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sexta-feira, 19 de junho de 2020

39 # Opinião | "Uma Verdade Simples" de Jodi Picoult

Sinopse:
"A descoberta de um bebé morto num celeiro dos amish abala profundamente a comunidade. Mas a investigação policial conduz a uma descoberta mais chocante: há provas circunstanciais que sugerem que foi Katie Fisher, uma jovem amish solteira de dezoito anos, que se julga ser a mãe do bebé, que lhe tirou a vida. Quando Ellie Hathaway, uma advogada desiludida da grande cidade, chega a Paradise, na Pensilvânia, para defender Katie, dá-se um choque entre as duas culturas e, pela primeira vez na sua carreira fulgurante, Ellie enfrenta um sistema de justiça muito diferente do seu.
Mergulhando profundamente no mundo daqueles que vivem uma «vida simples», Ellie terá de chegar a Katie. E, ao desvendar uma morte complexa, Ellie é obrigada a olhar também para dentro de si, para confrontar os seus medos e desejos quando um homem do seu passado entra de novo na sua vida."

Opinião:
Antes de dar a minha opinião sobre este livro da Jodi Picoult, quero referir que este foi lido no seguimento de um projeto organizado pela Dora Santos Silva e Sandra Sousa  no BookTube que consiste em ler um livro por mês da escritora Jodi Picoult, quem quiseres participar pode pesquisar #lerjodipicoult. Este foi o livro escolhido para o mês de junho.
Este livro entrou na minha biblioteca em março de 2018 e lá ficou paradinho até ter aderido ao projeto, que em boa hora o fiz.
Primeiramente queria falar um pouco da comunidade Amish, pois eu fui pesquisar sobre eles e o que fiquei a saber ajudou-me a compreender e a gostar ainda mais deste livro. 
"Os Amish são um dos grupos minoritários religiosos mais conhecidos do mundo. Reconhecidos por seus estilos de vida tradicionais, eles levam uma vida muito simples, concentrada na agricultura e no artesanato, enquanto adoram a Deus com base em tradições de séculos atrás.A maioria das comunidades Amish encontram-se na Pensilvânia. Estes grupos são compostos por descendentes de alemães e suíços que migraram para os Estados Unidos e Canadá. Apesar de algumas mudanças modernas (aceites por apenas algumas seitas), como casas com sanitários internos e um telefone para a comunidade, os Amish fizeram um trabalho notável mantendo suas formas tradicionais." 
Os amish precisam de permissão para casar e só casam com algum outro membro da sua igreja, outro aspeto interessante é que o batismo deles é sempre após completarem 18 anos. Não utilizam eletricidade e máquinas moderna.As mulheres e meninas usam vestidos modestos com mangas compridas e uma saia longa. Elas nunca usam joias e acessórios. Nas suas cabeças, usam uma cobertura: branca se forem casadas e preta se estiverem solteiras.

Falam um dialeto próprio e um aspeto que julgo ter sido o único que me fez um pouco de confusão nesta minha pesquisa prévia, foi o facto de as bonecas das amish não terem rosto.
Eles acham que em  idade precoce, as crianças devem aprender a não criar imagens, semelhanças e ídolos. Eles também consideram que as bonecas sem rosto impedem o orgulho e a vaidade.
Após esta minha breve pesquisa passei à leitura do livro e posso já confessar que adorei a leitura e que o facto de ter pesquisado anteriormente sobre este Povo Simples, fez com que a leitura se torna-se mais rápida e mais interessante.
Tal como vem na sinopse estamos perante um caso terrível, um recém-nascido morto no celeiro de uma família amish. Katie Fisher é a jovem suspeita pelo crime mas esta não admite sequer que tenha estado gravida. Esta jovem faz parte desta comunidade e é alguém que interiorizou as regras do grupo a que pertence e pretende viver segundo elas. Quando se vê envolvida neste processo vai ter a ajuda de Ellie Hathaway, advogada que está a viver na casa da tia de Katie (banida da sociedade amish por se ter apaixonado e casado com alguém que não pertencia à mesma) e que, desiludida com determinadas atitudes por ela tomadas como advogada, e com a pessoa com quem partilhava a sua vida, vai passar um tempo à casa da sua tia.
Ellie acaba por se tornar a advogada de defesa de Katie, o facto de ela já ter antecedentes Amish tornou o enredo muito mais intrigante e via-se bem o seu debate interno entre ser competente no seu trabalho, da maneira que ela sabia ser mas ao mesmo tempo não desrespeitar a comunidade com a qual estava a trabalhar. Ellie não acredita na inocência da Katie, contudo ao longo do enredo vai desenvolver uma relação de amizade com a Katie. Adorei a Katie, o retrato psicológico dela está muito bem conseguido. Katie é uma jovem adulta que cresceu muito rápido e perdeu-se com o mundo exterior numa saída para visitar o irmão Jacob (que decidiu continuar os estudos na Universidade e saiu da comunidade tendo obrigatoriamente cortado relações com a família, mantendo apenas contacto com a irmã em segredo).Katie conhece o outro mundo e sente-se presa em dois mundos e apesar da sua lealdade em relação a um deles, foi incapaz de resistir ao sentimento inebriante que só a sensação de liberdade nos pode oferecer. 
Com o desenrolar dos acontecimentos aparece Coop, gostei muito desta personagem e da forma como ele e a Ellie se vão "enrolando".
O final para mim foi surpreendente e a postura da Ellie também me deixou a adorar ainda mais o livro.
Spoiler
O juiz e os habitantes da cidade, concluem que que o bebé simplesmente morreu naturalmente devido à frágil saúde de Katie, desta forma ela é declarada inocente de todas as acusações. No final da história, a mãe de Katie, Sarah revela somente a Ellie que sabia que Katie estava grávida e que naquela noite ela seguiu Katie. Sarah mostra a Ellie a tesoura que faltava no celeiro do marido desde aquela noite, ela usou a tesoura para cortar o cordão umbilical e ela sufocou o bebé e eliminou as provas. Embora chocada e horrorizada com a verdade da mãe de Katie, Ellie opta por não revelar o seu conhecimento à polícia.
Fiquei entretanto a saber que este livro já foi adaptado ao cinema, claro que o vou ver o mais rápido possível.


Adorei este livro, classificação de 5***** no Goodreads.

Excelentes leituras!

domingo, 26 de junho de 2011

"Ilusão Perfeita" de Jodi Picoult

                    
Ilusão Perfeita
de Jodi Picoult
Por vezes, quem nos devia apoiar é quem nos destói
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: Livraria Civilização Editora
ISBN: 9789722632560

Sinopse
Uma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali.
É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood.
Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer.

Críticas de imprensa
“Picoult tornou-se uma mestre, quase uma visionária, na arte de descobrir temas polémicos e escreve romances extremamente cativantes acerca deles… É impossível não ficar enfeitiçado pela forma como Picoult nos força a pensar no que está correcto e no que está errado.”
The Washington Post

“Picoult tem um talento invulgar para criar dilemas morais que não podemos ignorar: temos de saber a conclusão.”
Sunday Express

“Muitas vezes, os romances de Jodi Picoult centram-se em vidas viradas do avesso por um qualquer acontecimento terrível e é a atenção dada aos pequenos pormenores emocionais que os tornam tão recompensadores.”
Marie Claire

Minha Opinião:
Jodi Picoult é uma escritora que tem me habituado a livros sobre temas bastante reais e até mesmo polémicos. Temas que transportam com eles uma enorme carga emocional e que não me conseguem deixar indiferente. Abordar temas polémicos e que geram obrigatoriamente discussão interior,  é sem sombra para dúvidas a  grande aptidão de Jodi Picoult.
O livro "Ilusão Perfeita" conta a história de uma mulher, Cassie, que sofre aparentemente um "acidente" e acorda no cemitério e é socorrida por um agente policial que acaba de ser transferido para L.A.. Logo desde cedo e até mesmo antes de iniciar a leitura, através da sinopse do livro, sabia que o tema a ser abordado neste livro seria a amnésia, mas devo referir que o tema é bem mais perturbador do que a própria amnésia. Cassie não se recorda do seu passado, mas fica deslumbrada ao verificar que ela é a esposa do conceituado actor de Hollywood, Alex Rivers. Mas o que estará por detrás deste casamento aparentemente feliz é verdadeiramente aterrador. Cassie vive há aproximadamente 3 anos com o homem dos seus sonhos mas também vive há 3 anos o seu maior pesadelo. Alex é um homem com um passado aterrador é uma pessoa emocionalmente desestruturada e um excelente actor. Alex não consegue separar a sua vida profissional da sua vida pessoal e sempre que desempenha um qualquer papel ele vive essa personagem 24 horas por dia. Se a personagem representada é um homem romântico ele será igualmente romântico no seu casamento, mas se é um agressor ele também terá esse papel no seu casamento. Cassie ama tanto Alex que não consegue resistir aos pedidos de desculpas, que se seguem sempre após as agressões de Alex sobre Cassie.
Um livro que aborda de uma forma simples mas perturbadora a vivencia de uma mulher vítima de maus tratos, designado no livro por: Síndrome da Mulher Abusada. Sofrer agressões físicas do homem que se ama, perdoar e voltar a cair no mesmo mundo de violência. Um livro simplesmente fabuloso que me transportou para um cenário com personagens extraordinariamente bem estruturadas, facto a que já estou habituada nos livros desta escritora.
Recomendo vivamente esta leitura.
Boa leitura;)

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Compaixão

Título:Compaixão

Autora:Jodi Picoult
Páginas:406
Editor: Civilização Editora
ISBN: 978-972-26-2720-7

Sinopse

«Se o amor da sua vida lhe pedisse ajuda para morrer, que faria? O comandante da polícia de uma pequena cidade de Massachusetts, Cameron McDonald, faz a detenção mais difícil da sua vida quando o seu primo Jamie lhe confessa ter matado a mulher, que sofria de uma doença terminal, por compaixão. Agora, um intenso julgamento por homicídio coloca a cidade em alvoroço e vem perturbar um casamento estável: Cameron, colaborando na acusação contra Jamie, vê-se, de repente, em confronto com a sua mulher, Allie – fascinada pela ideia de um homem amar tanto a mulher a ponto de lhe conceder todos os desejos, até mesmo o de acabar com a vida dela. E quando uma atracção inexplicável leva a uma traição chocante, Allie vê-se confrontada com as questões sentimentais mais difíceis: quando é que o amor ultrapassa os limites da obrigação moral? e o que é que significa amar verdadeiramente alguém?»

Imprensa Internacional

“...Uma inspirada reflexão sobre o amor…Picoult dedica uma atenção apaixonante às personagens principais, dando forma a uma exploração sensível do equilíbrio do amor.” PUBLISHERS WEEKLY

“Picoult escreve com um toque refinado, um olhar atento ao pormenor e um entendimento da delicadeza e da complexidade das relações humanas.”
THE BOSTON GLOBE

“Picoult, mais uma vez, aborda um assunto  intenso e usa o seu estilo genial e complexo para expor todos os tons de cinzento na perfeição.” COSMOPOLITAN

Video de promoção do livro(retirado do youtube):
A  escritora Jodi Picoult:

"Jodi Picoult nasceu e cresceu em Long Island. Estudou Inglês e escrita criativa na Universidade de Princeton e publicou dois contos na revista Seventeen enquanto ainda era estudante. O seu espírito realista e a necessidade de pagar a renda levaram Jodi Picoult a ter uma série de empregos diferentes depois de se formar: trabalhou numa correctora, foi copywriter numa agência de publicidade, trabalhou numa editora e foi professora de inglês. Aos 38 anos é autora de onze best sellers e em 2003 foi galardoada com o New England Bookseller Award for Fiction."
Site do Wook 

Entrevista a Jodi Picoult (retirado do youtube):

Minha opnião:

Este foi o primeiro livro que li de Jodi Picoult, já tinha lido muito sobre esta escritora e estava muito curiosa e com grandes espectativas, desde já digo que não me desiludi, nada disso, fiquei muito bem impresionada e adorei este livro, só tem um senão, mas esse é exclusivamente meu, o tema é muito "forte", o direito à morte por compaixão, nome comum eutanásia. O modo como é abordado o tema da eutanásia mecheu muito comigo, julgo que agora entendo o que lia sobre Jodi, ela retrada as realidades mais dolorodas de uma forma tão real que custa e doi o desfolhar do livro.
Eu sei que já é normal eu entrar dentro dos livros e viver com as personagens a história, pois eu até costumo dizer que custa sair do enredo e voltar ao sofã, imaginem neste caso. O relato da vida amorosa de Jamie com Maggie e o de Cam com Allie, são uma tempestade no amor e é disso que no fundo este livro  fala do amor.
O julgamento de Jamie que é acusado de ter matado a esposa Maggie, que se encontrava com cancro na fase terminal, a traição de Cam tudo isto foi vivido por mim de modo muito intenso, dado a maravilhosa descrição que a Picoult proporcionou e a atmosfera criada ao longo desde livro em redor de cada personagem é fabulosa.Gostei muito das personagens que Jodi Picoult criou neste romance, são personagens cheias de alma, com um pasado e um presente bem marcantes.
Este livro de Picoult trata da eutanásia e do adultério, como já referi anteriormente, tendo por base o amor que existe entre duas pessoas e aqui vamos viver no meio de uma tempestade de sentimentos e uma questão prevaleceu na minha mente: "E se fosse eu, o que faria?".
Gostei, recomendo, e vou continuar a ler Jodi Picoult (após uma breve pausa).

Excerto:
"...Jamie virou-se para Cam.
-Nunca tinha visto uma esquadra de polícia com flores.
Cam olhou para o arranjo.
-É a minha mulher. É dona de uma loja aqui. Faz um todas as semanas-observou Jamie tocar com o dedo nas pétalas frágeis de um lírio, esfregando-as delicadamente de forma que Cam sentiu o aroma leve a chuva do outro lado da sala.
- Ama-a?
Cam recuoru um passo.
- A minha mulher? Claro.
- Quanto?
Cam sorriu um pouco.
- Há um limite?
Jamie encolheu os ombros.
-Diga-me você. O que era capaz de fazer por ela? Mentiria por ela? Roubaria? Mataria por ela?"