão: 2002
Páginas: 176
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722329576
Colecção: Grandes Narrativas

Minha Opnião:

Quando iniciei esta leitura não estava com grandes espectativas dado que depois de ter lido "As Palavras que nunca te Direi", do mesmo escritor, Nicholas Sparcks seria muito difícil encontrar um outro livro que me encanta-se tanto. Existia um outro senão quando comecei a ler este lrivrinho, um senão que para mim tem muita importância, não gosto de livros com poucas páginas...porquê? Porque gosto de ter tempo para conhecer psicologicamente as personagens o modo como elas agem perante determinadas situações e sentir que sou eu que estou lá e a personagem já não existe. Como costumo dizer "-Gosto de entrar na personagem."
No entanto, as personagens de Sparks são de "entrada" fácil, não são muito complexas em termos psicologicos, são pessoas bastante acessiveis. Assim sendo quando dei conta já tinha entrado na personagem e no enredo da história, que sendo ela mais um romance de Nicholas Sparks, é também uma história muito intensa e encantadora, e como não podia deixar de ser Nicholas conta-a como ninguém.
Adrienne Willis é uma mulher que tem 45 anos e  divorciada à 3 anos, que foi trocada ao fim de um casamento longo por uma mulher mais nova. Quando a sua vida se encontra num completo caos ela decide retirar-se durante somente um final de semana. Contudo esse final de semana vai mudar-lhe a viva para sempre.
Numa mesa de cozinha Adrienne conta à filha esse amor que a marcou para toda a vida, para que a filha aprenda a aproveitar as oportunidades da vida e do amor.
Um livro pequeno sim mas de uma intensidade muito grande, senti um torbilhão de emoções constante.
Adaptação ao cinema:
(Retirado do youtube)

;)Boas Atmosferas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"As Palavras Que Nunca Te Direi" de Nicholas Sparks

As Palavras Que Nunca Te Direi
de Nicholas Sparks
Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 304
Editor: Editorial Presença
ISBN: 9789722323970
Colecção: Grandes Narrativas

Minha Opnião:
Este foi o Livro que até hoje mais me impressionou e mais me prendeu da primeira à última página, é um romance de Nicholas Sparks como aliás são todos os livros deste escritor, mas este tem o tempero ideal, nem tem sal muito nem pouco sal e termina da forma ideal...
Uma leitura que recordo ter-me prendido desde o primeiro instante até ao último e posso dizer que só deixei o livro quando deixei o dvd. Porquê? Muito simples, logo que terminei o livro, coloquei o dvd e vi o filme e enfim...escusado será dizer que foi um rebentar de sentimentos e logo eu que não sou nada de lamechas, pois mas aconteceu.
Garret  e  Theresa são as personagens principais deste romance. O inicio da história não podia ser melhor, Theresa, colaboradora de um jornal onde escreve sobre relações entre pais e filhos,  quando está de férias numa cidade à beira-mar vai correr para a praia e encontra uma garrafa fechada com uma rolha que no seu interior tem uma carta que é dirigida a uma mulher aparentemente especial. Mas essa carta não é uma carta banal mas sim uma carta impregnada de amor, saudade, carinho e mostalgia...  As cartas contêm uma série de mensagens que Garrett, professor de mergulho, escreve e lança ao mar em garrafas seladas.
Cartas maravilhosas, encantadoras e apaixonantes deixam a Jornalista completamente determinada a descobri quem as escreveu, e é desta forma que Theresa  começa uma procura incansável sobre quem escreve as cartas e qual a verdade sobre este homem misterioso e o que o leva a escrever aquelas mensagens.
Este foi o meu livro favorito de Nicholas Sparks aconselho vivamente, claro para quem gosta do gênero.
Adaptação ao grande ecrãm: (Retirado do Youtube)    

Boas Atmosferas :)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

No teu deserto

No Teu Deserto
Quase Romance
de Miguel Sousa Tavares
Há viagens sem regresso nem repetição.
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 128
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895554645
Sinopse
"Depois de "Equador" e "Rio das Flores", ambos campeões de vendas em Portugal, Miguel Sousa Tavares regressa com um novo romance, que promete conquistar os leitores este Verão!" retirado na integra do site Wook
“Esta história que vos vou contar passou-se há vinte anos. Passou-se comigo há vinte anos e muitas vezes pensei nela, sem nunca a contar a ninguém, guardando-a para mim, para nós que a vivemos. Talvez tivesse medo de estragar a lembrança desses longínquos dias, medo de mover, para melhor expor as coisas, essa fina camada de pó onde repousa, apenas adormecida, a memória dos dias felizes.” retirado na integra do site Wook
Minha opnião:
Li este livrinho mal ele saiu e foi o primeiro e o único que li de Miguel Sousa Tavares, não que não tenha gostado pelo contrário adorei mas porque a mão ainda não se deslocou na direcção dos restantes livros deste escritos na extença estante.
Em relação a este livro, adorei, gostei de tudo, do enredo escolhido, da forma como é contado ao leitor, das personagens e acho que até atravesei o deserto no jipe com os dois, no meio dos sacos cama, das tendas e das latas de conversa para se alimentarem. Adoro quando tenho a sensação que estou ao lado das personagens do livro que estou a desfolhar, a maravilhosa sensação de que a partir de ums dada altura a minha respiração se confunde com a deles, o facto de quase me sentir sufocada num dos quarto onde eles ficaram instalados, isto só significa que com certeza vou voltar às leituras do Miguel Sousa Tavares.
Excertos:
Uma das anotações que tenho aqui no livro após esta frase, que vou transcrever da página 51: "-A terra pertence ao dono, mas a paisagem pertence a quem a sabe olhar.
e era assim connosco naqueles dias, também. Éramos donos do que víamos:até onde o olhar alcançar, era tudo nosso. E tínhamos um desreto inteiro para olhar." Sobre esta frase e eventualmente em algum contexto escrevi que : Somos donos do que vemos do que dizemos e as nossas acções pertencem-nos.
"...Aprendi a dar tempo aos outros para olharem..."pág.50
"...Crei que estaria como tu estavas naquele dia, o mesmo olhar perplexo perante a vastidão daquele cenário:há alturas em que a beleza é tão devastadora que magoa..."pág.50
;)Boas Atmosferas;)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Herança de Eszter

A Herança de Eszter
de Sándor Márai
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 152
Editor: Dom Quixote
ISBN: 9789722029995
Colecção: Ficção Universal
Sinopse
"Durante vinte anos Eszter viveu uma existência cinzenta e monótona, fechada sobre si própria, esperando a morte e sonhando com o retorno de um amor impossível. Até ao dia em que, inesperadamente, recebe um telegrama de Lajos, o único homem que amou e graças ao qual encontrou, por um breve período, sentido para a sua vida. Grande sedutor e canalha sem escrúpulos, Lajos não só traiu Eszter como destruiu a sua família, tirando-lhe tudo o que possuía. Agora, depois de uma ausência prolongada regressa, e Eszter prepara-se para o receber comovida e perturbada por sentimentos contraditórios."
"O Escritor-Sándor Márai (n.1900, Hungria) passou um período de exílio voluntário na Alemanha e em França durante o regime de Horthy, nos anos 20, até que abandonou o seu país emigrando para os EUA, em 1948, com a chegada do regime comunista. A subsequente proibição da sua obra na Hungria fez cair no esquecimento quem nesse momento era considerado um dos escritores mais importantes. Foi preciso esperar até à queda do regime comunista, para que este extraordinário escritor fosse redescoberto no seu país e no mundo inteiro."
Retirado Wook

Minha Opnião:
Comecei a ler este livro sem qualquer tipo de espectativa, não esperava nada nem de bom nem de menos bom, no entanto, à medida que o fui desfolhando, fiquei absolutamente rendida e com uma vontade incontrolável de passar para dentro do papel, quer isto dizer, da história, claro!
Sándor, através da personagem feminina  Eszter relata neste livro uma paixão, um amor antigo, uma herança.
A pergunta que prevaleceu na minha cabecita foi até quase metade do livro, qual é a Herança? No início estava na dúvida se seria a casa ou o amor antigo, mas bem presente, de Eszter por Lajo, ou até mesmo um anel que por lá andava como recordação de Lajo a Eszter.
Lajo é uma personagem inquietante, um mentiroso compulsivo, mau caracter, cheio de dívidas e de certa forma com um poder de sedução que levaria o mais pobre dos seres a dar o pouco que lhe resta para comer.
Nunu, uma pessoa que no início do livro demonstra muita corência no que faz e no que diz, mas que infelizmente vai na cantiga de Lajos e...
Todos os ingredientes para um livro cheio de intriga, e de rodeios muito bem relatados. Adorei a escrita de Sándor e fiquei com água na boca para o outro livro dele que tenho aqui em casa "A mulher certa".
A Herança de Eszter é um livro de leitura fácil e acima de tudo muito interessante, que retrata muito bem o espaço onde estão enquadradas as personagens estas também igualmente bem estruturadas, fala da natureza humana do quanto a mentira e a cobardia pode fazer parte do ser humano e como ele é capaz de se deixar ir nas palavras menos verdadeiras e menos sensatas mesmo sem saber que o está a fazer.
;)Boas Atmosferas;)