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quarta-feira, 14 de março de 2018

Opinião - "O Fim da Inocência II" do escritor Francisco Salgueiro

"O Fim da Inocência II"
Edição ou reimpressão: 04-2013
ISBN: 9789897410529
Editor: Oficina do Livro
N.º de páginas:292 páginas

Sinopse:
"Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite. Depois do best-seller que abalou a sociedade portuguesa, Francisco Salgueiro regressa com uma nova história sobre os adolescentes portugueses do século 21."

Opinião:
Após ter lido "O Fim da Inocência I" não consegui ler de seguida o segundo livro, fiquei de certa forma muito abalada com a vida da juventude e das crianças de hoje em dia. Claro que não posso nem vou generalizar, mas a verdade é que acontece a uma grande percentagem de adolescentes.
Não consigo dizer que este livro foi melhor que o anterior, acho que são histórias distintas, apesar de baterem nos mesmos pontos, consumos de droga, alcool e práticas sexuais em grupo, sem preservativo.
Esta é a história do Gonçalo, a história de um adolescente do sexo masculino a outra era a história de uma adolescente feminina, os rituais são praticamente os mesmos, apesar de neste livro se mencionar mais o facebook e os perigos das redes sociais.
As duas histórias tocam no mesmo ponto a falta de atenção dos pais e dos educadores, e para mim  este é o ponto mais importante, este é o alerta e o ponto mais importante dos dois livros.
Ensinar os nossos filhos a viver com o que a sociedade de hoje oferece e acima de tudo não pensar que os perigos de hoje são os mesmo da nossa adolescencia, porque são muito diferentes e temos de educa-los a defenderem-se dos mesmos.

Classificação de 4**** no Goodreads

Boas leituras!

sábado, 1 de julho de 2017

Opinião I "O Fim da Inocência" do escritor Francisco Salgueiro

Sinopse:
"Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com os filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a Internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Este é um Diário Secreto de uma adolescente portuguesa.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas."retirado da contracapa

"Uma realidade de desconhecimento absoluto dos pais"
Jornal de Notícias

"A vida de sexo, drogas e álcool...
que os pais desconhecem..."
Diário de Notícias

"Retrata-se uma geração de facilidades onde todos, ou quase todos, se demitem..."
Sol

"Um diário secreto, chocante e real"
Visão

"...leia este livro..."
Diário económico

Opinião:
Terminei mesmo agora esta leitura.
Não sei o que pensar...contudo, não posso dizer que não me chocou porque estaria a mentir. Mexeu muito comigo, talvez até demasiado. Mas este é realmente um livro de leitura obrigatória para todos os pais e educadores. Talvez por ser professora esta realidade não me é totalmente desconhecida, mas nunca pensei que fosse tão perturbadora. Os adolescentes do século 21 são muito, mas mesmo muito, diferentes dos adolescentes do século 20. A necessidade de viverem tudo de uma forma tão rápida é assustadora, a idade com que iniciam todo este processo de descoberta do sexo, álcool e drogas é cada vez mais baixa. Pensar que crianças com dez e doze anos podem já ter iniciado a sua atividade sexual, consumido álcool e muitos tipos de drogas, chocou-me. Eu trabalho no terreno todos os dias com adolescentes e crianças, tenho plena noção que tudo é diferente agora, mas nunca pensei que fosse assim tão brutal, tão rápido e ao mesmo tempo tão desastroso.
Sinto que a partir de hoje vou olhar para os meus alunos de uma forma diferente, não que seja de uma maneira discriminatória, mas vou passar a observar o que está para além do que o comum dos mortais vê. Sempre fui muito atenta e preocupada com o consumo de drogas e álcool por parte dos meus alunos e familiares mas nunca, mesmo nunca, pensei que a espiral fosse assim tão dramática e descontrolada.
Este é sem dúvida, como já ouvi alguém dizer, um ABRE OLHOS, para todos os pais e educadores e toda a família que tenha "crianças" e adolescentes por perto. Temos de tentar por todos os meios tentar orientar os nossos adolescentes, digo orientar e não "proibir" porque o fruto proibido é o mais apetecido. Temos a obrigação de dar a informação e de estar informados sobre o que os filhos deste século fazem. Ninguém se pode descartar das suas responsabilidades. Todos nós adultos ditos saudáveis temos responsabilidade sobre os caminhos destes novos adolescentes, cabe a cada um de nós mostrar de uma forma não alarmista o que acontece quando somos confrontados com situações diferentes. Temos de educar os nossos jovens a saber dizer NÃO/SIM quando se sentem pressionados para fazer algo de modo a serem aceite pelo seu grupo de "amigos". O diálogo é fundamental, a aceitação de que isto pode acontecer com qualquer jovem é obrigatória. Existem muitas Inês(s), Bernardo(s) e Rita(s), este relato é o da nossa juventude, não podemos nem devemos  nos refugiar no velho cliché de que isto não acontece com os nossos filhos, que não acontece com os nossos alunos. Antes de mais temos de aceitar que esta é a realidade de hoje e a partir desta aceitação temos de passar a informação de uma forma correta e não de uma maneira proibitiva.
Lembremos sempre que são apenas crianças e que tudo o que é novidade é apetecível mas isso não nos retira nem nos desresponsabiliza da forma como os temos de educar para viverem em sociedade e não terem medo de assumir as suas diferenças perante os outros.
Costumo dizer muitas vezes a seguinte frase: "Informação não falta o que falta é formação pessoal." então vamos dar essa formação pessoal que eles tanto precisam.
Uma leitura obrigatória a todos e não somente a Pais e Educadores, pois vivemos em sociedade, essa sociedade tem de estar alerta para os jovens do século deles, porque eles são o futuro do nosso pais e do nosso mundo.
As ofertas e as tentações são mais que muitas, vivemos num mundo de extremos, de consumo fácil e de acesso fácil a tudo o que pode destruturar o desenvolvimento saudável das nossas crianças e jovens. Não tapemos os olhos ao que se passa ao nosso redor, pois desta forma estamos a permitir e a ser coniventes com tudo o que se passa ao nosso redor.
Uma leitura forte, que prende e que revolta mas acima de tudo obrigatória.

Não posso deixar de agradecer à Inês por ter tido a coragem de dar a conhecer a nós, sociedade adulta, o que se passa nos meandros do mundo dos adolescentes. Obrigada pela coragem, pela forma direta e sem tabus com que nos deste a conhecer a vida de um número considerável de adolescentes do século 21.

Obrigada Francisco, pela forma como lidaste com toda esta informação, creio que não deve ter sido nada, mesmo nada fácil. Contudo, o dever foi cumprido, a informação passou e muito bem, de uma maneira crua e dura, pois só assim talvez os pais e educadores consigam mudar a sua postura diante esta nova geração.

Classificação no Goodreads de 5*****.

Recomendo vivamente a leitura deste livro, devia ser obrigatório todos os pais e educadores confrontarem-se com este livro e os relatos nus e cruos do que se passa com os nossos filhos e os nossos educandos.