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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Opinião-"A Coroa" da escritora Kiera Cass

A Coroa
Kiera Cass
Edição: Marcador
1.º edição: novembro de 2017
N.º de páginas: 272 páginas

Sinopse:
Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opinião:
Gostei muito desta leitura, tal como dos outros volumes da saga. As personalidades de cada elemento da seleção estão muito bem estruturadas e são cativantes tal como a da princesa Eadlyn.
Confesso que não fui surpreendida com o final da Seleção, isto é a escolha feita pela princesa. Contudo, ao longo da leitura deste livro muitos acontecimentos me surpreenderam. 

Classificação de 4**** estrelas no Goodreads

Boas leituras!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Opinião I "A Herdeira" da escritora Kiera Cass


"A Herdeira"
da escritora Kiera Cass
Editor: Marcador
Edição: 2016
ISBN:  9789897542381
N.º páginas: 320 páginas
Sinopse:
"A Princesa Eadlyn cresceu a ouvir histórias intermináveis de como a sua mãe e o seu pai se conheceram. Vinte anos antes, America Singer entrou na Seleção e conquistou o coração do Príncipe Maxon - e viveram felizes para sempre.

Eadlyn sempre achou romântica esta história de encantar, mas não tem qualquer interesse em tentar repeti-la. Por si, adiaria o casamento tanto tempo quanto possível. Mas a vida de uma princesa não é inteiramente sua e Eadlyn não pode escapar à sua própria Seleção - por mais fervorosamente que proteste.

Eadlyn não espera que a sua história acabe em romance. Mas com o início da competição, um candidato poderá acabar por conquistar o coração da princesa, mostrando-lhe todas as possibilidades que se encontram à sua frente… e provando-lhe que viver feliz para sempre não é tão impossível como ela pensou."
retirado do site wook

A Herdeira - Book Trailer Oficial | Legendado
 

Minha opinião:
Este é o quarto volume da "A Seleção", que eu tenho seguido com muito interesse.
Devo referir que este não foi um livro que eu tivesse facilidade a entrar, parei várias vezes e iniciei a muitas vezes a leitura deste livro. Tal facto, acho que se deveu a uma alteração das personagens principais e também à personagens principal, princesa Eadlyn, que nada tinha a ver com a personagem feminina, America Singer, a sua mãe, a que eu estava habituada nos outros três volumes.
Este volume fala da filha de America com o Príncipe Maxon, do casal que foi retratado nos anteriores três volumes. A futura rainha tem que fazer a sua seleção mas não está muito virada para se apaixonar seja por quem for.
A história desenrola-se entre episódios divertidos e episódios verdadeiramente preocupantes em relação à monarquia de Illéa. Ela não espera que aconteça com ela o mesmo que aconteceu com os seus pais, que se apaixonaram perdidamente e representam para ela um casal perfeito.
A Princesa Eadlyn tem um irmão gémeo mas ela foi a primeira a nascer, daí que seja ela a futura rainha de Illéa e logo ela é que vai ser sujeita ao processo de seleção.
Não vou adiantar muito sobre a história, acho que para quem está a seguir esta série vai gostar deste livro que termina deixando a continuidade para o próximo volume "A Coroa".
Gostei muito desta leitura. Recomendo vivamente a leitura desta série.
Classificação de 5***** no Goodreads.

Boas leituras!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Opinião - "A Escolha" da escritora Kiera Cass


Título: "A Escolha"

A Autora: Kiera Cass 

Editor: Marcador
Edição ou reimpressão: outubro de  2015
ISBN: 978 989 754 164 3
N.º de páginas: 293 páginas

Sinopse:
«Chegou a altura de coroar a vencedora. Quando foi escolhida para competir na Seleção, America nunca imaginou chegar perto da coroa - ou do coração do Príncipe Maxon. Mas à medida que o fim da competição se aproxima e as ameaças fora dos muros do palácio se tornam mais cruéis, America descobre o quanto tem a perder - e o quanto terá de lutar pelo futuro que deseja.»retirado da contracapa

Críticas literárias:
«Um verdadeiro conto de fadas. Encantador, cativante e com a quantidade certa de emoção!»
Kiersten White, autora bestseller do The New York Times

« Personagens de temperamento forte, a recordação de um amor proibido deixado para trás e um triângulo amoroso que nos toca o coração.»
Publishers Weekly

Minha opinião:

Este é o terceiro volume da série "A Seleção", neste livro a escolha realizada pelo Príncipe Maxon, para a sua futura esposa e rainha, não foi nenhuma surpresa. O que mais me surpreendeu foi os vários segredos que se foram revelando ao longo do livro. Foi a revelação da força de Maxon por lutar contra tudo e contra todos, a fragilidade de algumas das meninas da elite e os segredos de outra.
As personagens que morrerem ao longo deste volume também me deixaram de queixo caído. A forma como a escritora consegui transformar aquilo que quem leu a série já sabia que iria acontecer e deixar o leitor em suspense até ao final foi brilhante.
Estou a adorar esta série agora fico à espera do volume 4 «A Herdeira», que ainda não foi lançado em portugal.
Recomendo para quem gosta do género.
Classificação de 5 ***** no Goodreads.
Boas leituras;)

domingo, 12 de julho de 2015

Minha opinião do livro_conto «O Guarda» de Kiera Cass

O Guarda
Kiera Cass
  • Categoria: Romance
  • Publicado: 14/02/2014
  • Editora: Editora Seguinte
  • Vendedor: Companhia Das Letras
  • Páginas impressas: 102 páginas
  • Idioma: Português

Comecei a ler:12-07-2015
Terminei de ler:12-07-2015

Sinopse:
«O guarda é o segundo conto que se passa no universo criado por Kiera Cass, autora da trilogia A Seleção. Depois de conhecermos os verdadeiros pensamentos e inquietações de Maxon em O príncipe, agora temos um vislumbre das ideias e emoções do jovem Aspen, ex-namorado de America, que vai trabalhar como soldado no palácio durante o concurso.

Antes de ir para o palácio competir pelo coração do príncipe Maxon, America Singer era completamente apaixonada por Aspen. Criado como um Seis, ele nunca imaginou que acabaria se tornando um dos soldados responsáveis por proteger a monarquia. Em O guarda, a história é contada pelo seu ponto de vista, a partir do momento que a Seleção é reduzida à Elite. Sua rotina é composta de exercícios e tarefas variadas dentro da casa da família real — desde cuidar da correspondência até combater os ataques rebeldes. Pela primeira vez, o enfoque é o mundo paralelo dos funcionários do palácio, suas dinâmicas e rede de relacionamentos, que America nunca chegou a conhecer.
O guarda também está disponível em edição impressa, como parte da antologia Contos da Seleção, que traz ainda O príncipe com final estendido e bónus exclusivos (como uma entrevista com a autora e informações inéditas sobre os personagens), além dos três primeiros capítulos de A escolha, último livro da trilogia, que será lançado em maio de 2014.» retirado do site itunes
America
Aspen
Minha Opinião:
Um dos aspectos que tornou logo desde o início esta trilogia distópica diferente das outras que já li, não que tenha lido muitas distopias, mas li algumas trilogias românticas, e alguns romances tem a ver com o facto de eu não conseguir tomar uma posição, isto é, não consigo escolher um dos lados. Talvez por este motivo compreenda as incertezas da protagonista dos livros, a America. Para mim é muito difícil escolher entre o Maxon e o Aspen. Tanto um como outro vão tendo atitudes que me irritam mas também têm atitudes nobres.
Enquanto o livro conto, «O Príncipe» nos apresenta o ponto de vista do Maxon no período que antecedeu A Seleção e o princípio dela, no livro conto «O Guarda» temos a visão do Aspen no decorrer dos acontecimentos narrados ao longo do segundo volume da trilogia «A Elite». Achei esta ideia de conhecer o ponto de vista de Maxon e de Aspen brilhante, dado que é entre eles que America está dividida e é sempre bom saber o que vai nas suas cabeças
Aspen, está no castelo para proteger a família real, mas isso não quer dizer que ele concorda com a forma que as coisas funcionam. Através das suas percepções, é nos demonstrada uma outra realidade da vida no castelo. Conhecemos melhor não somente a sua rotina, mas o dia-a-dia dos demais empregados. Eles deixam de ser “sombras”, para se tornarem personagens mais activos no enredo.
Gostei bastante de conhecer este lado história, pois os factos parecem-me mais reais e com isso a narrativa ganhou um toque mais verdadeiro.
Determinado a obter o perdão de America, Aspen está disposto a fazer de tudo para reconquistar o amor da sua amada. Até ai tudo bem, afinal quem nunca tentou reconquistar um grande amor. Só que a forma como ele faz isso, é o que me incomoda. Uma coisa é ele querer mostrar para America que o Maxon, não é tão encantador como ele parece. Sim, por que é óbvio que ele não é perfeito. Mas, depois de tudo o que aconteceu após o baile de Halloween, ter atitudes que podem colocar tanto a America com ele em risco, é algo completamente desnecessário em minha opinião. Acho que são atitudes muito descabidas e arriscadas que não demonstram grande amor pela America, pois colocam-na em risco, a ela e a ele.
Outro aspecto especial é que neste conto, ficou muito perceptível que autora tenta fazer com que o leitor se encante pelo Aspen. Ela realça muito as qualidades dele, e o quanto ele é bom para a America e para com todos aqueles que o cercam.
Será de salientar um aspecto, não é que eu não goste do Aspen e que prefira o Maxon. Só achei um pouco forçada essa visão, “encantadora” que a Kiera, a escritora, tenta passar do Aspen. Acho que honestamente Kiera como escritora devia ter tomado uma posição mais neutral e deixar que fosse o leitor a ver por si os aspectos positivos de Aspen e Maxon.
Depois de ler este conto questiono-me se a autora não está já a tentar preparar o leitor para o final que ela quer que o livro tenha e não o final que toda a história da Seleção deveria ter.
Só saberei quando sair em Portugal o terceiro volume da trilogia distópica da Seleção, espero muito sinceramente que a editora Marcador não demore muito a lançar o livro por cá.


Boas leituras!

Minha opinião sobre o livro "A Elite" de Kiera Cass

A Elite
de Kiera Cass
Edição/reimpressão:2015
Páginas: 290
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541445
Coleção: Marcador Literatura
Preço:14,36 euros

Comecei a ler: 09-07-2015
Terminei de ler:11-07-2015

Sinopse:
«A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. 
Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.»retirado do site wook

Críticas de imprensa...
«Um verdadeiro conto de fadas. Encantador, cativante e com a quantidade certa de emoção!»
Kiersten White, autora bestseller do The New York Times

«Personagem de temperamento forte, a recordação de um amor proibido deixado para trás e um triângulo amoroso que nos toca o coração.»
Publishers Weekly

Book trailler The Elite de Kiera Cass

Minha opinião:
Após ter terminado de ler o livro «A Seleção» de Kiera Cass atirei-me logo no mesmo dia para o segundo volume, desta deliciosa trilogia distópica, que é intitulado «A Elite».
Desta forma, venho aqui deixar a minha opinião sobre este livro que li de modo tão ansioso e inesperado, dado que não constava das minhas leituras programadas inicialmente para esta semana.

Antes de mais gostava de salientar que este post não contém spoilers em relação a este volume, mas algumas coisas citadas podem ser spoilers para quem não leu o primeiro volume da trilogia. Se não se incomodarem continuem a ler, caso contrário é melhor não lerem.

A Elite é a “segunda fase” da seleção onde restam apenas 6 raparigas das trinta e cinco iniciais, que disputam a coroa e o príncipe Maxon. Neste livro encontramos America um pouco mais perdida e cheia de dúvidas. Depois de saber quais são as reais intenções de Maxon, que nos são deixadas claras no final do primeiro volume, ela começa a questionar-se se a coroa e a vida no palácio é realmente o que ela quer.

O livro em si é uma grande confusão o tempo todo, America dá um passo em frente e dois para trás ela não consegue decidir o que quer e quem quer. Quando eu achava que a história estava a desenrolar-se, America arranjou sempre uma forma de não permitir que esta andasse para a frente, o que me levou a achar America um pouco cansativa, mas contudo a compreender as suas dúvidas, pois no lugar dela talvez agisse da mesma forma ou pior. Por este facto eu acabei por não me incomodar com isso, achei até que foi necessário para prender-me à leitura e despertar mais curiosidade sobre o terceiro livro.

Ao longo da leitura da «A Elite», não fiquei muito feliz, pois a abordagem do tema das questões políticas do país e dos ataques rebeldes nortistas e Sulistas, que eu tinha receio que a escritora colocasse de parte, foi realmente colocado.Tal facto deixou-me ainda mais curiosa pelo próximo volume, dado que, America também se vai envolver nesse assunto. É justamente nisto que o livro foi sufocante para mim. O universo distópico criado é tão interessante, acredito que tinha tantas coisas diferentes para se explorar e a autora optou por se focar na confusão emocional da personagem America. 
Gostaria muito que a autora tivesse utilizado melhor esse contexto. A evolução de América, Maxon e Aspen teria sido muito mais palpável e interessante.
Eu sei que esta confusão amorosa e emocional é importante e angustiante para a personagem principal, mas acho que o livro podia ter ido além disso… 
Fiquei as 290 páginas sofrendo com America e seu temperamento intempestivo, suspirando umas vezes por Maxon, outras por Aspen. Deambulei como ela as minhas emoções para compreender as atitudes do príncipe.

O livro apresenta uma evolução muito pequena, continuamos sem entender o que acontece objetivamente em Illéia e pelos vislumbres que temos das demais  personagens não me deixou interessada em saber mais sobre eles.
Agora que Aspen também está no castelo existe mais um motivo para America deixar-se confundir nas suas escolhas. Em certos momentos ela tem dúvidas sobre o carácter de Maxon e fica dividida entre os dois. O que me deixou muito confusa em relação a America. E Aspen já me tinha desiludido no primeiro volume em algumas das suas atitudes, neste segundo volume volta a decepcionar-me em alguns momentos.

O livro foca-se demasiadamente nas atividades da Elite, as seis selecionadas que permanecem na Seleção. Vivemos através dos olhos de America todos os traumas, inquietações e questões dessa situação assustadora: como decidir? Quando o que está envolvido não é apenas o amor, mas também o destino de um país.

Vou ter de esperar um tempo para ler «A Escolha», dado que ainda não foi lançado em Portugal, mas com toda a certeza o irei ler. Vai valer a pena ver o que vai acontece com Illéia e há sua população. Se vamos poder contar com alguma melhoria das condições de vida para as diferentes castas. Quero também entender melhor as atitudes do Rei e ver como America lidará com tudo. E tenho uma esperança de que no terceiro volume a autora nos revele o porquê dos ataques rebeldes. 
Fora todos estes factos amei a leitura deste livro, mesmo tendo muito romance está muito bem escrito e as dúvidas de America são perfeitamente compreensíveis, isto segundo o meu ponto de vista claro. 

Recomendo a leitura desta trilogia para aqueles que gostam de acompanhar a vida de uma rapariga que se está a descobrir não só a ela como o país em que vive.
«A Elite» é um livro que se foca na personagem, e não no cenário. Se gosta de ler sobre dúvidas amorosas, este é um livro perfeito. Tenho muita pena que a escritora tenha enveredado só por aí, com alguns mas muito poucos vislumbres políticos do pais e dos ataques rebeldes, que seriam uma mais valia para o livro, enriquecendo-o e em nada o empobreceria. Contudo gosto da trilogia distópica mas tem esse senão, que já foi referido.

Tenho contudo de demonstrar o meu espanto quando descobri, estava eu na página 69 deste livro que existiam dois contos à parte dos livros, um é «O Príncipe» que é aconselhado a ser lido antes deste segundo volume e o outro é «O Guarda» que pode ser lido depois deste conto. Fiquei aborrecida obviamente, pois só existem em formato e-book mas lá consegui imprimir os dois para os ler. Vão contar como dois livros pois o número de páginas de cada um ainda é considerável. Irei ler a seguir a este livro. Logo terei de alterar novamente as minhas leituras programadas. 

Nota Importante: esta série ainda não se sabe se será uma trilogia ou se a escritora vai escrever mais livros.


Excertos:
«Desde que a Seleção ficara reduzida a apenas seis raparigas, ele andava mais ansioso do que quando inicialmente chegara o grupo de trinta e cinco. Acho que pensou que teria mais tempo para fazer as suas escolhas. E, embora eu ficasse com um peso na consciência por admiti-lo, sei que era por minha causa que ele se sentia assim.» pág.9

«Os Estados Unidos haviam sido invadidos no início da Terceira Guerra Mundial, depois de não conseguirem pagar a sua debilitante dívida à China. Em vez de receberem o dinheiro, que os Estados Unidos não tinham, os Chineses instalaram um governo aqui, criando o Estado Americano da China e usaram os Americanos como força de trabalho. Os Estados Unidos acabaram por se revoltar, não apenas contra a China, mas também contra os Russos, que estavam a tentar roubar a mão-de-obra estabelecida pelos Chineses, e juntaram-se ao Canadá, ao México e a vários outros países latinos para formarem um único país. Essa foi a Quarta Guerra Mundial e, embora tenhamos sobrevivido e formado um novo país, a guerra devastou bastante a economia.» pág.59

«Como é que o meu pai sabia sempre o que dizer? Desejava que alguém realinhasse as estrelas para que elas formassem as suas palavras. Precisava que fossem grandes e brilhantes e que ficassem visíveis em algum lado onde pudesse vê-las nos momentos de escuridão. Adoro-te. Estou muito, muito orgulhoso.» pág.102

«Como era possível que os rebeldes tivessem entrado no palácio em dois dias seguidos? Dois dias seguidos! Será que as coisas tinham piorado assim tanto, lá fora, desde o início da Seleção? Com base no que vira quando ainda estava em Carolina e pelo que vivera no palácio, tratava-se de um facto inédito.» pág.153
Boas leituras!

sábado, 11 de julho de 2015

Minha opinião do livro_conto «O Príncipe» de Kiera Cass

O Príncipe
Kiera Cass
Tradução: Cristian Clemente 
  • Categoria: Romance
  • Publicado: 29/03/2013
  • Editora: Editora Seguinte
  • Vendedor: Companhia Das Letras
  • Páginas impressas: 72 páginas
  • Idioma: Português 
  • Série: Livro 0.5, A seleção

Comecei a ler:11-07-2015
Terminei de ler: 11-07-2015



Sinopse:
«Antes que trinta e cinco garotas fossem escolhidas para participar da Seleção...
Antes que Aspen partisse o coração de America...
Havia outra garota na vida do príncipe Maxon.
 
Conto inédito e gratuito, O Príncipe não só proporciona um vislumbre dos pensamentos de Maxon nas semanas que antecedem a Seleção, como também revela mais um pouco sobre a família real e as dinâmicas internas do palácio. Você descobrirá como era a vida do príncipe antes da competição, suas expectativas e inseguranças, assim como suas primeiras impressões quando as trinta e cinco garotas chegam ao palácio.

É uma leitura indispensável a todos que terminaram A Seleção e ficaram querendo mais! Ao final, contém os dois primeiros capítulos de A Elite, segundo volume da trilogia.»



Minha Opinião:
No livro "O Príncipe" conheci a vida de Maxon antes de a Seleção começar, e mudar tudo o que ele conhecia de forma definitiva, como sendo a sua própria vida. Fiquei a par de seu relacionamento com o rei e a rainha, e também a sua curta experiência com mulheres, tomando conhecimento da existência de Daphne.

Maxon, ao contrário do que na narrativa feita por America no livro «A Seleção» nos faz crer, encontra-se possuído por um grande nervosismo e ansiedade que o atormentam antes da Seleção. 

Ele não imagina como as raparigas vão ser selecionadas, mas tem a plena noção de que uma delas vai ser a sua futura esposa. Apesar da história iniciar-se um pouco antes, da seleção das trinta e cinco candidatas a futuras princesas, alguns dos acontecimentos são simultâneos ao primeiro volume da trilogia «A Seleção».

Se as Selecionadas tinham medos e anseios para participar da Seleção, podemos dizer o mesmo sobre o príncipe Maxon após a leitura do conto "O Príncipe", que mostra-nos o início do processo de Seleção que acontece no primeiro livro da trilogia, mas pelo ponto de vista dele.
Podemos acompanhar um pouco sobre a questão da Seleção e a visão que o rei Clarkson tem dela, e claro, acompanhar a convivência de Maxon com seus pais e entender mais os seus medos e inseguranças sobre a ideia de se casar. Como ele se sente quando tem que dispensar ou lidar com algumas das participantes e principalmente o que sente quando passa a conhecer America melhor.

A narrativa é ótima, super fluída e mesmo que bem curta cumpriu o papel passando as impressões de Maxon com perfeição para os leitores da série, principalmente para as que fazem parte do grupo que adora Maxon podendo assim conhecer um pouco do íntimo desse príncipe tão encantador.


Ao longo da leitura do livro "O Príncipe", a verdade é o que o Maxon da minha cabeça era alguém completamente diferente. Não consegui relacionar, em alguns momentos, os pensamentos de Maxon com os que eu imaginava que ele teria.
As suas reações aos diferentes acontecimentos em certas ocasiões surpreendeu-me, pois, pelo livro narrado por America, eu criei uma personalidade bem distinta da escrita por Cass neste livro conto e que não estava de todo à espera. 
Claro,que isto não quer dizer que tal facto seja algo necessariamente mau, ainda sim, não pude deixar de notar e ficar indecisa sobre ter gostado ou não disso, dessa diferença entre o Maxon que a America nos narra e o verdadeiro Maxon. Vir a conhecer o outro lado do Maxon surpreendeu-me bastante, mas tenho a certeza que é uma mais-valia para continuar a ler «A Elite» agora com outros olhos.

Excertos:
«Para as garotas, o processo começara com o preenchimento dos formulários - milhares a esta altura. Para mim, começou hoje.
Completei dezanove anos. Agora, eu podia participar.
Parei diante do espelho e conferi a gravata mais uma vez.
Naquela noite haveria mais olhos sobre mim do que o normal; eu precisava parecer o príncipe auto-confiante que todos esperavam. A gravata estava impecável, e eu segui para o escritório do meu pai.» pág.5

«O Grande Salão reverberava de entusiasmo. As pessoas diziam que toda a Illéa esperava por aquele momento: a emoção de uma nova princesa, a empolgação de ver que em breve eu seria rei. Pela primeira vez sentia toda aquela energia e receava que ela fosse me esmagar.
...
Por fim tive um momento sozinho. Inspecionava a multidão, certo de que havia algum lugar onde eu deveria estar. Meu olhar parou em Daphne, que veio em minha direção. Estava ansioso para ter pelo menos alguns minutos de conversa sincera, mas isso teria que esperar.» pág.11 e 12

«Ela sabia tão bem quanto eu que um pedido tão escandaloso estava muito além das minhas possibilidades. Percebi que ela buscava em sua mente um caminho alternativo, mas não havia saída. Ela servia à sua coroa; eu , à minha. E nossas dinastias nunca se cruzariam.» pág.21

«-Você é um idiota, Maxon Schreave. Seus pais sabotaram completamente a sua personalidade. Mesmo que você tivesse mil garotas diante dos seus olhos, não importaria. Você é burro demais para reconhecer o amor a dois palmos do nariz.
Ela secou os olhos e ajeitou o vestido.
-Rezo a Deus para nunca mais ver seu rosto novamente. 
O medo no meu coração se transformou e, quando ela começou a sair, agarrei-a pelo braço. Não queria que partisse para sempre.
-Daphne, sinto muito.
-Não sinta muito por mim - ela disse friamente. - Sinta muito por você. Você encontrará uma esposa porque é obrigado a isso, mas você já conheceu o amor e o deixou partir.
Ela soltou a mão num puxão e me deixou sozinho.
Parabéns para mim.» pág.23 e 24

«De repente, seu comentário infeliz sobre Daphne ser um desperdício fez sentido. Para ele, não importava se eu era próximo de Daphne por ela ser encantadora ou uma boa companheira; para ele, ela era a França. Não era sequer um ser humano. E como meu pai já tinha o que precisava da França, Daphne era inútil aos seus olhos.» pág.31

«Não pude evitar. Explodi em gargalhadas. Aquela garota era a antítese de tudo o que esperava. Até ser chutada? Estava ali pela comida? Por incrível que pareça, eu estava gostando daquilo tudo. Talvez as coisas fossem simples como minha mãe dissera; eu conheceria as candidatas aos poucos, como tinha sido com Daphne.» pág.50

«-Bom dia, senhorita Celeste.
-Bom dia, Alteza - ela disse, fazendo uma reverência.
Sua voz era doce, e logo me dei conta de que muitas daquelas garotas podiam me deixar fascinado. Talvez aquela preocupação de não amar nenhuma delas não fosse o verdadeiro problema. Talvez eu ficaria apaixonado por todas elas e seria incapaz de escolher.» pág.62

«Sorria comigo mesmo pensando em America. Comparava-a com as outras. Ela era linda, ainda que um pouco rústica. Era uma beleza incomum, e pude reparar que ela não tinha consciência disso. Ela não parecia ter nenhum ar de realeza, embora talvez houvesse algo de nobre em seu orgulho. E, claro, ela não nutri qualquer desejo por mim. Ainda assim , não conseguia me livrar do impulso de ir atrás dela.
E foi assim que a Seleção me prestou seu primeiro favor: com America no palácio, eu teria a chance de tentar.» pág.72


Maxon and America... 

Boa leitura!

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Minha opinião sobre o livro «A Seleção» da escritora Kiera Cass

A Seleção
de Kiera Cass;
Tradução: Alexandra Cardoso
Edição/reimpressão:2014
Páginas: 292
Editor: Marcador
ISBN: 9789897541230
Coleção: Marcador Literatura
Preço:14,36 euros

Comecei a ler:07-07-2015
Terminei de ler:09-07-2015

Sinopse:
«Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida. É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.
No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes. Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou. 
35 candidatas. Apenas uma coroaretirado do site wook

Críticas de imprensa...
«Personagens de forte temperamento, a recordação de um amor proibido deixado para trás e um triângulo amoroso que nos toca o coração.»
Publishers Weekly

«Um verdadeiro conto de fadas. Encantador, cativante e carregado com a quantidade certa de emoção!»
Kiersten White, autora bestseller do New York Times

Book trailler do livro «A Seleção»...


The Selection by Kiera Cass - Official Trailer Movie...



Minha opinião:
O livro «A Seleção» é o primeiro de uma trilogia em que o segundo já foi lançado em Portugal e é intitulado «Elite».

Este primeiro volume transporta-nos para um conto de fadas. Contudo, não é um conto de fadas vulgar, trata-se de um conto de fadas em forma de distopia.
No futuro, os países como os conhecemos não existirão mais. 
A nossa personagem principal vive no Reino de Illéa, ela é America Singer é uma adolescente ruiva de 16 anos e que pertence há casta de número 5. Em Illéa, a população é dividida em castas, num total de oito castas diferentes, e cada uma é responsável por oferecer à sociedade um tipo diferente de serviços. Quanto maior é o número da casta maiores são as dificuldades financeiras da mesma, deste modo a casta mais pobre é a 8 e a mais rica é a 1 onde pertence o príncipe e todo o reino.
America pertence à casta dos artistas, e ela é uma cantora e toca muitos instrumentos musicais, para além de dominar três línguas, pois assim pode cantar uma maior variedade de músicas. Desde que os seus dois irmãos mais velhos saíram de casa ela assumiu a sua responsabilidade em ajudar os pais a conseguir dinheiro para manter a família, America tem mais dois irmãos mais novos a May e o Gerad.
A família Singer passa por muitas dificuldades financeiras, mas todos ajudam-se mutuamente, conseguindo assim superar as intempéries da vida. No entanto, America tem um segredo – contra as advertências de sua mãe, ela mantém um romance com Aspen, um rapaz da casta 6, isto é, mais pobre que ela.
O romance deles é muito complicado, mas America é tão apaixonada que acredita fielmente que juntos eles poderão superar qualquer coisa, mas não é isso que Aspen deseja. Logo no início da narrativa vemos um Aspen orgulhoso, que termina o relacionamento com America ao perceber que nunca poderá dar a esta uma vida boa.
E como se tudo isso não bastasse, Illéia vai viver nos próximos dias A Seleção.

Na monarquia de Illéa, as princesas são destinadas a casar com autoridades dos países aliados. Os príncipes são destinados casarem-se com plebeias. Assim os laços com a sociedade e com os aliados são reafirmados.
O príncipe Maxon acaba de atingir a maioridade, então deverá casar-se e todas as raparigas com idade apropriada são convidadas a inscrever-se na Seleção. Trinta e cinco raparigas de todo o país serão selecionadas para viverem no palácio por um determinado tempo, enquanto o príncipe escolhe aquela que será sua princesa. E tudo isto é visto por televisão pela população.
Motivada pela necessidade do dinheiro envolvido e do clamor de Aspen em encontrar uma vida melhor, America inscreve-se sem qualquer perspectiva de ser selecionada. Agora adivinhem o que acontece?

Com o coração ainda despedaçado com o fim do romance com Aspen e sem qualquer desejo em ser a escolhida do príncipe Maxon, America foi introduzida numa vida de luxo: Illéa está mergulhada num cenário sombrio, em que a família real – e agora as selecionadas – precisam conviver. Quem se casar com o príncipe não vai receber apenas uma coroa, terá também que ajudar na administração desse país recente e incerto.
Logo no primeiro "encontro" entre o príncipe e a selecionada da casta 5, percebemos que America é descarada, extrovertida e fala sempre o que lhe vem à cabeça, não se importando por estar a referir-se ao futuro rei. Enquanto Maxon é sagaz, divertido e cheio de respostas. A cumplicidade dos dois começa nesse primeiro encontro. Ao saber que America já teve um relacionamento no passado, Maxon diz que não irá mandá-la embora (até que ela peça) para que possa mante-la longe de Aspen a superar a sua dor. 
Em contrapartida, America promete passar um dossier das raparigas mais convenientes e interessantes que estão a participar na da Seleção.

Na minha opinião a história de Cass passou a mudar totalmente, quando ela adicionou um pouco de política e surgem críticas sociais, como por exemplo, melhorar a educação é o suficiente para diminuir os índices de criminalidade ou é preciso algo mais? Ainda que essas questões não sejam abordadas de forma profunda, gostei bastante e a série ganhou com isso.

É um livro divertido, que me proporcionou boas risadas e me deixou com um sentimento de leveza, tranquilidade. A mesma tranquilidade que sempre senti ao olhar a capa (linda) em tons de azul deste primeiro livro da trilogia.
Devo mencionar que este livro me fez lembrar muito a trilogia distópica «Os Jogos de Fome», pela divisão em castas, pela ideia de fazer a inscrição para ser selecionada para ficar com o príncipe e depois, isto tudo ser visto por televisão, tudo isto me fez lembrar muito os «Jogos de Fome» de Suzanne Collins.

A narrativa é fluída os capítulos tem um tamanho moderado, fazendo com que a leitura seja dinâmica. A capa é linda, eu adorei esta capa, mesmo muito, acho muito bonita. Mais do que um romance o livro «A Seleção» apresenta-nos uma história carregada de jogos políticos e que espero que seja mais explorado no segundo volume, «Elite», que já está na estante à espera que lhe pegue. Devo dizer que gostei tanto deste livro que vou avançar já para o segundo livro passando este a fazer parte da Maratona de Inverno e tenho que ler ainda o livro do mês do Goodreads. 

Recomendo vivamente a leitura deste livro e espero que de toda a trilogia, mas isso só no final de a ler toda é que poderei fazer uma análise geral.Pois o terceiro volume ainda não foi lançado em portugal.
Excertos:
«A nossa casta era a terceira a contar da mais baixa. Éramos artistas. E os artistas e os músicos estavam apenas três degraus acima do pó. Literalmente. O dinheiro era curto, esticado ao limite, e os nossos rendimentos dependiam bastante da mudança de estações.» pág.11

«Era assim que as coisas se passavam no caso de um príncipe. As princesas nascidas na família real eram negociadas em casamento, a fim de fortalecerem as nossas recentes relações com outros países. Eu percebia por que razão faziam - precisávamos de aliados-, mas não me agradava. Nunca vira tal acontecer e esperava nunca ver. Há três gerações que não nascia uma princesa na família real. Os príncipes, contudo, casavam com plebeias para elevar a moral da nossa, às vezes, volátil nação. Acho que a Seleção servia para nos unir e para nos recordar de que a própria Illéa nascera praticamente do nada.» pág.14

«O Aspen era de longe o rapaz mais bonito da cidade, de todas as castas. Era moreno, tinha olhos verdes e um sorriso que nos fazia pensar que guardava um segredo. Era alto, mas não muito e magro, sem ser demasiado.» pág.20

«Ouvia-se o hino nacional. Pode parecer uma parvoíce, mas sempre adorei o nosso hino. Era uma das músicas que mais gostava de cantar.» pág.42

«Observei o Maxon com atenção. Talvez fosse de certo modo atraente, mas não como o Aspen. O seu cabelo era cor de mel e tinha olhos castanhos. Fazia lembrar o verão, coisa que acho que muita gente aprecia. O seu cabelo era bem curto e estava perfeitamente arranjado, e o fato cinzento ajustava-se perfeitamente ao seu corpo.» pág.43

«-Majestade...- O Gavril dirigiu-se à rainha. - Algum conselho para as Selecionadas?
Ela fez o seu sorriso sereno. Não sei como eram as outras mulheres que tinham concorrido com ela na sua Seleção, mas duvidava que alguma fosse mais graciosa ou encantadora do que a rainha.
-Aproveitem a vossa última noite como raparigas normais. Amanhã, independentemente do que acontecer, a vida de todas vós mudará para sempre. E é um conselho antigo, mas valioso: sejam vocês mesmas.» pág.54 e 55

«Concentrei as minhas energias na comida. A última vez que comera um bife fora no Natal, há alguns anos atrás, e a minha mãe fizera o melhor que sabia, mas não tinha nada a ver com este. Era suculento e tenro, tão saboroso. Queria perguntar a alguém se este também era o melhor bife que tinham comido na vida.» pág.97

«-Agora tu, uma pessoa sossegada e misteriosa...
- Não sou misteriosa - atalhei.
-És um pouco. E às vezes as pessoas não sabem como interpretar o silêncio, se como um sinal confiança ou de medo. Elas olham para ti como se fosses um insecto, na esperança de que talvez te sintas assim.
-Mmh...-Fazia sentido. Comecei a pensar no modo como me comportava, se não estaria, de certa forma, a provocar a insegurança das outras.- O que é que tu fazes? Quero dizer, quando queres levar a melhor? - perguntei à Marlee.
Ela sorriu: - Ignoro-as. Conheço uma rapariga na minha cidade que fica furiosa quando não consegue provocar-nos e acaba por amuar. Por isso, não te preocupes - continuou ela. - Tudo o que tens de fazer é não deixar que percebam que estão a atingir-te.
-E não estão.
-Quase que acredito em ti mas não completamente. - Ela soltou uma risadinha, um som cálido que se evaporou no vestíbulo silencioso. - Acreditas que vamos conhecer o príncipe amanhã? - perguntou, passando para o assunto que considerava mais importante.
-Na realidade, não. - O Maxon parecia um fantasma, assombrando o palácio - sugerido, mas nunca realmente presente.» pág.99

«-Quantos grupos existem?
-Normalmente dois: os Nortistas e os Sulistas. Os Nortistas atacam com mais frequência. Estão mais perto de nós. Vivem na zona chuvosa de Likely, perto de Bellingham, a norte daqui. Ninguém quer lá viver, está praticamente tudo em ruínas, portanto eles estabeleceram-se ali, de algum modo, embora eu pense que se movimentam de um lado para o outro. Esta é uma das minhas teorias, à qual ninguém liga. Contudo, é raro conseguirem invadir a propriedade e, quando o conseguem, os resultados são...quase contidos. Acho que este ataque é obra dos Nortistas - explicou o Maxon no meio dos estrondos.
...
-Os ataques dos Sulistas são muito mais ... mortíferos.
Estremeci: - Mortíferos?
Ele assentiu com a cabeça: - Atacam apenas uma ou duas vezes por ano, tanto quanto posso perceber pelos resultados. Acho que todos aqui tentam proteger-me das estatísticas, mas não sou idiota; quando eles atacam, há pessoas que morrem. O problema é que ambos os grupos parecem semelhantes aos nossos olhos: esfarrapados, constituídos na maior parte por homens magros mas fortes, sem insígnias que possam distinguir. Assim nunca sabemos quem está por trás dos ataques antes de estes terminarem.» pág.143

«Os corredores eram fascinantes; cada um deles era mais decorado do que a minha casa inteira. O papel de parede, os espelhos dourados, os vasos gigantes com flores frescas, tudo era lindíssimo. As carpetes eram luxuosas e imaculadas, as janelas brilhavam e os quadros nas paredes eram encantadores.
Algumas pinturas eram de artistas muito famosos - Van Gogh, Picasso -, mas havia outras de autores que eu não conhecia. Havia também fotografias de edifícios que já vira antes. Uma delas mostrava a lendária Casa Branca. Pelas fotos que vira e pelo que lera no meu velho livro de História, o palácio esmagava-a em termos de tamanho e luxo. Mesmo assim, gostava que ainda existisse para poder vê-la.» pág.197 e 198


Estas são as capas da trilogia distópica A Seleção, os dois primeiros volumes já foram lançados em portugal o último ainda não mas confio que a capa deve ser a mesma que a editora Seguinte lançou no brasil e a editora Marcador manteve e muito bem cá em portugal.
Leitura recomendada com muita vivacidade...espero que gostem como eu gostei.
Boas leituras! 

A escritora Kiera Cass

Kiera Cass
«Kiera Cass cresceu na Carolina do Sul e é formada em História pela Universidade de Radford. Atualmente, vive com a sua família em Christiansburg, na Virgínia, EUA. 
A trilogia A Seleção colocou-a no primeiro lugar da lista de livros mais vendidos do The New York Times.
Nos tempos livres, gosta de ler, dançar, fazer vídeos e comer quantidades excessivas de bolos.» retirado do site wook



Boas leituras!