Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Abreu. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Luís Abreu. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Minha opinião sobre o livro "AVC do amor" do escritor Luís Abreu

AVC do amor


Recomendo mais que vivamente a leitura deste livro a todos os leitores e não leitores.
Classificação 5 estrelas no Goodreads porque infelizmente não existem mais.

Excerto:
«Não sei porquê, mas desconfio que este texto não vai longe e que nunca vai ver a luz do dia. Acho que só o meu suicídio lhe pode valer e não me vou matar para lhe dar sucesso. Eu já devia ter morrido e não morri: não me vou matar agora. Por exemplo, morrer de amor. Já não se usa, mas o amor justifica um belo suicídio. De qualquer forma, vou escrevendo. Se eu não acabar, depois não digam que não avisei.» pág. 7

Boa leitura!

O escritor Luís Abreu

O escritor Luís Abreu
«Luís Abreu nasceu no ano de 1973 em Luanda. Veio para Portugal com 30 meses para morar em Vieira de Leiria, aos 4 anos mudou-se para Paio Pires e aos 13 anos foi viver para Almada. Estudou engenharia informática no IST, foi sócio de uma empresa de novas tecnologias e trabalhou numa multinacional onde esteve envolvido em projetos de âmbito nacional. Em 2006 teve um AVC gravíssimo que quase o levou à morte. Contrariando as evidências sobreviveu e, desde então, tem tido vários ganhos que, apesar de lentos, são o culminar de muito esforço e dedicação do próprio e de todos que o rodeiam. É autor da página do facebook “Palavras Paralíticas - Luís Abreu”»retirado do site da Chiado Editora
Boa leitura!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Luís Abreu fala sobre o lançamento do seu livro "AVC Do Amor"

Dia 16 lancei o meu novo livro «AVC Do Amor». Lancei-o quase até ao Funchal. Estou a brincar. Foi um dia cansativo (ainda por cima estava engripado), mas muito alegre. Para lá da alegria que é lançar um livro, há a que deriva de ver a família mais próxima, a mais distante e os amigos. Para além de que os lançamentos são como os funerais: todos dizem bem do morto. Os meus lançamentos até acabam como os funerais americanos. Não há é bebidas alcoólicas.
Jamais vou esquecer este lançamento. Foi tremendamente emotivo. A presença, oficial, da Associação Salvador, com uma pessoa que eu não conhecia, mas que imediatamente me cativou; as coincidências com a vida da representante da editora; conhecer quem eu só conhecia da Net; ver a emoção da minha namorada quando se leu determinada passagem do «AVC Do Amor»; a leitura de algumas palavras minhas escritas para a ocasião (palavras lidas pelo orador principal – já que eu tenho muita dificuldade em falar e que aqui reproduzo). Em conjunto com a emoção natural que deriva de estar a publicar um livro, tornaram inesquecível todo o momento.

Palavras ditas em meu nome:
“Quero agradecer a toda a gente por ter vindo.
Um agradecimento muito especial ao professor Américo por esta apresentação, à Ana por tudo o que fez por este projeto e à Associação Salvador por ter acreditado nele.
Também muito especial é o agradecimento a toda a minha família (pais, irmã e cunhado). E também aos que estão menos próximo: virem de tão longe para aqui estar tem um significado maior do que podem imaginar.
Agradeço também a todas as pessoas que já promoveram ou encomendaram o livro e a quem ainda o vai fazer.
Se, por motivos óbvios, este já era um livro especial para mim, a parceria com a Associação Salvador tornou-o ainda mais especial. Como a maioria de vocês sabe 50% do lucro das vendas deste livro reverte para a Associação. Pelo que ao comprar o livro estão a ajudar, também, a Associação a continuar o magnífico trabalho que desenvolve. Espero que, com a vossa ajuda, me seja possível doar uma quantia significativa.
Não vos quero maçar com um discurso demasiado longo, até porque não estão aqui para isso, mas acho importante referir que este livro começou por ser um relato da minha história, mas rapidamente degenerou em algo mais, algo que só lendo poderão descobrir.
Queria pedir desculpa pois tinha planeado entreter-vos cantando e dançando, mas a gripe atacou-me as articulações e não mo permite. Fica a intenção.
Reitero o meu sincero obrigado a todos. Atualmente, os dias mais felizes que tenho são estes. Não só pelo significado que tem lançar um livro, mas também por vos ver a todos.”

Cumprimentos,
Luís Abreu

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

"Escrever" do escritor Luís Abreu

«Sexta-feira lanço o meu quarto livro. Há uns anos, quando comecei a escrever, nunca pensei que isto fosse possível. O AVC até teve vantagens. Estou nervoso. Não com a aceitação ou não do livro – nisso só não quero ter prejuízo –, mas com o evento em si. Tem corrido tudo bem, mas, como dizem os americanos: shit happens. O que é que garante que durante o evento não há alguém que escorrega, que se agarra à toalha da mesa do cattering e deita tudo ao chão? Porquê essa cara? É impossível?
Agora fora de brincadeiras: estou mesmo convencido que é por ser tetraplégico e não por ter talento que consigo publicar. Não estou preocupado. Faço o que gosto. Estaria a mentir se dissesse que o reconhecimento não me diz nada, mas honestamente não é o que me motiva. É o amor que o faz. Amor – forte para fazer rodar o mundo e emotivo o suficiente para me fazer escrever. Amor é liberdade e vice-versa – escrevi um dia. Continuo a acreditar nisso e como conclusão pode-se dizer que escrevo porque sou livre.

Não me interessa escrever bem, até acho parvo que o digam, quero é sentir bem – escrever bem, quando acontece, é um acréscimo. Apesar do amor que lhe tenho, escrever é, fundamentalmente, triste: o tempo dedicado à escrita não pode ser usado para fazer outras coisas que nos fazem felizes. No entanto, como assim não me podem interromper, continuo a escrever. Triste, mas abundante.»
Cumprimentos,
Luís Abreu

sábado, 10 de outubro de 2015

Novo comentador/amigo aqui no blog

A ideia surgiu depois de muito conversar via e-mail com o meu amigo Luís Abreu, o escritor do livro que vai ser lançado no dia 16 do corrente mês e que se chama "AVC do amor". Bom devem estar a perguntar que ideia?
Convidar o Luís para vir aqui ao blog postar sobre o que lhe vai na alma, sim simplesmente isso, falar sobre o que vai na alma dele. Porquê? Simplesmente porque o Luís é uma pessoa excepcional e pensa sobre muitas coisas que eu acho pertinentes e gostava que ele partilha-se aqui no blog com os que seguem este cantinho.
O convite foi feito ao Luís e ele pensou muito e por fim aceitou, como podem imaginar eu fiquei super feliz, porque o Luís é acima de tudo, para mim um amigo especial que no meio deste mundo da divulgação de livros eu acabei por encontrar e conhecer virtualmente.

A partir de agora podem contar com postagens com a regularidade que o Luís puder mas que serão sempre opiniões que ele envia para o meu e-mail e eu coloco aqui sem fazer nenhuma alteração.
Bem vindo Luís Abreu a este cantinho que agora também é teu.
Beijinhos da tua amiga de coração.

domingo, 4 de outubro de 2015

Desabafo de um escritor com Tetraparésia

Escritor Luís Abreu
Após uma longa troca de e-mails com o meu querido amigo Luís propôs que escreve-se sobre a sua condição de ser um escritor tetraplégico, das suas limitações e dos seus sonhos, este meu pedido foi gentilmente aceite pelo Luís e aqui deixo o que ele me enviou via e-mail.
Nada foi alterado, está exactamente como ele me enviou.

« Muitos me perguntam como é que um tetraplégico escreve. Eu explico. Não sou tetraplégico sou tetraparésico. Escreve-se com o cérebro e com os dedos – que não paralisam numa tetraparésia.
Eu uso o rato e o teclado virtual do Windows. E sei de casos de tetraplégicos que escrevem tocando nas teclas com um lápis preso entre os dentes. Há casos muito piores que o meu. Haja paixão. Haja amor ao que se faz.
Quanto ao processo de escrita, na prosa, começo por imaginar a história em traços gerais e depois vou construindo ao redor disso sem nunca perder o meu objetivo de vista. Um bom truque é dar um nome ao texto logo que se arranca. Isso mantém-nos focados. Já na poesia o processo é ligeiramente diferente. Como um poema é, normalmente, escrito muito rapidamente, é quase impossível perdermos o foco. Esse é um dos motivos para não dar nome aos poemas: não é preciso.
Se calhar tenho tido sorte, mas tirando um – que já explico – a minha condição não me tem trazido problemas na edição, já na divulgação a história é diferente. Um autor pouco conhecido – como eu –, no meu entender, tem duas hipóteses para divulgar o que faz: ou é extremamente talentoso – que não acho que seja o meu caso – ou baseia a divulgação em entrevistas e apresentações – atividades muito limitadas para um tetraplégico que quase não fala. Por exemplo: ninguém entrevista um mudo na rádio.
A dificuldade que tenho na edição é financeira. Como sou tetraplégico não trabalho e a ridícula reforma que recebo é a minha única fonte de rendimento já que os livros são uma casmurrice e contam mais como despesa que como rendimento. Editar, a mim, custa dinheiro. Se calhar existem apoios para casos como o meu, mas estão, de certeza, pouco divulgados – que é o mesmo que não existirem. Sem falsas modéstias, acho que casos como o meu deveriam ser apoiados, mas enfim: haja amor ao que se faz.
O amor ao que se faz deve mesmo ser a terceira regra de qualquer escritor. A primeira é ler e a segunda é escrever. A inspiração existe, mas quando ela chega convém estar a transpirar. É do que ela se alimenta: dar-lhe de comer é boa ideia. Excelente ideia, aliás.»
Cumprimentos,
Luís Abreu

Gostava só de a título pessoal explicar o que é a tetraparésico é uma desordem na qual músculos dos quatro membros ficam fracos. Em seres humanos, a tetraparésia afeta os músculos de ambos os braços e pernas.
Aqui temos alguns dos livros já lançados pelo escritor Luís Abreu...

O trabalho mais recente do escritor Luís Abreu vai sair este mês e tem o nome de "AVC do amor", pessoalmente gosto muito do título do seu livro. 
O lançamento será realizado...

O livro tem uma capa linda, e uma sinopse extraordinária...promete.

Leiam Luís Abreu eu já li e estou a ter o prazer de acompanhar a sua mais recente obra, ele um talento fantástico e como ele próprio o diz:"haja amor ao que se faz".

Boas leituras!

sábado, 26 de setembro de 2015

Divulgação do livro "AVC do amor" do escritor Luís Abreu

AVC do Amor
Luís Filipe da Silva Abreu
Setembro de 2015
Número de páginas 112
ISBN: 978-989-51-5311-4
Colecção: Viagens na Ficção
Género: Ficção
Chiado Editora
Preço em Papel:11,00 euros
Preço em Ebook: 3,00 euros
Sinopse:
«AVC do Amor é um texto de ficção, baseado na realidade e que relata, de uma forma “leve”, não espiritual e alegre a rotina diária de uma paralisia causada por um AVC. Neste texto, o autor, ele próprio tetraplégico, faz um relato muito verosímil e realista dessa condição, misturando-o com grandes paixões, com uma viagem a outra dimensão e com alguns episódios ligeiramente humorísticos.
Com várias histórias, AVC do Amor conta-nos alguns eventos passados na adolescência e na vida adulta de Rodrigo. Personagem principal que se recusa a acreditar no AVC e que, com a pertinência das suas questões, leva o leitor a duvidar da sua condição de tetraplégico. O autor guarda segredo da sua condição e nunca revela se está mesmo tetraplégico, deixando essa decisão ao leitor.
O texto percorre várias fases da vida de Rodrigo, personagem usado para o autor refletir sobre os múltiplos assuntos que o apoquentam negativa ou positivamente.
É uma obra desconcertante que provocará, de certeza, múltiplos sentimentos conforme o estado de espírito de cada leitor.»retirada da Chiado Editora e cedida gentilmente pelo autor do livro

Biografia de Luís Abreu:

Luís Abreu nasceu no ano de 1973 em Luanda. Veio para Portugal com 30 meses para morar em Vieira de Leiria, aos 4 anos mudou-se para Paio Pires e aos 13 anos foi viver para Almada. Estudou engenharia informática no IST, foi sócio de uma empresa de novas tecnologias e trabalhou numa multinacional onde esteve envolvido em projetos de âmbito nacional. Em 2006 teve um AVC gravíssimo que quase o levou à morte. Contrariando as evidências sobreviveu e, desde então, tem tido vários ganhos que, apesar de lentos, são o culminar de muito esforço e dedicação do próprio e de todos que o rodeiam. É autor da página do facebook “Palavras Paralíticas - Luís Abreu” e tem publicados:
A título individual:
Insónia, Minerva, 2012
Fragmentário, Chiado Editora, 2013
Muros e Amor, Chiado Editora, 2014
A título coletivo:
Conto de Poetas; Nós, Poetas, Editamos; 2013
Nós, Poetas, Editamos IV; Nós, Poetas, Editamos; 2013
Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia 
        Contemporânea Vol. VI, Chiado Editora, 2015
Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia
        Contemporânea Vol. V, Chiado Editora, 2014
Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia
        Contemporânea Vol. IV, Chiado Editora, 2013
Entre o sono e o sonho – Antologia de Poesia 
         Contemporânea Vol. III, Chiado Editora, 2012

Um livro a não perder, pela sua simplicidade e intensidade, de uma história simples mas complexa. Leiam este escritor português que tanto tem para partilhar com os seus leitores, tanto ao nível pessoal como ao nível da sua escrita fenomenal.
Aconselho vivamente que apareçam no lançamento oficial do livro.
Comprem o livro não só pela ajuda simbólica, de 50%, que os lucros revertem a favor da fundação Salvador, mas porque o livro vale a pena ser lido e relido.
Que mais obras destas sejam escritas para reverter parte dos seus lucros para associações que realmente necessitam.
O livro já pode ser adquirido na Chiado Editora pelos valores mencionados em cima.
Boas leituras!