segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A escritora Luanne Rice

Luanne Rice
«Luanne Rice é autora de mais de duas dezenas de livros, marcando regularmente presença na lista dos mais vendidos do New York Times, Washington Post e USA Today. A sua escrita, descrita pelo New York Times Book Review como uma «rara combinação de realismo e romance», tem fascinado milhões de leitores em todo o mundo. A autora está publicada em 25 países, com mais de 25 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Em Portugal, depois de A minha verdade é o amor, surge agora Espero por ti este Inverno.
Rice desde cedo revelou talento para a escrita, tendo publicado o primeiro poema aos 11 anos e a primeira história aos 15. Depois de uma passagem pela Universidade do Connecticut, teve vários trabalhos até se dedicar em exclusivo à escrita.
Luanne Rice vive entre Nova Iorque e Old Lyme, no Connecticut, na casa onde costumava passar os Verões quando era criança.»
retirado do site wook
Boas leituras!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

"O Estranho caso de Benjamin Button" de F. Scott Fitzgerald

Título original:"The Curious Case of Benjamin Button"
Título em Portugal:"O Estranho caso de Benjamin Button"
Autor: F. Scott Fitzgerald
Tradução: Fernanda Pinto Rodrigues
2.º Edição:Janeiro de 2009
Páginas: 76
Editor:Editorial Presença
Colecção Grandes Narrativas
ISBN: 9789722340533
Sinopse
Na génese deste conto publicado pela primeira vez em 1922 terá estado, segundo F. Scott Fitzgerald, uma observação de Mark Twain em que o escritor lamentava que a melhor parte da vida fosse ao início e a pior no fim. Assim nasceu Benjamin Button, mas, como o leitor poderá começar a adivinhar, para grande desgosto e estupefacção de todos os envolvidos, o «pequeno» Benjamin vem ao mundo com a aparência, o tamanho e as peculiaridades de um homem de 70 anos… O Estranho Caso de Benjamin Button inspirou uma adaptação ao grande ecrã.
Críticas de imprensa
«[...] há sempre algo de terno que se liberta destas frases de Fitzgerald, como se ele quisesse dizer que comece a vida por onde comece, o final é sempre o mesmo, mas o importante é aquilo que fazemos com os dias do meio.»
José Riço Direitinho, Público
«Um dos prazeres de reler as histórias de Fitzgerald é redescobrir como são de facto boas.» The New York Review of Books 

«Mais do que suficiente para reeleger Fitzgerald como mestre do conto.» The Philadelphia Inquirer 

«Fitzgerald é um escritor [...] e consegue encantar um mundo desencantado.» Die Zeit

Minha Opinião:
Muito honestamente não fazia parte dos meus planos literários a leitura deste livro, até porque ando na onda de escritores portugueses. No entanto, e como eu costumo dizer, não somos nós que escolhemos os livros mas eles que nos escolhem. Tenho este livro na minha estante desde 2009, nunca lhe prestei muita atenção, no meu intimo só queria ler o livro antes de ver o filme, mas quando não sabia.
Chegou a hora de o livro me escolher e certamente não podia ter sido a melhor. Adorei este conto de F.Scott Fitgerald, simplesmente maravilhoso. Uma história simples que teve momentos em que senti compaixão pelo pobre Benjamin e outras em que achei uma enorme piada. Não é um livro que possa desenvolver muito sem ter que tocar na história. Benjamin nasce velho e morre bebé...no mínimo estranho. Mas para além da estranheza imaginemos que isto acontecia mesmo interior da nossa família...Qual seria a nossa reação? A sociedade estaria preparada? Pois para além de um conto belíssimo, faz-nos pensar sobre alguns aspectos da vida humana. Será que a diferença ainda choca e ainda é renegada?  
Uma leitura simples que tem momentos de riso e outros de introspecção, aconselho vivamente. Agora tenho que ver o filme;)

Classificação: 5/7(Muito Bom)
Boas leituras!

F. Scott Fitzgerald



Francis Scott Fitzgerald (24 de setembro de 1896, Saint Paul, Minnesota - 21 de dezembro de 1940, Hollywood) foi um escritor americano.Fitzgerald é considerado um dos maiores escritores americanos do século XX. Suas histórias, reunidas sob o título Contos da Era do Jazz, refletiam o estado de espírito da época. Foi um dos escritores da chamada "geração perdida" da literatura americana.Francis Scott Key Fitzgerald nasceu em Saint Paul, Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de setembro de 1896. Oriundo de família católica irlandesa, ingressou na Universidade de Princeton, mas não chegou a se formar. Durante a primeira guerra mundial, alistou-se como voluntário. Começou a carreira literária em 1920, com This Side of Paradise (Este Lado do Paraíso), romance que lhe deu grande popularidade e lhe abriu espaço em publicações de grande prestígio, como a Scribner's e o The Saturday Evening Post. Seu segundo romance, The Beautiful and Damned (Os Belos e Malditos), foi publicado em 1922.Com a esposa, Zelda Sayre, que introduziria um componente trágico na vida do escritor (em 1930 foi internada num hospício), Fitzgerald mudou-se para a França, onde concluiu o terceiro e o mais célebre de seus romances, The Great Gatsby (1925; O Grande Gatsby). Essa obra, uma das mais representativas do romance americano, descreve a vida em alta sociedade com uma aguda reflexão crítica. Em 1934 publicou Tender is the Night (Suave é a Noite), romance pungente que o autor considerava sua melhor obra.Com a saúde já abalada pelo alcoolismo, Fitzgerald mudou-se então para Hollywood, onde trabalhou como roteirista cinematográfico. Em 1939 começou a escrever seu último romance, The Last Tycoon (O Último Magnata), publicado postumamente em 1941. A obra era sua última tentativa de retratar a personalidade de um grande artífice do "sonho americano".(retirado da Wikipédia)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Leituras de escritores portugueses...

Este ano sinto que estou diferente nas minhas escolhas literárias, talvez seja uma fase sinceramente não sei. O Desafio dos escritores portugueses, apesar de já estar concluído, eu continuo com uma tendência para continuar a ler livros de escritores nacionais.
Como tal vou continuar nesta onda de leitura dos nossos escritores, sejam leituras leves ou não estou a gostar desta minha nova fase literária.
Boas leituras! 

"Os Náufragos do Amor" de Rui Araújo

Título original:"Os Náufragos do amor"

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 192
Editor: Oficina do Livro
ISBN: 9789895554362

Sinopse
"Bill, um irlandês que vive nos arredores de Lisboa, é a única testemunha do assassínio da sua companheira Carolina. Quando Miguel Neves, o inspector da Polícia Judiciária, chega ao local do crime, encontra o corpo da mulher no sofá e o homem a ser levado numa ambulância. Não descobre sinais de roubo ou arrombamento. Os dados da investigação estão lançados. 
No hospital, Bill é interrogado pela polícia e declara que dois homens o agrediram e mataram a mulher. Os investigadores tentam encontrar os alegados agressores. Descobrem que a relação de Bill com Carolina já conhecera dias melhores e que o irlandês viajava com demasiada frequência para a sua terra natal. Quando o detective Neves e o seu colega Nicolau viajam até Cork, descobrem que a vida de Bill é mais misteriosa do que parece. 
Os Náufragos do Amor é uma obra que introduz o leitor no quotidiano peculiar da investigação policial ao mesmo tempo que o leva a questionar-se sobre os limites do amor, confirmando a mestria narrativa de Rui Araújo."

Minha Opinião:
Não gostei. Simplesmente isso e nada mais. Uma história banal sem a capacidade de me conseguir prender ao enredo. Um policial misturado com uma história de amor ou o contrário. Muito honestamente acabei o livro só para não colocar de lado. Mas agora arrependo-me pois fiquei tão desiludida que parece que perdi a pedalada com que tenho andado estes ano, para poder concretizar o meu objectivo. Mas enfim...


Classificação: 1/7
Boas leituras!

Rui Araújo

"Rui Araújo nasceu em Lisboa. Foi correspondente da RTP e da ANOP em Paris antes de integrar a equipa do programa Grande Reportagem - foi o primeiro jornalista português a entrar em Timor depois da invasão indonésia.
Em 1967, participou na investigação do "Irangate" para a CBS News. Colaborou também na UPI, RFI, TSF, no Expresso, n'O Jornal e na revista Grande Reportagem - de que é co-fundador. Membro do International Consortium of Investigate Journalists, é colaborador do jornal Público e Le Point. Tem nove prémios de jornalismo.
É autor de um livro sobre Timor e dos romances policiais À Queima-Roupa e Lisbon Killer. Sonha com uma volta ao mundo de veleiro pelos cabos míticos."

domingo, 22 de janeiro de 2012

"Uma noite não são dias" de Mário Zambujal

Título:"Uma noite não são dias"
Autor: Mário Zambujal

3.º Edição:Dezembro de 2009
Páginas: 128
Editor:Planeta
ISBN: 9789896570309

Sinopse
"Na Avenida Vertical, nome de uma torre habitacional de 98 andares, símbolo citadino do ‘esquisito ano de 2044’, ocorrem dois misteriosos assaltos: o roubo de um helicóptero no heliporto que encima o edifício e o roubo de uma coroa de uma rainha portuguesa na Praça das Artes, uma das várias praças interiores. Nesta atmosfera de mistério desfilam as personagens principais: Antony, um historiador, a mulher Grace e o amigo escultor, James.
Segundo a editora Planeta, "Uma noite não são dias" é "uma crónica inteligente da época em que vivemos". Para além disso, a perspectiva original sobre as presumíveis evoluções que encontramos caricaturadas na prosa ágil de Mário Zambujal "leva o leitor do sorriso à gargalhada." (site wook).
Minha Opinião:
Gostei imenso de ler este pequeno livro, a minha maior pena é o facto de não ter feito uma leitura continuada. Mas muito sinceramente para mim foi um livro soberbo na arte de fazer rir. Mário Zambujal, escritor que descobri este ano, surpreende-me mais uma vez e sempre pela positiva.
Bom o enredo ocorre no ano de 2044, onde o mundo que nós conhecemos agora é analisado com um sentido de humor único e hilariante.Escrever cartas e postais à mão, nem pensar, carros e máquinas respondem e são activados pela voz humana, mulheres comandam e chefiam as diferentes áreas do poder. Comida caseira é um luxo a que poucos se dão ao requinte de a poder confessionar e bem, claro!
Este livro é de um humor brilhante, adorei, aconselho... por momentos ri e sorri do ser humano...
Excertos:
"-Assim seja. Os noticiários da manhã também revelaram que o campeonato feminino de futebol tem o triplo de espectadores do que o campeonato masculino.
- É natural, elas jogam melhor. Em compensação, sejamos justos, há dois homens nos cinco primeiros lugares da Fórmula Um." (pág.19)
Classificação: Muito Bom 4/7
Boas leituras!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Amigas para sempre" de Fátima Lopes

Título:"Amigas para sempre"
Autor: Fátima Lopes

3.º Edição:Novembro de 2011
Páginas: 200
Capa: Compañia
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896263485
Sinopse
"Ana, Joana e Raquel reúnem-se para comemorar os 40 anos de Carla. Mas o que se esperava ser, apenas, um jantar de aniversário animado entre amigas, cedo se transforma numa noite emocionante, onde se vão revelar segredos há muito escondidos e fazer descobertas surpreendentes que irão transformar para sempre as vidas de cada uma destas mulheres. Depois desta noite, Ana, Joana, Raquel e Carla não voltaram a ser as mesmas. Mas a amizade que as une vai-se tornar mais forte e sincera do que nunca."
Excerto:«Há sempre tempo para mudar e para conseguir o que de melhor a vida tem para nos oferecer. Chega de viver a vida a meio gás. Com medo. Limitadas por barreiras que nós próprias construímos, mas que na verdade não existem. Quando se quer, a vida está sempre pronta para nos dar uma segunda oportunidade. Basta vivê-la, sem fazer batota.»
Minha opinião:
Sem sombra para dúvida este é mais um livro sucesso, para juntar aos anteriores livro. Quatro amigas, quatro segredos, quatro vidas, mas todas elas só desejam uma coisa a Felicidade. Um livro notoriamente ligado ao universo feminino mas que inevitavelmente está ligado a amores e desamores.
Quatro mulheres que são quatro amigas, juntam-se para festejar os 40 anos de Carla e é assim que começa o relato das suas vidas. Relato que vai deixando cada uma delas exposta, sem capa e com as defesas em baixo.
Carla, a moderna Carla vive uma fachada que ninguém imaginava...e Ana a mulher bem casada, que tem um marido que a adora mas continua com uma paixão de liceu mal resolvida. Temos o drama da vida de Joana, advogada ao que tudo indica bem na vida. Joana não pode ter filhos e por este factor e muitos outros, Joana vive uma vida conjugal horrível...até ao dia.
Raquel divorciada à 5 anos, com duas filhas adolescente, continua na esperança que o marido volte para casa, largando a miúda com quem vive. Mas esta espera vai destruindo o intimo de Raquel, ainda mais quando descobre que, a presente mulher do seu ex está grávida e ainda para mais de um rapaz.
Vidas de encontros e desencontros. Um livro que se lê muito bem, e que me proporcionou alguns momentos de reflexão.
EXTRACTO:
"A todas, Joana, com a sua coragem para se erguer depois de tudo o que acontecera, tinha ensinado uma grande lição. Há sempre tempo para mudar e para conseguir o que de melhor a vida tem. Chega de viver a vida a meio gás. Com medo. Limitadas pelas barreiras que nós próprias construímos, mas que na verdade não existem, só existem na nossa cabeça. Quando se quer, a vida está sempre pronta para nos dar uma segunda oportunidade. Basta vivê-la, sem fazer batota." 
Classificação:Gostei Muito 4 / 7.
Boas leituras!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

"O menino que não gostava de ler" de Susanna Tamaro

Título original: "Papirofobia"
Título em Portugal:"O menino que não gostava de ler"
2.ª edição: Março de 2001
Páginas:38
Editora:Editorial Presença
ISBN:9789722326933
Tradução: Maria Luísa Jacquinet
Capa e Ilustrações: Ute Krause

Sinopse
No dia em que Leopoldo fez oito anos, os pais ofereceram-lhe dois livros, tal como acontecia em todos os aniversário desde que tinha nascido! Leopoldo sentiu-se tão triste e infeliz... não gostava mesmo nada de ler. Sempre que tentava fazê-lo, as letras começavam a misturar-se umas nas outras numa grande confusão de rabiscos pretos sem qualquer significado. Mas os pais não entendiam o seu problema e insistiam tanto para que ele lesse que um dia Leopoldo decide fugir de casa! É então que conhece alguém muito especial, um grande amigo, que descobre o que realmente se passa com ele e juntos começam a partilhar muitas e muitas páginas de aventuras, sonhos e fantasia... 

O Menino Que Não Gostava de Ler é outro exemplo do excelente trabalho feito por Susanna Tamaro na literatura infantil.

Minha opinião:

Já fazia muito tempo que não lia nada desta escritora, talvez por uma saudade da sua escrita, que sempre me cativou bastante, decidi hoje pegar neste livrinho. É certo e sabido que gosto muito de ler livros infantis, ainda à pouco tempo li um do Valter Hugo Mãe e postei a minha opinião aqui no blogue. 
Mas não gosto de qualquer livro infantil, tem que ser do tipo dos 8 aos 80, se é que me faço entender. E foi exatamente isso que encontrei neste livro.
Leopoldo é uma criança com 8 anos, que no seu aniversário queria um par de sapatilhas, para poder caminhar pelos parques e ruas da sua vila. Mas ao contrário do que estava à espera os pais oferecem-lhe dois livros e Leopoldo não gostava de ler, chegava mesmo a ter pesadelos com livros transformados em monstros e monstros transformados em livros.
Nesta cabecinha de 8 anitos a solução para o seu problema foi fugir de casa, é então que no meio de algumas peripécias o menino encontra um velhinho que era cego. 
Não vou adiantar mais pois acho que este livro merece ser lido, é uma homenagem aos leitores e escritores. Fantástico!

Classificação: Muito Bom 5/7
Boas leituras!

Susanna Tamaro


"Escritora italiana, Susanna Tamaro nasceu a 12 de dezembro de 1957, na cidade de Trieste, no Nordeste do país. Oriunda de uma família aparentada com o célebre escritor Italo Svevo, foi posta aos cuidados dos avós maternos, já que os pais de Susanna se divorciaram logo a seguir ao seu nascimento. Cresceu escutando as histórias que o avô lhe contava sobre as duas terríveis guerras mundiais que devastaram a região. 
Em 1963 deu início aos seus estudos primários na escola local, dividida em duas secções, uma masculina e a outra feminina. 
Terminando o ensino secundário em Trieste, recebeu, em 1976 uma bolsa de estudos para frequentar o Centro Experimental de Cinematografia de Roma, para onde se transferiu. Aí veio a apresentar, como tese de licenciatura e em coautoria com dois outros estudantes, uma curta-metragem de animação, com o títuloL'Origine del Giorno e della Notte
Em 1977 começou a colaborar com o realizador Salvatore Samperi, tornando-se eventualmente sua assistente em 1979. Passou depois a rodar documentários para a televisão. Seguiu-se um período de trabalhos precários, durante o qual colaborou esporadicamente para o departamento de programação da cadeia de televisão RAI. 
Susanna Tamaro havia começado a escrever em 1978 e, em 1981, completou o seu primeiro livro, Illmitz, que não conseguiu publicar. Não obstante, acabou por publicar o seu primeiro trabalho em 1989, La Testa Fra Le Nuvole (Com a Cabeça nas Nuvens), romance que venceu o Prémio Elsa Morante. Seguiu-se Per Voce Sola (1991, Para Uma Voz Só), obra que não passou despercebida ao famoso realizador italiano Federico Fellini, que dela disse: "Só Dickens me conseguiu comover tanto". Foi galardoada com o Prémio do Pen Club no mesmo ano. 
Em 1992 apareceu o seu primeiro livro para crianças, Cuore Di Ciccia e, em 1994 publicou aquele que foi considerado o livro italiano de maior sucesso no século XX, Va' Dove Ti Porta Il Cuore (Vai Aonde Te Leva o Coração), romance de justiça e perdão, em que o ódio e a intolerância se desvanecem com a reconciliação. Escrita sob a forma de cartas enviadas por uma avó moribunda à sua neta que vive nos Estados Unidos da América, e que tenta convencer a refletir sobre o passado, a obra foi galardoada com o Prémio Donna Cittá di Roma. 
Em 1997 publicou Anima Mundi (A Alma do Mundo), um romance de compaixão e comoção, e Cara Mathilda(Querida Mathilda), recolha de correspondência e reflexões diversas, e que haviam aparecido anteriormente no periódico Famiglia Cristiana. Entre outras obras, publicou também Respondimi (2001, Responde-me) ePiù Fuoco, Più Vento (2002, O Fogo e o Vento)." (retirado na integra da Infopédia)
Boas leituras!

domingo, 15 de janeiro de 2012

"O Diário de Rutka" de Rutka Laskier

Título original:"Pamienik, Rutki Laskier
Título em Portugal:"O Diário  de Rutka"
1.ª edição: Novembro de 2007
Páginas:84
Editora: Sextante
ISBN:9789898093387
Tradução do polaco (diário): Maria Milewska Rodrigues
Tradução do inglês (apresentação): Teresa Carvalhal

 Sinopse:

"O Diário de Rutka é o diário uma jovem judia polaca que foi assassinada com 14 anos em Auschwitz.
Retrata o quotidiano da jovem Rutka Laskier em Bedzin, na Polónia, e depois no gueto para onde a família se viu obrigada a mudar. Foi revelado, mais de 60 anos depois dos acontecimentos, por uma amiga polaca, Stanislawa Sapinska, hoje com mais de oitenta anos, que o tinha escondido.
Trata-se de um testemunho extraordinário e tocante sobre a realidade da barbárie nazi, vista através dos olhos desta “Anne Frank polaca”.
A meia-irmã israelita de Rutka, Zahava Scherz, escreveu um prefácio para o livro, contando o passado de seu pai, o único sobrevivente da família ao Holocausto, e desta irmã que julgava perdida e afinal reencontra através deste diário. O livro é portanto também a história do reencontro entre estas duas irmãs." (retirado daqui)

"Rutka Laskier começou a escrever seu diário aos 14 anos. Judia, morava num gueto da cidade de Bedzin, na Polônia invadida pelos nazistas. Durante três angustiantes meses de 1943, enquanto aguardava a deportação para um campo de concentração, escreveu sobre o destino que previa para si mesma, confirmado logo depois, quando morre numa câmara de gás, em Auschwitz. Ignorado até mesmo pela família por seis décadas, O diário de Rutka finalmente vem à tona e ganha repercussão imediata em todo o mundo pelo seu inegável valor histórico e precária beleza.
Ao contrário de Anne Frank, com quem vem sendo comparada, Rutka tinha consciência do que a aguardava se fosse enviada para um campo de concentração e essa espera pelo pior permeia todo o livro. Morando no gueto de Bedzin e convivendo com seus carrascos de perto, Rutka presenciava atrocidades e sabia que seu destino seria Auschwitz, a cerca de 40 quilômetros de sua casa. Em seu diário, o ódio dos alemães, a privação de comida e o temor das câmaras de gás eram intercalados com histórias sobre seus amigos, paixões de adolescente e questionamento da existência de Deus.
O diário ficou guardado por 63 anos. Nem mesmo seu pai, único da família a sobreviver ao Holocausto, sabia da existência das anotações. Sua guardiã, Stanislwa Sapinska, amiga católica da família Laskier, conhecia as anotações da amiga adolescente e sabia o quanto ela ansiava em deixar um registro sobre o período.
Sapinska recuperou as anotações do esconderijo da casa de Rutka, sob o piso duplo da escada, pouco depois dela ter sido levada para Auschwitz. Aos 80 anos, radicada em Nova York, Stanislwa decidiu resgatar as pistas que a levassem até a família de Rutka e, em comum acordo com os parentes da amiga, entregar os originais ao Museu do Holocausto. Desde então, O diário de Rutka já ganhou edições em polaco, hebraico, inglês, espanhol, italiano e japonês.
O diário de Rutka tem prefácio de Zahava (Laskier) Scherz, filha do segundo casamento do pai de Rutka, e fotos da família da jovem antes da tragédia" (retirado daqui)

Excertos do livro:
"Mal posso acreditar que estamos já em 1943, é o quarto ano deste inferno (...) Se pudesse dizer: acabou, só se morre uma vez... Mas não posso, porque apesar de todos os horrores, queremos viver, esperar por amanhã." Rutka Laskier

"Os polacos apelidaram Rutka de "a Anne Frank polaca". A cidade de Bedzin glorifica a sua memória e eu observo o cenário do assassinato da minha família, da minha irmã, e sinto a dor da missão que aceitei de modo a honrar a sua memória e fazê-lo com dignidade e amor." Zahava (Laskier) Scherz.

"Algo em mim se destruiu. Quando passo ao pé de um alemão, tudo em mim se contrai. Não sei se é por medo ou por ódio. Queria poder torturá-los, e às suas mulheres e aos seus filhos, que largaram os cães sobre nós, bater neles, estrangulá-los vigorosamente, mais e mais ainda." (páginas 50 e 51)

"Oh, esqueci-me da coisa mais importante. Vi co
mo um soldado arrancou um bebé, que tinha somente uns meses de idade, dos braços da mãe, antes de esmagar a sua cabeça contra um poste eléctrico. O cérebro do bebé explodiu contra a madeira. A mãe ficou louca" (página 53)

Minha opinião:

Muito honestamente não consigo dar uma opinião sobre este livro_Diário. Mecheu muito comigo e mais uma vez me fez sentir repugnancia em relação à natureza humana. Claro que nem todos fariam o que fizeram os militares alemães mas por ser lado temos alguns que ainda hoje praticam tortura e a dita sociedade moralmente evoluida nada faz.

Dado que não consigo dar uma opinião sobre este diário e devido à natureza do mesmo, estou a ter dificuldades em o classificar, no entanto, e dado que  é merecedor de um forte louvor para quem fica a conhecer a realidade podre de uma época vou classificar o livro_diário.


Classificação: 7 /7
Boas leituras!

"Já não se escrevem cartas de Amor" de Mário Zambujal

Título:"Já não se escrevem cartas de amor"
Autor: Mário Zambujal
1.º Edição:Maio de 2008
Páginas: 186
Capa: Compañia
Editor: A Esfera dos Livros
ISBN: 9789896261146
 
Sinopse:
Duarte é um jovem bon vivant, que, entre as noites glamorosas passadas no Grande Casino Internacional do Estoril, as tardes de café no Chave D’Ouro, no Palladium ou no Martinho do Rossio e a vida boémia nas boîtes da capital, vê o seu coração ser arrebatado por uma jovem alta, esguia, loura e de sorriso luminoso, de nome Erika. Mário Zambujal transporta-nos, nesta novela de prosa clara e original, pautada de humor, imaginação e sensibilidade, numa viagem de imagens e memórias, à Lisboa dos anos 50. Uma época de apetites e excessos. De paixões e desventuras. Era um tempo em que havia tempo. Até se escreviam cartas de amor.
 
Excerto
«A certa altura, decidi que não poderia passar a noite parado como um legume, apelei à pouca coragem e disse para mim próprio: "Seja o que Deus e ela quiserem." Avancei lesto para a mesa de Erika e, lá chegado, tomou-me uma sensação de fracasso inevitável, mesmo de ridículo. Balbuciei por fim: «A menina não quer dançar comigo, pois não?»
 
Críticas de imprensa:
"O Duarte é um setentão. Enquanto espera a mulher, recorda a sua juventude, nos idos anos de 50, noites bem passadas, muita animação. E, pela mão dele, também vamos mergulhando nos hábitos, músicas, vocabulário (alguém ainda sabe o que é um bigode pigarço?), constrangimentos políticos e morais e outros aspectos que desenham uma época. (...) Um dos grandes trunfos de Zambujal (já era sabido) é a linguagem, suficientemente acessível para criar diálogos verosímeis e uma cadência de quase cavaqueira, ao mesmo tempo que transporta sem esforço para o cenário e para o tempo que evoca. (...) No final, fica um livro enxuto, que se lê de duas penadas, enquanto, sem darmos conta, regressamos ao passado de uma cidade e ao presente da boa escrita em português."
João Morales

Minha Opinião:
Este livro foi uma enorme surpresa, já tinha ouvido falar muito de um outro livro, que foi adaptado ao cinema, de Mário Zambujal, que é :"Crónica dos bons malandros", contudo nunca o li.
Muito sinceramente as minhas espectativas não eram nada elevadas, antes pelo contrário, mas ainda bem que não me deixei levar por este pensamento negativista. Estou muito feliz por ter dado uma oportunidade a este escritor português.Devo desde já referir que foi uma boa descoberta para este início de novo ano.
Inicialmemte foi, sem  sombra para dúvidas, a capa o elemento que me atraiu mal peguei no livro. Uma capa assim com um título tão sugestivo levantou as minhas espectativas. Este livro lê-se muito bem, é de letras gordas como eu gosto,  dividido em capítulos pequenos, que têm como título horas, ou seja, 17 horas e 35 minutos (primeiro capítulo) e 23h e 45 m (último capítulo).  Logo por aqui achei muito curioso e diferente, o que tornou desde logo a leitura atrativa.
O livro conta as recordações de um homem na casa dos setenta anos, enquando aguarda a chegada da sua esposa que foi dar um passeio  e fazer as habituais compras. 
Após o telefonema de César Mendonça um amigo de longa data de Duarte, a convidá-lo para o festivo almoço de aniversário... festejáva setenta e oito anos e estava feliz por poder juntar os velhos amigos, não em idade mas em amizade. Duarte  decide não ir mas esta sua decissão, tomada em frente de uma lareira num dia chuvoso de Inverno, vai transportar o narrador para a fantástica década de 50. Portugal estava sobre a alçada de Salazar, a PIDE estava em todo lado, os casinos, as boates, os amores e desamores de uma época. Duarte vai retratando o seu amor pelo sexo oposto, nas suas apreciações calorosas e fascinantes. Existe uma parte no livro que achei muita piada, foi quando ele saiu com uma das raparigas e só de ver as meias de vidro, que faziam as pernas mais bonitas e sedosas, ele conseguia imaginar o que estaria por cima daquele joelho maroto que a saia ao subir, não tardava em mostrar.
Passagem do ano de 50, Duarte vê aquela que seria a mulher dos seus sonhos Erika, a deslumbrante e maravilhosa Erika. Um amor que apareceu e floresceu entre ambos, mas Erika estava em Portugal durante alguns anos, depois teve de regressar para a Austria onde se encontra a sua família. Foi então aqui que surgiram as cartas de amor entre ambos...cartas essas que também trouxeram muito desamor.
O narrador à medida que nos vai colocando a par da sua vida profissional, amorosa e política da época de 50, também vai estabelecendo relações entre as tecnologias passadas e futuras.
Uma história que vicía desde as primeiras linhas até ao final, aconselho vivamente a sua leitura.
 
CLASSIFICAÇÃO: MUITO BOM (5/7)
Boas leituras!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Opinião - "Homens, Dinheiro e Chocolate" de Menna Van Praag

Título original: "Men, Money and Chocolate"
Título em português:"Homens, Dinheiro e Chocolate"
1.ª Edição: Janeiro de 2010
Páginas:214
Editor: Quinta Essência
ISBN:978-989-8228-21-5
Tradução: Carla Morais Pires
Capa:Maria Manuela Lacerda/Oficina o Livro, Lda.

Sinopse:

Maya é uma mulher como tantas outras, que passa os dias a sonhar com uma vida perfeita, plena de amor, sucesso e prazer. Tenta encontrar o homem ideal e a tão desejada realização profissional, e afoga as desilusões comendo chocolate. Mas isto apenas faz com que se sinta vazia e perdida. É então que Maya conhece alguém misterioso e é levada a embarcar numa viagem espiritual para descobrir o que tem andado a perder durante toda a sua vida... Uma fábula doce e comovente sobre o amor, a coragem e a revelação, Homens, Dinheiro e Chocolate desvenda o que pode acontecer quando se abre o coração aos segredos espirituais que o mundo material encerra. Esta história mostra-lhe que é possível amar um homem sem se perder a si própria, encontrar um trabalho que preencha o seu espírito e apreciar chocolates como uma fonte de prazer e não de sofrimento.
NOTA: Os direitos de "Homens, Dinheiro e Chocolate" foram cedidos para 19 países.

Homens
O amor é uma das melhores coisas da vida.
Mas, para que o verdadeiro amor floresça, precisamos, antes de mais,
de seguir os nossos sonhos
e de preencher o coração com eles.

Dinheiro
Se rechearmos a nossa vida apenas com bens materiais,
sentir-nos-emos mais vazios e perdidos no rumo
que nos conduz à verdadeira realização.

CHOCOLATE
Todo o potencial da vida pode escapar-nos por entre os dedos
 quando acreditamos que o caminho para o prazer
está coberto apenas com doces.

Uma história tocante e delicada sobre o amor e que mostra como é possível mudar de vida sem nunca perder a sua identidade.

Minha Opinião:
Quando decidi pegar neste livro para ler tinha as espectativas muito, mesmo muito baixas, cheguei mesmo a pensar que não o ia acabar. Isto tudo por causa do título, fazia lembrar-me aquele tipo de livro que eu já prometi não ler tão cedo, da escritora Margarida Rebelo Pinto.
Ainda bem que a minha intuição estava completamente errada e ainda bem que a minha mãozita foi pegar neste livro e tirá-lo da estante.
Este é para mim um livro de auto-ajuda, porquê? Por que fez com que eu me debruçasse sobre mim sobre o meu eu interior e fizesse eu mesma uma reflexão sobre o valor que determinadas estruturas têm na minha forma de estar no mundo.
A personagem princípal é Maya e como já foi referido na sinopse, é uma mulher comum que como muitas mulheres passa pela vida a sonhar com uma vida melhor. E é aqui que recide a grande a beleza deste livro e a LIÇÃO DE VIDA, para mudar a nossa vida não chega sonhar, os nossos sonhos não nos vão cair aos pés da noite para o dia. A concretização dos nossos sonhos requer luta interior, requer o estabelecimento de metas e objetivos pessoais. Não podemos ter medo de mudar a nossa vida.
"..._É preciso compreender os princípios básicos antes de ascender às verdades elaboradas. Se eu as revelasse já, não saberias o que fazer com elas. E, mais importante ainda, não acreditarias em mim." (pág. 29)
"... A maior parte das pessoas está demasiado ocupada a preocupar-se com elas próprias para poder prestar atenção a alguém." (pág.31)
As dádivas e lições que temos que tirar e construir na nossa vida, para a podermos viver em pleno são segundo Rose:"_ Compaixão. Coragem. União"(pág.36)
Este livro é simplesmente fantástico, recomendo vivamente para quem gosta do estilo, e mais uma vez não aprendi uma lição muito importante que é: Não me deixar iludir pelo titulo dos livros e ir sempre mais além.

Classificação: Adorei (recomendo vivamente)
Boas leituras!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Menna Van Praag

Menna Van Praag

       Menna Van Praag é uma escritora freelance, formada em Oxford, e aficionada por chocolates."Homena, Dinheiro e Chocolate" é o seu primeiro livro, considerado como semi-autobiográfico, pois reflete algumas das suas experiências. Em 2011 Menna Van Praag,lançou o seu segundo livro, intitulado:"Fama, Amor e Dinheiro". Este último livro pelo que já verifiquei (tenho na minha estante) é com a mesma personagem do primeiro livro da escritora.

Menna vive atualmente em Cambridge com o seu marido, Artur, um gastrónomo exímio. Encontram-se agora a realizar um sonho que desde há muito acalentavam, que é a abertura de uma livraria/café.