quarta-feira, 3 de novembro de 2010

"Hex Hall" um livro tão esperado...

Esta é a capa que eu tenho
Sinopse
"Um bilhete só de ida para um colégio interno perdido nos pântanos do Louisiana era talvez a última coisa que Sophie Mercer esperava receber pelos seus dezasseis anos. Mas Sophie não é uma adolescente igual às outras. Sophie é uma feiticeira e, tal como os outros prodigium, feiticeiros, fadas, lobisomens e vampiros, Sophie não pode frequentar uma escola normal. O que Sophie esperava ainda menos era ser companheira de quarto de Jenna, a única vampira da escola, e ver-se enredada numa trama para descobrir quem anda a assassinar os alunos da escola ao mesmo tempo que tem que lidar com os seus novos poderes, a descoberta da importância do seu Pai na hierarquia dos feiticeiros e a sua paixão pelo namorado da sua mais recente inimiga." retirado do site da wook.

Opinião de Becca Fitzpatrick, autora de "hush, hush":
"Abrir Hex Hall foi como abrir uma caixa de chocolates, ao revelar-se impossível de exercer qualquer tipo de auto-controlo! Houve, pelo menos, uma gargalhada por página, uma protagonista esperta e auto-depreciativa, Sophie Mercer, e um misterioso assassino que fez com que as páginas passassem por si próprias, ou se calhar a culpa foi de um dos Prodigium! Conclusão, fui enfeitiçada por Sophie Mercer!"
 
Retirado da contracapa do livro:
"Virei-me para sair, mas a porta fechou-se a poucos centímetros da minha cara. De repente, um vento pareceu soprar através da sala e as fotografias nas paredes chocalharam. Quando me virei de novo para as raparigas, estavam as três a sorrir, os cabelos a ondularem-lhes a volta dos rostos como se estivessem debaixo de água.
O único candeeiro da sala tremeluziu, e apagou-se. Eu apenas conseguia distinguir faixas prateadas de luz que passavam sob a pele das raparigas, como mercúrio.Até os seus olhos brilhavam.
Começaram a levitar,as pontas dos sapatos regulamentares de Hecate mal tocando a carpete musgosa. Agora, já não eram rainhas do baile de finalistas, nem supermodelos-eram bruxas, e até pareciam perigosas.
Apesar de me debater contra a vontade de cair de joelhos e colocar as mãos acima da cabeça, pensei, "Eu também seria capaz de fazer aquilo?".


Esta foi uma outra capa que encontrei na net ao fazer uma pesquisa antes de adquirir este livro, enquanto procurava informação sobre a escritora e sobre o próprio enredo do livro...

Achei que seria interessante colocar aqui a título de comparação com a capa da edição portuguesa, que quanto a mim é bem mais bonita do que esta...bom mas gostos não se discutem;)

               
                  
A escritora Rachel Hawkins

Rachel Hawkins foi professora de Inglês do ensino secundário, antes de se dedicar, em exclusivo, à escrita. Vive com a família no Alabama e actualmente está a trabalhar na sequela de Hex Hall. Que se saiba, Rachel não é uma bruxa, embora alguns dos antigos alunos possam discordar.








Minha Opnião:
Para quem estava desejosa de ler um livro do tipo Harry Potter, o que era o meu caso, acho que encontrei um livro muito mas mesmo muito light que não deu para matar as saudades dos tempos das minhas leituras de Potter.
Contudo, devo referir, que esta leitura foi muito desejada, andava mesmo a querer um livro de fantasia, e ainda estava na dúvida entre reler o "Harry Potter e a Pedra Filosofal" ou adquirir este para ler (este porque era o mais parecido com uma história de fantasia do gênero do Harry Potter). Pois é a escolha foi adquirir este para ler e devo dizer que se fosse hoje talvez não o tivesse feito.
A história tem a mesma estrutura da História dos livros do Potter, um castelo que se chama Hecate Hall, que é frequentado por fadas, mutáveis, bruxas, bruxos, feiticeiros, feiticeiras, vampiros e vampiras. Logo aqui fui tansportada para a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, só que esta última era uma escola onde o ensino tinha uma lógica e os professores tinham um papel e uma caracterização muito bem estruturada. Hex Hall (como é chamada pelos seus "alunos") tem como principal objectivo proteger e ensinar mutáveis ( todos os seres mencionados anteriormente, exepto os vampiros, mas nesta escola só existe uma), que se encontram mais expostos devido às suas capacidades, e que não podem estar em sociedade por colocar em perigo a Sociedade dos  Prodígio.
Claro está que estes Prodigios também têm um inimigo que é L`Occhio di Dio - O Olho de Deus. Aqui temos um Voldemort mas uma equipa formada, ou seja, o Voldemort e os seus seguidores. O Ministério da Magia também está aqui representado pelo Conselho. A bruxa da capa é Mercer e o livro passa-se em volta dela das suas histórias. Quanto a mim este livro até tinha uma estrutura que podia ter ido muito mais longe se tivesse existido uma melhor estruturação das personagens, se estas tivessem mais conteúdo e uns diálogos com mais "sumo". Esta foi sem sombra de dúvidas a parte que mais me chateou, estar a ler um livro com frases escritas como os adolescentes falam. Peço desculpa mas não gostei, nem um bocado. Achei que tinha ÍASSSS a mais....
Foi uma leitura leve até posso dizer que foi leve demais mas que até me soube bem e  me trouxe uma outra visão sobre a fantasia, que mistura fadas e bruxos com vampiros. Não posso dizer que não gostei porque gostei dentro dos possíveis. Fiquei muito insatisfeita com mais um ponto que para mim foi muito importante, o fim. Na parte final estava a desenrolar-se muito bem mas depois acabou por ter um final nada esperado por mim, mas talvez tenha sido com uma certa estratégia de sequência para um próximo livro, mas isso é o que eu penso.
P.S.Para a próxima quando me apetecer ler algo do gênero de alguma coisa que já li... releio sempre é melhor do que me desiludir. 
Continiuação de Boas leituras;)

domingo, 31 de outubro de 2010

Finalmente... fantasia...

Após ter colocado aqui a minha saudade de fantasia do tipo Harry Potter, que devo confessar era tão grande que até fui à prateleira dos livros já lidos, e peguei no primeiro da saga, e até tive a ler algumas partes ups...Mas o mais interessante é que ao ler a caracterização dos tios do Potter reparei que no livro ao contrário do filme a tia é loira...promenores que me fazem dar cada vez mais valor aos livros.
Pois é mas depois de ler as opniões das leitoras Elphaba, Kel e Pedacinho Literário, que sugeriram este livrinho de fantasia, pois pelos vistos é estilo os Harry Potter, vou deliciar-me nesta leitura:)
Agradeço desde já as amiguinhas Elphaba, Kel,  Pedacinho literário, Bryan. Tenho que vos prometer que vou tentar partir para umas leituras mais fantásticas...pelo menos vou tentar;)
Boa leitura;)


Um romance apaixonante "A Casa do Destino"...

                                 
Sinopse:
"Uma saga familiar onde o mistério e a sensualidade se cruzam e agarram o leitor até ao surpreendente final. O realismo mágico de Isabel Allende e Laura Esquivel num dos maiores êxitos do ano.
A Casa do Destino narra a magia de um amor impossível. Uma história plena de mistério, segredos do passado, crimes por desvendar e lendas que se convertem na chave de um enigma.
Rocio é uma jovem de olhos verdes deslumbrantes. De origem humilde e órfã aos cinco anos, foi acolhida por uma família rica, os Acevedo, que nunca a aceitaram completamente. Desafiando os inúmeros convencionalismos do seu tempo, Rocio não hesita em afrontar a elite social onde cresceu, sem nunca, no entanto, deixar de ser sonhadora e romântica...
A sua vida haverá de sofrer uma profunda reviravolta quando o marquês de Villanueva, um homem de passado obscuro, mas exercendo poderosa influência sobre os seus pais adoptivos, lhe oferece um pavilhão de caça. Aí, no sótão, encontra um homem ferido com um rosto "conhecido" dos seus sonhos... Juntos, vão tentar descobrir um crime que todos têm pretendido ignorar ao longo dos últimos 25 anos.
Escrito num estilo directo, que, por vezes, se assemelha ao realismo mágico, A Casa do Destino conduz-nos à Espanha de 1959, onde, por entre uma história de amor e intriga, vivida por personagens fortes e cheias de matizes, somos confrontados com os condicionalismos do franquismo. Mistério, humor, sensualidade e drama conduzem o leitor desde a primeira página até ao inesperado desenlace." Retirado do wook
As Autoras:

Retirado da contacapa do livro



-Lea Veléz
Lea Vélez, que nasceu em Madrid em 1970, estudou Ciências da Informação na Universidade Complutense. É diplomada pela ECAM (Escola de Cinema e do Audiovisual de Madrid), na especialidade de guião cinematográfico.

-Susana Prieto
Susana Prieto nasceu em Puebla de Sanabria, em 1962, tendo estudado Relações Públicas em Madrid.

Guinistas de cinema e de televisão, escrevem juntas desde 1999.Criaram as séries televisivas El Secreto, La Verdad de Laura e Luna Negra, grandes êxitos de audiências em Espanha. A Casa do Destino é o primeiro romance de ambas.Escreveram em conjunto um outro romance, cujo o título faz a partir de agora parte da minha listinha de prendinhas, "A Máscara de Ababol".


Minha Opinião:
Este livro começa de uma forma muito peculiar, uma tentativa de acordo entre três entidades... morte, destino e amor.
Ao ler este livro senti que estava a mergulhar numa leitura de Allende, por ser simplesmente maravilhoso. Ao fim de tanto tempo encontrei o livro que me encheu as medidas por completo. As personagens e os locais, assim como os enredos estão de tal forma bem caracterizados que sempre que abria o livro estava a mergulhar na época do desenrolar da história.
A personagem principal de todo o enredo é Rocío, uma mulher de olhos verdes, corpo bem feito e cabelos negros ondulados. Adotada por uma família de nobres ricos, pelo menos fazem crer que são, Rocío tem como irmã adotiva Clara, uma criatura que não olha a meios para atingir os seus fins. Mas a história tem um condimento muito importante que é o enorme mistério que existe em torno de um dito Marquesinho vermelho, que se diz pela terra ter morrido queimado num incêndio muito misterioso que ocorreu no convento, onde também morreram mais de vinte freiras. Mas tudo isto seria normal se no presente, da narração do livro, o Carlos, o dito Marquesinho vermelho, não tivesse um socio(?)que aparecesse vinte anos apôs a sua morte.
No meio desta intriga encontramos a tipica personagem ingrata e de mal com a vida e com os outros que é capaz de fazer tudo para ficar rico, ou seja, com a herança do seu tio, estou a falar do Ignacio, filho de Margarida e sobrinho de Alfonso. Ignacio tem como objectivo de vida ficar com a fortuna do seu tio o Marquês e para isso passa por cima de todos os que se colocarem no seu caminho, mesmo que tenha que fazer o impensável ele não desiste. Tudo isto se desenrola em torno da apaixonante Rocío que sendo uma bela mulher consegue deixar Carlos, o furasteiro igual ao Marquesinho vermelho, e Ignacio, o eterno apaixonado da sua prima Clara, apaixonados por ela.
Ao longo do desenrolar da história fui assombrada pelos antepassados do Marquês Alfonso, e os segredos que este sempre escondeu de toda a família e das gentes da terra.
Não me vou adiantar muito mais no enredo para não tirar o interesse do livro, muitas páginas de prazer puro e simples, adorei e obviamente aconselho.Um Romance de Mão Cheia...
Boa Leitura;)



sábado, 23 de outubro de 2010

Fantasias cá por casa

Na continuidade do meu anterior desabafo, achei por bem colocar aqui as fantasias que pairam cá por casa, esta colocação é aleatória: (Atenção este é o primeiro levantamente)
  • "O Feitiço" de Charlotte Bronte;
  • "A casa da floresta" de Marlon Zimmer Bradley;
  • "As Brumas de Avalon" de Marlon Zimmer Bradley; (quatro volumes)
  • "A Casa da Floresta" de Marlon Zimmer Bradley;
  • "Os Corvos de Avalon" de Marlon Zimmer Bradley;
  • "O Aprendiz do Tempo" Val Tyler;
  • "O Homem Pintado" de Peter V. Brett;
  • "O Nome do Vento" Patrick Rothfuss;
  • "O livro dos Feitiços de Deliverance Dane" de Katherine Howe;
  • "O Vampiro-A história secreta de Lorde Byron" de Tom Holland;
  • "O mago" de Raymond E. Feist;(dois volumes)
  • Trilogia Sevenwaters de Juliet Marillier;
  • "Nómada" de Stephnie Meyer;
  • "As Crónicas de Bridei" de Juliet Marillier;
  • "A Bruxa de OZ" de Gregory Maguire;
  • Os livros da Guerra dos Tronos  de George R.R.Martin;
  • "O Beijo dos Elfos" de Aprilynne Pike;
  • "Peter Pan" de J.M. Barrie;
  • "Eternidade" de Alyson Noel;
  • "O Poder dos Guardiões- O portão do Corvo" de Anthony Horowitz;
  • "O Dardo de Kushiel" de Jacqueline Carey;
  • "O Jardim do Dragão Púrpura" de Caroline Wilkinson;
  • "O Braço esquerdo de Deus" de Paul Hoffmam;
  • "Grimpow - o caminho invisível" de Rafael Ábalos;
  • "Eragion" de Christopher Paolini.(este e mais dois);
  • A Trilogia das Joias negras...
Pois o mais dificil é escolher, eu sei se tivesse menos não tinha esse problema.
Boa leitura;)
Muito Obrigada...

Vontade de ler um livro de fantasia... Qual?

Ando com vontade de ler um bom livro de fantasia, ultimamente tenho dado comigo com saudades dos livros de Harry Potter. Ainda me recordo quando mergulhava na leitura de Potter logo após o seu lançamento, era uma loucura completa.
Agora que ando a ler este romance maravilhoso "A Casa do Destino" sei que no final quero ler um livro de fantasia do tipo Harry Potter, até já pensei em reler a saga mas queria ler algo que nunca tivesse lido, claro está que dentro do gênero fantastico.
Queria um livro de magia e feitiços, um livro que me fizesse sonhar como os livros de Harry Potter me fizeram sonhar. Tenho saudades daquela atmosfera mágica, das varinhas, dos mantos, da cerveja de manteiga. Tudo isto faz parte de um universo que eu aprendi a gostar com o Harry Potter e que agora gostava de voltar a viajar nesse universo, mas não sei bem por onde começar.Como não sei bem qual ler e tenho algum recei te começar pelo errado gostava de saber se me podem ajudar...
Qual o livro de fantasia que recomendam?
Desde já muito obrigada;)

domingo, 17 de outubro de 2010

Um novo visual para o Blogue

Agora que ando com mais tempinho disponível dediquei-me a estas lides de fundos de blogue. Claro está que já o mudei uma enormidade de vezes mas no início acho que também é normal, o blogue está à procura de uma identidade, assim que encontre certamente irá parar. Desde já queria agradecer ao amigo Paulo do blogue clube dos livros por me ter feito um dos meus antigos fundos...Obrigada Paulo;)
A necessidade de mudar de visual é uma tarefa que me ocorre com muita frequência, gosto de mudar mas vou ter que me controlar pois estas coisitas dão trabalhinho. A música é a minha inspiração  para a escrita.
Espero que gostem desta nova atmosfera que tenho para vos oferecer... 
Bons livros;)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Período de uma breve ausência...

Vou ter que me ausentar por um período de tempo indefinido, devido a motivos de caracter pessoal.
Mas os livros andaram sempre a meu lado certamente que neste período de tempo que se avizinha vão ser a minha melhor companhia.
Através dos livros que agora espero conseguir conhecer as suas atmosferas, vou conseguir a paz de espírito que períodos como estes pedem que se tenha. Viajarem pelas suas páginas, para além das janelas do meu quarto e poderei sonhar...Estarei sempre acompanhada com as personagens que fazem parte dos livros e claro está com os meus familiares.
Não venho dizer adeus mas sim um até breve, logo que possa passarei por cá para deixar as minhas singelas opniões sobre as diferentes atmosferas que se avizinham.
Até breve e boas leituras...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DESABAFOS...

Inicio de uma nova temporada de trabalho, o tempo ainda está mal estruturado para ter uma correcta separação entre período de trabalho e o tempo de leitura, claro está que este último é o tempo de lazer. E é assim que eu me encontro nestes dias que decorreram desde o inicio do mês de Setembro. Ando toda baralha, cheia de trabalho e como é meu costume um pouco desorganizada, perdi a noção do horário laboral...ufa mas que aborrecimento!
Assim no meio de toda esta azáfama, entre o horário da escola e o tempo dedicado a preparar aulas, acabo por ficar de tal forma cansada que não me sobra tempo...e diga-se de passagem que paciência...ou será mesmo, que fico sem estrutura mental(?) para conseguir agarrar um livro e deleitar-me com as suas páginas. Mas que saudades que eu tenho de me deliciar numa saborosa atmosfera.
Não gosto nada de não ter nenhum livro entre mãos mas também não consigo continuar a ler algo que não me agarra de corpo e alma, não faz muito o meu genero ler um livro até ao fim, só pelo facto de não o ter de pousar. Se pouso um livro não quero dizer com isso que o livro que parei de ler não é um bom livro, mas simplesmente, no momento em que o estou a ler ele não consegue ligar-se comigo, ou eu com ele.
Ler é um prazer que tenho mas nestes momentos em que não sei o que desfolhar é tão complicado...Porque eu não sei estar sem um livro entre mãos. Então, começo a ler um, depois passo para outro e mais outro e não leio nenhum até ao fim, ufa que aborrecimento.
Estou a observar a minha enorme estante e olhando para um e outro livro todos eles me parecem tão interessantes...mas fica sempre a dúvida será que vou gostar de ler este ou devo pegar antes no outro??? Não fosse já isto suficiente ainda tinha que ter aliado o factor tempo, e a minha profissão que já me faz trabalhar com livros mas de outro tipo.
Pois é, e assim vou eu andando por entre um livro e outro até que esta atmosfera acalme e se habitue a estes dias, que já não são de férias...
Boas leituras:)

domingo, 12 de setembro de 2010

Comprinhas...

Já faz muito tempo que não compro um livro, se não me engano desde Março que não compro nenhum livro para me deliciar a ler, e diga-se de passagem que as tentações são enormes, pois é . E para quem adora ler deixar de saborear as novidades é algo que doi o coração. Mas existem centenas de atmosferas por ler aqui por casa daí não adquirir mais nenhuma. Este mês por razões pessoais ofereci  dois novos livros a mim mesmo, quem melhor do que eu para oferecer livros a mim?
Faz já algum tempo que andava à procura deste livro: "A Governanta, D. Maria, companheira de Salazar" do escritor Joaquim Vieira, desde que saiu em Maio que estava desejosa por lhe colocar as manipulas em cima para simplesmente saborear.
Sinopse
"Vendo chegar a viatura oficial com o porta-bagagem carregado de lenha, o chefe do Governo gritou irado à sua governanta: «Os carros do Estado não são para carregar lenha! Não consinto!». A mulher não se ficou e gritou no mesmo tom: «Merda! A lenha não é para mim, é para o Salazar!» Quem se atreveu a gritar assim a António de Oliveira Salazar, homem temido e respeitado por todos, foi Maria de Jesus Caetano Freire, a sua dedicada e fiel companheira ao longo de toda uma vida.
Nascida no seio de uma pobre família camponesa no lugar de Freixiosa da freguesia de Santa Eufémia, no concelho de Penela, distrito de Coimbra, aos 31 anos começou a servir os então lentes universitários e amigos Manuel Gonçalves Cerejeira e António de Oliveira Salazar. Seguiu este último para Lisboa (ao mesmo tempo que o primeiro subia ao lugar mais alto da hierarquia católica em Portugal) e só o abandonou quando, aos 81 anos, o ditador morreu por doença. Maria de Jesus tinha cumprido a missão da sua vida. Nunca casou, nem teve filhos.
Joaquim Vieira traz-nos a história de A Governanta, D.Maria ou Menina Maria, como Salazar gostava de tratá-la. Ninguém esteve tão perto do ditador durante o seu percurso  de poder. Ninguém o conheceu tão bem, nem partilhou tantos momentos de intimidade. Recluso e celibatário, Salazar tinha no diálogo diário com a sua governanta o único contacto com a realidade dos portugueses. Fica a questão: até que ponto a sua influência não pesou nalgumas opções governativas do homem que comandou o país durante quatro décadas?
Mulher dura, forte, atenta, de uma dedicação canina, foi intendente, organizadora das lides domésticas, secretária, companheira, portadora de recados e pedidos, informadora de murmúrios e opiniões que mais ninguém se atrevia a expressar, conselheira e até enfermeira, nos seus últimos tempos de vida, do fundador e líder do Estado Novo. D. Maria foi tudo isto, e por isso merece um lugar de destaque na História do século XX português."retirado da contracapa do livro

O livro que se segue é a delicia dos deuses que vai fazer com que eu me perca por entre as suas páginas e me apaixone ainda mais por este grande senhor da literatura em Portugal, e estou sem sombra para dúvidas a falar de António Lobo Antunes. Devo aqui confesar que mal peguei nele fui a ler durante o resto do trajecto.

Sinopse
"No armazém onde escreve, António Lobo Antunes alimenta-se da difusa claridade do criador premiado e com sucesso em todo o mundo mas, ao mesmo tempo, gasta-se na escuridão do homem marcado pelas vaidades que protagonizou no passado, por um dia de violência que não esquece em Angola e pela ausência de uma paixão que o cegue para a eternidade. Houve momentos suaves nestes meses de bastante conversa, mas não muitos, porque as suas confissões resultam do verdadeiro conflito que mantém com a vida, da contínua dificuldade em ouvir o que as vozes da literatura lhe dizem e da necessidade de deixar registado um trabalho inigualável quando comparado com os escritores contemporâneos.
Ao longo desta viagem, António Lobo Antunes sorriu e chorou, contou segredos e anedotas, blasfemou e perdoou, foi cruel com quem não se espera, nada simpático com os autores de bestsellers, deixou ver como concebe um livro do princípio ao fim, confessou o medo de um dia ser incapaz de iniciar um romance, desabafou sobre o amor falhado com a mulher da sua vida, radiografou as relações com a família, revelou o pânico de voltar a sofrer com o cancro, explicou porque é que já não espera quase nada dos anos que lhe falta viver e assumiu que as tendências suicidas ainda não o abandonaram. Uma entrevista que foi uma longa-metragem dos muitos medos e das poucas alegrias que fazem de António Lobo Antunes o único autor português que só vive para o ofício da escrita, mesmo que à beira do apocalipse pessoal.
Uma Longa Viagem com António Lobo Antunes será, a partir de agora, o retrato mais verdadeiro do escritor que sempre se proibiu de contar toda a sua verdade." retirado da contracapa do livro

E foi assim que a minha alma literária ficou completa por mais algum tempo de poupança de aquisições literárias.
Boas Atmosferas;)

domingo, 29 de agosto de 2010

Minha opinião sobre o livro "Não digas a ninguém " da escritora Luísa Castel-Branco

Este foi o primeiro romance de  Luísa Castel-Branco que li, trata-se de um enredo sobre  alguns dos problemas da   actualidade, nomeadamente, dos  adolescentes  e dos respectivos pais. Um livro que retrata os valores da sociedade actual, valores da amizade e o respeito pelo ser humano enquanto observador e observado.
Escrito de um modo  intenso, este livro relata a vida de três famílias.
Samuel, Beatriz e Rita são amigos desde infância e continuam a manter os fortes laços que os unem. Agora cada um deles tem a sua família mas mesmo assim continuam a programar férias e finais de semana em conjunto.
 Samuel é casado com Maria da Graça e têm dois filhos, a Gracinha e o Bernardo. Beatriz  é casada com o João e deste casamento nasceram três filhos, Bia, Pedro e Diogo. A Rita, é uma mulher divorciada que namora com Manuel e tem uma filha do primeiro casamento que é a Matilde.
As personagens  são dotadas de características  muito comuns, posso afirmar que são pessoas do nosso dia-a-dia, aquelas que certamente fazem parte do nosso leque de amigos e conhecidos.
O que encontrei neste romance  que mais me fascinou foi a  continua entrada de personagens, que são muito bem caracterizadas e estruturadas ao longo de histórias paralelas. Temos, por exemplo, a história de Raul, de Virgílio, de Vasco e mais estruturada a história de Benedita... Estas são algumas das personagens que entrecruzam com as principais, mas ás quais a escritora dedicou "tempo", isto na medida em que elas não aparecem por acasso na história, elas acabam por ter a sua própria história.
A história desenrola-se num fim de semana prolongado, passado entre amigos de longa data, no Monte dos Suspiros. Ao longo destes dias muitas verdades vão vir à tona e vão provocar uma verdadeira tempestade de emoções/sentimentos.
Maria da Graça é a mulher que se torna a  grande surpresa ao longo do desenrolar dos acontecimentos e que no fundo é a revelação para os amigos.  Graça educa os filhos dentro de uma redoma não os habituando a viver em sociedade e a aceitarem-se como são. Contudo para surpresa de todos Graça acaba por ao longo do livro transformar-se na mulher e mãe que ninguém esperava.
Rita é sem sombra de dúvida a personagem que no início do livro mais me irritou. Com uma linguagem ofensiva a mal educada Rita, está sempre a ofender a Graça, e o Manuel ( o seu namorado). Esta é a típica personagem que diz mal de todos e não olha para si e para os seus. Mãe de uma adolescente sem princípios morais, que se deita com todos, Rita não reconhece a filha  e quando se apercebe do "monstro" que ela própria criou, o mundo de Rita desmorona-se. Irá Rita a tempo de salvar a filha dela mesma?
Beatriz é a amiga, confidente de todas as horas e a quem ninguém tem nada a apontar. A esposa ideal, a mãe perfeita, a amiga que nunca falhou e a profissional exemplar.Mas ninguém é perfeito e o mundo de Beatriz também não é perfeito, tudo se vai abater quando o marido descobre que ela tem um amante.
É neste enredo que se desenrola este romance.
Um livro que nos faz pensar  nos dilémas dos adolescentes, sobre a sua identidade sexual e  o aborto (comportamentos de risco).
Boa leitura.;)