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terça-feira, 9 de março de 2021

32 # Opinião | "O pequeno livro dos medos" de Sérgio Godinho

 

Sinopse:
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e a leitura com apoio do professor ou dos pais.

Para além de ser um dos nossos melhores escritores de canções, Sérgio Godinho também escreve livros infantis. Este é o seu segundo e vem integrar-se numa colecção, a Assirinha, que, lançada há somente um ano, viu logo um dos seus primeiros livros, "Herbário", de Jorge Sousa Braga, com ilustrações de Cristina Valadas, receber o Prémio Gulbenkian de literatura infantil deste ano.

O Pequeno Livro dos Medos
 é escrito e ilustrado por Sérgio Godinho. Fala-nos dos medos da infância, "alguns mais fortes que nós", de como ultrapassamos outros (" ... o cavalo chegou-se à minha mão aberta, que tremia com a maçã em cima. Era a única coisa que lhe podia dar. Foi a única coisa que ele levou. Adeus cavalo, adeus medo dos cavalos."). Até à história que o avô Francisco Magalhães, tipógrafo de profissão, escreveu para o seu filho João de cada vez que ele tivesse medo. Porque o medo também faz parte de nós (quem não tem medo?) mas quando começa a ser exagerado, "a abusar", é preciso controlá-lo, nem que para tal seja preciso "saltar, correr, espernear, lutar, falar, responder, perguntar, ou, muito simplesmente, pensar." site wook

Opinião:
Comprei este livro quando ainda estava a tirar o meu curso, decorria o ano de 1995, no dia 13 de abril. Recordo que o li de imediato nas escadas da igreja, na praça do Giraldo. Voltei a reler este livrinho no ano de 2002 e em 2013. Este ano, reli pela quarta vez, que releitura maravilhosa.
Como o próprio título refere este livro "fala-nos" sobre o medo, o que significa, o que nos faz sentir medo...
"Medo: sentimento desagradável que excita em nós aquilo que parede perigoso, ameaçador, sobrenatural."pág.8
"Mas quem convence o corpo a não ter medo, quando o medo acorda dentro do corpo?"pág.14

Este livro é mais ou menos do mesmo género do Princepezinho, sempre que o leio tiro uma lição diferente. Este é um livro para todas as idades e também um livro intemporal...
Classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Excelentes leituras!
Fique em casa!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Minha opinião sobre o livro "Pequeno Livro dos Medos" de Sérgio Godinho

O Pequeno Livro dos Medos
de Sérgio Godinho
Edição/reimpressão: 2000
Páginas: 48
Editor: Assírio & Alvim
ISBN: 978-972-37-0602-4
Coleção: Assirinha
Faixa etária: a partir dos 8 anos

Sinopse:
"O João tinha medo de tudo. Mas de tudo mesmo. Porque até as coisas que hoje, não lhe causavam medo iriam certamente causar medo amanhã. Era esse o medo que mais o afligia, o medo dos medos desconhecidos."
E tal como o João, todos temos medos de um bicho desconhecido, de um animal que vão soltar de propósito para nos perseguir, de um droguista«mau como as cobras», ou até mesmo de um caderno onde se conta uma história para lermos cada vez que tivermos medo...
Através da magia do seu texto e dos seus desenhos, Sérgio Godinho mostra-nos que o medo faz parte de nós, como os ossos e os pulmões, a coragem, o riso ou as lágrimas. É um velho conhecido com o qual temos de saber conviver."

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o 3º ano de escolaridade destinado a leitura autónoma e a leitura com apoio do professor ou dos pais.

Para além de ser um dos nossos melhores escritores de canções, Sérgio Godinho também escreve livros infantis. Este é o seu segundo e vem integrar-se numa colecção, a Assirinha, que, lançada há somente um ano, viu logo um dos seus primeiros livros, "Herbário", de Jorge Sousa Braga, com ilustrações de Cristina Valadas, receber o Prémio Gulbenkian de literatura infantil deste ano.

O Pequeno Livro dos Medos é escrito e ilustrado por Sérgio Godinho. Fala-nos dos medos da infância, "alguns mais fortes que nós", de como ultrapassamos outros (" ... o cavalo chegou-se à minha mão aberta, que tremia com a maçã em cima. Era a única coisa que lhe podia dar. Foi a única coisa que ele levou. Adeus cavalo, adeus medo dos cavalos."). Até à história que o avô Francisco Magalhães, tipógrafo de profissão, escreveu para o seu filho João de cada vez que ele tivesse medo. Porque o medo também faz parte de nós (quem não tem medo?) mas quando começa a ser exagerado, "a abusar", é preciso controlá-lo, nem que para tal seja preciso "saltar, correr, espernear, lutar, falar, responder, perguntar, ou, muito simplesmente, pensar."

Minha opinião:
Um livrinho simples mas de uma doçura e simplicidade extraordinária. A definição de medo é maravilhosa este é um livro que recomendo a todos os que têm medo e não têm vergonha de o dizer, porque o medo faz parte do ser humano.
Boas leituras!

O escritor_ Sérgio Godinho_

Sérgio Godinho

Sérgio Godinho nasceu em 1945 no Porto. Partiu de Portugal com 20 anos, recusando assim fazer a guerra colonial. Viveu durante nove anos em Genéve, Paris, onde integrou o elenco da comédia musical "Hair", Amesterdão, Brasil, onde se juntou ao grupo de vanguarda "Living Theater" e Vancouver. O seu primeiro LP "Os Sobreviventes" foi gravado em França, em 1971, com músicos franceses e a colaboração de alguns portugueses então radicados em França. Gravou também no exílio o álbum "Pré-Histórias". Estes dois discos, premiados pela Casa da Imprensa, foram sucessivamente proíbidos e autorizados pela censura de então. Tendo regressado a Portugal após a revolução democrática do 25 de abril de 1974, Sérgio Godinho tornou-se autor de algumas das canções mais unânimemente aclamadas da música portuguesa - "Com Um Brilhozinho Nos Olhos", "O Primeiro Dia", "É Terça-Feira", apenas para citar três. Em 1983, no seu álbum "Coincidências", incluiu temas compostos em parceria com alguns dos mais reputados músicos brasileiros - nomes como Chico Buarque, Ivan Lins ou Milton Nascimento - algo até então inédito na produção musical portuguesa. Nos seis anos que se seguiram, Sérgio Godinho gravou mais três álbuns de originais - "Salão de Festas", "Na Vida Real" e "Aos Amores" tendo entre outras atividades realizado centenas de espetáculos pelo país e no estrangeiro, atuando em algumas das mais famosas salas de espetáculos portuguesas. Em 1990 voltou à música com o espetáculo "Sérgio Godinho, Escritor de Canções", onde revisitou as suas músicas sob uma nova perspetiva - apenas dois músicos acompanhantes e num auditório mais pequeno, neste caso o Instituto Franco-Português, onde fez 20 espetáculos de grande êxito. Desses espetáculos saíu o álbum ao vivo "Escritor de Canções". Foi autor da série "Luz na Sombra", seis programas sobre intervenientes importantes das profissões menos conhecidas do mundo da música: letristas, técnicos de som, produtores, etc.; série essa exibida na RTP 2 no verão de 1991. Em janeiro de 1992, realizou três filmes de ficção, de meia hora cada, com argumento e música igualmente seus. Estes filmes, com o título genérico de "Ultimactos", foram produzidos para a RTP, que os exibiu em 1994. Escreveu ainda "O Pequeno Livro dos Medos", obra infanto-juvenil, que também ilustrou. Voltou à música em 1993 com o disco "Tinta Permanente" e o espetáculo "A Face Visível", ambos merecedores dos maiores elogios da crítica e do público. Em novembro de 1995 é editado o disco "Noites Passadas" que foi gravado ao vivo em três espetáculos realizados no Teatro S. Luiz em novembro de 1993 e no Coliseu de Lisboa em novembro de 1994. Foram espetáculos que alcançaram grande êxito, tendo o Coliseu sido considerado um dos melhores espetáculos de sempre da carreira de Sérgio Godinho, alcançando um enorme sucesso de crítica e público. Em junho de 1997 é editado o disco "Domingo no Mundo", disco que conta com a participação de músicos e arranjadores de diferentes áreas musicais: (Pop, Rock, Popular, Erudita, Jazz). Este disco foi apresentado com enorme êxito no teatro Rivoli do Porto e no Coliseu de Lisboa, nos espetáculos de nome "Godinho no mundo". Em 1998 foi editado o álbum "Rivolitz", gravado ao vivo nos espetáculos do Teatro Rivoli e no Ritz Clube, em Lisboa, com uma formação de 10 músicos no primeiro de 3 no segundo. Recebeu inúmeros prémios pelos seus discos, pela sua poesia, pela sua música, pelos seus espetáculos. Em 2000 Sérgio Godinho volta com o seu mais recente disco "Lupa", com dez canções originais e produção de Helder Gonçalves e Nuno Rafael. "Dancemos no Mundo" e "Bem-vindo Sr. Presidente" fazem já parte da lista das melhores de sempre. O disco é apresentado ao vivo, em novembro desse ano, com dois espetáculos em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, e um no Coliseu do Porto, tendo os três concertos obtido um grande sucesso. 2001 é o ano dos 30 anos de carreira. O aniversário é marcado pela edição três CDs. Dois dos discos são lançados em 2001 ("Biografias do Amor", uma coletânea de canções de amor e "Afinidades", uma gravação do espetáculo em conjunto com os Clã) e o terceiro, lançado em 2003, onde Sérgio Godinho junta alguns amigos com quem partilha 15 canções. Entre muitos outros artistas participam neste disco Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Xutos e Pontapés e alguns grandes nomes da música popular brasileira. Gravou os seguintes álbuns: 1971 - Os Sobreviventes 1972 - Pré-Histórias 1974 - À Queima-Roupa 1976 - De Pequenino Se Torce O Destino 1978 - Pano Cru 1979 - Campolide 1980 - Canto da Boca 1980 - Kilas o Mau da Fita 1983 - Coincidências 1984 - Salão de Festas 1985 - Era Uma Vez Um Rapaz 1987 - Na Vida Real 1988 - Sérgio Godinho Canta com Os Amigos do Gaspar (Infantil) 1989 - Aos Amores 1990 - Escritor de Canções (ao vivo) 1993 - Tinta Permanente 1995 - Noites Passadas (ao vivo) 1997 - Domingo no Mundo 1998 - Rivolitz (ao vivo) 2000 - Lupa 2001 - Afinidades 2001 - Biografias do Amor 2003 - Irmão do meio Tem ainda editados a banda sonora do filme "Kilas, O Mau da Fita" (1980), e várias coletâneas das quais se destaca "Era Uma Vez Um Rapaz" (1985) e o álbum para crianças "Sérgio Godinho Canta com os Amigos do Gaspar" (1988).
(retirado do site wook)