quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"O Monte dos Vendavais" de Emily Brontë


Título original: "Wuthering Heights"

Título em Portugal:”O Monte dos Vendavais”
Autora: Emily Brontë
1.º Edição: Novembro de 2010
Páginas: 392
Editor: Edições Gailivro
ISBN: 9789895577736
Tradução: Ana Maria Chaves

Sinopse
“Cathy e Heathcliff, amigos desde infância, são cruelmente separados por diferenças sociais, pelo destino e pela intervenção de terceiros. Mas a uni-los está algo ainda mais poderoso: Uma paixão que tudo consome e que arrasa tudo o que se tenta intrometer entre eles. Até a própria morte…
O Monte dos Vendavais, é um dos maiores clássicos da literatura Inglesa.”


A escritora, Emily Brontë:

Retrato de Emily Brontë
«Emily nasceu em Thornton, Yorkshire, a quinta dos seis filhos de Patrick Brontë e Maria Branwell, e irmã de Charlotte Brontë e Anne Brontë, também escritoras. 
Em 1820, sua família mudou-se para Haworth, onde o pai de Emily foi um curador, e nestes arredores o seu talento literário floresceu.

Depois da morte de sua mãe, a austera tia Branwell foi morar com eles, e as crianças foram mandadas para um colégio interno em Cowan Bridge, onde sofriam castigos, alimentavam-se mal e não dormiam, devido ao frio. Duas das irmãs de Emily, Maria e Elizabeth, faleceram devido às condições do internato[2], e o pai resolveu levar as crianças, definitivamente, de volta para casa.
Em casa, a nova empregada Thabitha (Taby) costumava contar-lhes histórias, e anos mais tarde Emily a homenageou como a fiel personagem de Nelly Dean, em "O Morro dos Ventos Uivantes". As 3 meninas, Charlotte, Emily e Anne, aprendiam tarefas domésticas e o único filho homem, Patrick (costumavam chamá-lo de Branwell), aprendia grego e latim com o pai.
Emily e os irmãos criaram, em suas brincadeiras, várias terras imaginárias (Angria, Gondal, Gaaldine), que aparecem nas histórias que eles escreveram. Tais terras imaginárias eram relatadas em detalhes, jornais e outros artigos que as crianças costumavam escrever, e onde seus soldados de chumbo, presente do pai, costumavam “morar”. Poucos dos trabalhos de Emily neste período sobreviveram, exceto por alguns poemas (The Brontës' Web of Childbood, Fannie Ratchford, 1941).»(retirado da Wikipédia)

Excerto:

“-Se me permite, Mrs. Heathcliff, acho que todos nós tivemos um dia de começar e todos nós tropeçamos e vacilámos no início. Tivessem os nossos professores rido em vez de nos ajudarem, e continuaríamos ainda hoje a tropeçar e a vacilar.” (pág.348)

   Achei esta frase magnífica carregada de uma mensagem extraordinária.

Minha Opinião:

Esta é sem sombra para dúvidas a opinião mais difícil que vou escrever desde que tenho este blogue. Por este motivo peço, desde já, desculpas se não fizer justiça ao livro e estou certa que quem leu esta obra-prima percebe certamente o por quê deste esclarecimento.
As únicas coisas que eu sabia sobre este livro eram as seguintes: estava perante um romance e este era o único da escritora Emily Brontë. Para além disto só tinha as referências obtidas pelas poucas opiniões que fiz questão de ler sobre o livro. Eu sei que abundam opiniões sobre este livro aqui na internet, especialmente nos blogues literários, mas eu não li muitas, pois normalmente quando leio muitas opiniões sobre um livro crio demasiadas expectativas e depois acabo por me desiludir.
Após esta breve introdução que achei por bem explanar por aqui, vamos ao livro “O Monte dos Vendavais”. Este não é um livro é o livro, não é uma obra literária é a obra literária. Devo referir que este livro está de tal forma bem estruturado, com personagens brilhantes e ambientes extraordinários, que ao longo da leitura senti, acreditem que senti mesmo, toda a repulsa que caracteriza a grande parte das personagens. Não sabia se estava a gostar ou a detestar o livro, mas não o conseguia largar. Contudo, ler uma página era como se tivesse lido imenso isto devido à carga emocional que as personagens transportam e os seus ambientes também. Logo pode-se concluir que este livro tem uma enorme carga emocional e os relatos estão extraordinariamente bem conseguidos. A grande maioria da história é contada através de uma governanta, que se chama Ellen Dean. Dean relata a história do Monte dos Vendavais ao Mr. Lockwood, que arrendou a propriedade de Granja dos Tordos a Mr. Heathcliff. Após a visita do senhor Lockwood ao Monte dos Vendavais este fala com a sua governanta sobre o ambiente pouco agradável que sentiu na casa do seu senhorio então a senhora Ellen conta quem é Heathcliff e como ele conseguiu ficar na posse do Monte dos Vendavais e de Granja dos Tordos. A história contada pela governanta é tudo menos uma história de amor, simples e bela. Este conto de amor está cheio de pessoas com uma carga emocional muito forte e com muitos sentimentos negativos.
O amor que uniu Heathcliff a Catherine é um amor carregado de ódio de desavenças e de rancores do passado. Catherine é uma jovem adolescente cheia de caprichos e dada a valores materiais, por esse motivo prefere abdicar do seu grande amor e ficar com o homem que lhe possa garantir o sustento e os luxos a que estava habituada na casa de seus pais – Monte dos Vendavais -. Assim sendo acaba por casa com o filho do dono da herdade vizinha -Granja dos Tordos-, Edgar Linton, por este poder sustê-la melhor do que o seu amado Heathcliff.
Catherine e Heathcliff
Será de salientar que Heathcliff é irmão adoptivo de Catherine, tendo sido trazido pelo pai da mesma numa viagem em que resolveu adoptar esse menino, que mais tarde se vem a transformar numa pessoa sem princípios que eu não sei avaliar se foi uma pessoa boa que se transformou numa má pessoa ou se já era da sua índole ser mesmo mau. Os meus sentimentos em relação a esta personagem são muito controversos, é certo que ele só fez o mal, não olhando a meios para obter os fins desejados, contudo ele também nutria um amor sem fim por Catherine. Por sua vez a sua amada não foi capaz de aceitar o que ele tinha para lhe dar o seu amor sem qualquer tipo de bem material associado. Catherine é uma personagem que também me cria repulsa, cheia de contradições, de desejos e caprichos. Uma criatura mimada e que usa os sentimentos do próximo, tanto de Edgar Linton como os de Heathcliff. Do casamento de Catherine com Lipton nasce uma menina que carregará o nome da sua mãe mas a bondade do seu pai.
Não quero de modo algum relatar o livro nem mesmo fazer um pequeno resumo, não ia conseguir ou se o conseguisse certamente seria muito aquém do que seria desejado.
Este foi sem sombra para dúvidas, pelo menos por agora, o melhor romance lido este ano. Conseguiu mexer com os meus sentimentos de uma forma brutal. No período de leitura desta obra consegui sentir muito bem a malvadez da grande maioria das personagens retratadas. Não sei se tal é possível mas o facto é que este livro transportou-me para um outro mundo cheio de ódios e de pessoas com personagens extraordinariamente fortes. Não deve nem pode ser lido de ânimo leve, esta leitura embarca todos os nossos sentimentos mais íntimos e é extraordinariamente forte.
Após alguns dias de ter acabado de ler o livro consigo colocar-me por fora para fazer a análise do que foi lido, mesmo assim ainda sinto as personagens a pairar no ar que me rodeia.

LEITURA MUITO RECOMENDADA….


Relativamente ao tão falado filme, que teve origem neste romance de Emily Brontë , apesar de ainda não o ter visto, pesquisei no youtube e deve certamente é um filme a recomendar e que eu hei-de ver nas duas versões.
As imagens que se seguem foram retiradas do site Youtube.


Boa leitura!

7 comentários:

  1. É um livro fabuloso!!! Um dos meus livros favoritos!

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  2. Olá Jojo
    Adorei estou mesmo encantada.
    Beijocas e Boas leituras;)

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  3. Adorei a opinião!!! Este é o meu livro preferido de todos os tempos!!! Já o li umas 4 vezes...a primeira vez tinha 13 anos e senti tudo o que escreves-te ai!! :DDDD
    Ainda bem q gostas-te :)

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  4. Olá Sandra
    Fico muito feliz que tenhas gostado da minha opinião. Adorei este livro.
    Beijinho.
    Boa leitura;)!

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  5. É sem dúvida um livro fantástico. Estou a pensar relê-lo brevemente pois já o li à muitos anos.

    Boas leituras!

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  6. Olá Landa
    Eu adorei este livro, apesar da confusão inicial com os nomes....eheheheh
    Boa leitura!

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  7. Concordo completamente contigo! É uma obra prima!

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