QUANDO LEIO, SOU EU QUEM DECIDE O RUMO DA VIAGEM: UM LUGAR ONDE OS MEUS SENTIDOS SE PERDEM E EU ME ENTREGO AOS MEUS SONHOS, SEM PRESSA NEM MEDO. SE EU LER ALGO SOMENTE PORQUE "TODOS LEEM" NÃO SEREI SENHOR DO MEU PRÓPRIO DESTINO. (TEXTO DE VALDEIR ALMEIDA)
"Dois inadaptados. Um amor extraordinário. Eleanor... é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo roliça e ruiva, e com a sua forma estranha de vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos. Park... é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado nos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa a mudar quando Park aceita que Eleanor se sente ao seu lado no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco nasce uma genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor aparece. Porque o amor é um superpoder." retirado do site wook
Opinião:
Esta é uma releitura,a primeira vez que li foi em 2015, já faz 6 anos. Recordo que gostei muito deste livro e decidi voltar a ler novamente para relembrar Eleanor e Park também, obviamente. Toda esta relação de amizade e amor deixou-me encantada da primeira vez e apesar de já saber o final voltei a ficar rendida. Minha opinião aqui.
«Dois inadaptados. Um amor extraordinário. Eleanor... é uma miúda nova na escola, vinda de outra cidade. A sua vida familiar é um caos; sendo roliça e ruiva, e com a sua forma estranha de vestir, atrai a atenção de todos em seu redor, nem sempre pelos melhores motivos. Park... é um rapaz meio coreano. Não é propriamente popular, mas vestido de negro e sempre isolado nos seus fones e livros, conseguiu tornar-se invisível. Tudo começa a mudar quando Park aceita que Eleanor se sente ao seu lado no autocarro da escola. A princípio nem sequer se falam, mas pouco a pouco nasce uma genuína relação de amizade e cumplicidade que mudará as suas vidas. E contra o mundo, o amor aparece. Porque o amor é um superpoder.» retirado do site wook
As duas capas a portuguesa e a estrangeira, das duas eu pessoalmente gosto mais da portuguesa.
Críticas...
«Divertido, cheio de esperança, sensual e verdadeiramente de levar às lágrimas, este romance irá conquistar adultos e jovens.» Kirkus Review
«Este romance lúcido, sexy e terno vibra de punk rock e amor verdadeiro. Os leitores irão deixar-se arrebatar por Eleanor &Park.»
GAYLE FORMAN, autora de If I Stay e Where She Went
«Nunca vi nada comoEleanor & Park. É uma belíssima história de amor. Relembrou-me o que é ser jovem e apaixonado por uma rapariga, mas também ser jovem e apaixonado por um livro.»
John Green, autor de A Culpa é das Estrelas
«A relação pura, de mãos dadas com o medo, e surpreendentemente madura que Eleanor & Park desenvolvem é urgente e de cortar a respiração...e de nos quebrar por dentro.»
BOOKLIST
«Eleanor & Park é um livro tão bom que corta a respiração, sobre o amor entre dois inadaptados.»
STEPHANIE PERKINS, autora de Anna and the French Kiss e Lola and the Boy Next Door
«Doce, ousado e terno...Rainbow Rowell escreveu uma história inesquecível sobre dois inadaptados que se apaixonam. Esta estreia irá abrir o caminho até ao seu coração e permanecer lá.»
COURTNEY SUMMERS, autora de This is Not a Test e Cracked Up to Be
«Numa singular e surpreendente exploração do amor entre dois miúdos descontextualizados e inadaptados, Rowell mostra-nos a beleza das coisas frágeis e quebradas.»
STEWART LEWIS, autor de You Have Seven Messages
Book trailer...
Minha opinião:
Terminei a leitura deste livro à cerca de uma hora, por isso ainda estou dentro do livro. Ainda estou com Eleanor e Park aqui ao meu lado, ou mesmo dentro do meu coração. Este é um dos livros mais comoventes e ao mesmo tempo mais revoltantes que li este ano. Adorei a escrita de Rainbow Rowell,o modo como ela conseguiu caracterizar as personagens principais e o meio familiar em que estão inseridas. Tenho pena que não tenha mais nenhum livro na nossa língua materna, mas há-de ter, um dia, quem sabe. Eleanor é uma adolescente inadaptada, ruiva e roliça, que vive no seio de uma família completamente desestruturada. O seu pai à muito que não quer saber dela e dos seus irmãos mais novos. A sua mãe, que segundo Eleanor é de uma beleza estrema vive com um homem, Richie, que maltrata física e psicologicamente a mãe de Eleanor e toda a família. Constantemente bêbado ou drogado, não dá um minuto de paz emocional naquela casa que tanto precisa de paz. Mas dos filhos todos do primeiro casamento da sua companheira Richie não suporta mesmo é Eleanor, já a colocou fora de casa uma vez, tendo ela ido viver com uma outra família durante um ano. Contudo, depois a sua mãe, que a adora e a tenta proteger do padrasto, foi buscá-la de novo para uma "casa" que mais parecia um casebre. Não bastando os problemas que todas as famílias desconectadas têm, Eleanor também é rejeitada na sua nova escola, sendo gozada por ser gorda e ruiva. Ela é uma menina forte interiormente e tenta sempre superar tudo, mesmo sendo vítima de bulling, o que não é referido directamente no livro, mas o comportamento dos colegas levam a concluir exactamente isso. Park é um jovem coreano, que tem uma família feliz, um pai que ama loucamente a sua mãe. É o único miúdo do bairro que tem os pais juntos, todos os outros têm os pais separados. Só este facto dá a Park uma enorme estabilidade emocional. Ele questiona-se se um dia irá encontrar alguém para toda a vida, assim como os seus pais se encontraram e ser feliz como eles. Park tem um irmão mais novo que fisicamente nada tem a ver com ele sai mais ao lado do pai, e ele sai à mãe que é coreana. Park gosta de música punk e de banda desenhada. Tem amigos agora, mas também já sentiu na pele a rejeição, por ser diferente, por ser coreano. Quando Eleanor conhece Park, depois de se sentar no autocarro ao lado dele no primeiro dia de escola, Park apercebe-se que ela lê a banda desenhada dele no autocarro então decide emprestar-lhe alguns livros, assim como gravar algumas músicas para ela ouvir. Começam a falar e a conhecerem-se melhor, e acabam por se apaixonar um pelo outro, talvez pelas diferenças, talvez pelo facto de no meio das diferenças serem tão parecidos, quem sabe? É o amor de dois adolescentes, nunca se sabe explicar o amor muito menos nestas idades. Contudo as coisas não são fáceis para Eleanor, e o seu namorado Park sofre por ela e com ela. Esta dor está também descrita no livro que nem me atrevo a contar mais nada. Mas é uma dor profundamente angustiante, tremendamente dolorosa. Eleanor tem em Park o seu refugio, o seu primeiro amor, o seu primeiro namorado, é a ele que ela dá o seu primeiro beijo. Park tem em Eleanor a mulher que quer para todo o sempre, aquela que o fará feliz tal como os pais são felizes. Mas a vida não é um conto de fadas, apesar de nestas idades se pensar que sim, pelo menos Park pensa que sim, Eleanor já sofreu muito na sua vida para acreditar no ...viveram felizes para todo o sempre... Será que Eleanor está enganada? Afinal existem contos de fadas e a vida dela com Park vai ser um? Leiam o livro, vão certamente, revoltar-se, angustiar-se, vai cair a lagrimita, vão sorrir, sei lá...eu fiz isto tudo. Mas tenho uma certeza, histórias como a de Eleanor não acontecem só em livros existem muitas Elearnores por ai em sofrimento, em famílias desestruturadas, com padrastos alcoólicos e drogados, que batem nas suas mães e mal tratam física e psicologicamente as famílias e que no fim saem quase sempre impunes. Foi tendo isto em consideração que me fez apaixonar por esta adolescente poderosa e interiormente forte, assim fossem todas as vítimas destes animais. Desculpem a minha sinceridade, mas como disse no inicio acabei de ler o livro à pouco tempo e ainda tenho os personagens dentro do meu peito. Espero que leiam o livro e que gostem tanto quanto eu.
Excertos: «-Acho que nem respiro quando não estamos juntos - sussurrou ela. - Ou seja, quando te vejo na segunda de manhã, passaram tipo sessenta horas desde que ganhei fôlego. Deve ser por isso que estou tão rabugenta e que mando vir contigo. Quando estamos separados, só consigo pensar em ti, e quando estamos juntos, só consigo sentir pânico. Porque cada segundo me parece tão importante. E como estou assim descontrolada, não consigo evitar. Já nem sequer sou minha, sou tua, e se tu decidires que não me queres? Como é que tu podes querer-me como eu te quero? Ele ficou calado. Queria que tudo o que ela acabara de dizer fosse a última coisa que ele ouvisse. Queria adormecer ao som de como eu te quero nos ouvidos.» pág.116 / 117 «Quando Eleanor estava perto de raparigas assim - como a mãe de Park, como a Tina, como a maioria das miúdas do bairro -, ficava a pensar onde é que elas guardariam os seus órgãos. Tipo, como é que podiam ter estômago e intestino e rins, e ainda usar calças de ganga tão apertadinhas? Eleanor sabia que era gorda, mas não se sentia assim tão gorda. Sentia os ossos e os músculos logo abaixo da banha, e também eram grandes.» pág.130 «Como ele olha para mim. Como se fosse apenas uma questão de tempo. Não é que me queira para isso, não. É como se tivesse a certeza de que me vai apanhar. Quando não houver mais nada nem mais ninguém a quem destruir. Como ele espera por mim. Como ele sabe sempre de mim. Como ele está sempre presente. Quando estou a comer. Quando estou a ler. Quando estou a escovar o cabelo. Tu não vês. Porque eu finjo que também não vejo.» pág.288