sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Minha Opinião sobre o livro "A árvore" de Sophia de Mello Breyner Andresen

A Árvore
de Sophia de Mello Breyner Andresen
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 32
Editor: Figueirinhas
ISBN: 9789898230188

Sinopse:
Este pequeno livro é composto por dois contos: A Árvore e O Espelho ou o Retrato Vivo. Em A Árvore conta-se a história de uma frondosa árvore plantada numa ilha japonesa. Quando a árvore se tornou grande demais para a ilha, cortaram-na e fizeram dela uma barca. No lugar da árvore, foram plantadas cerejeiras que mais tarde deram origem à grande festa daquela ilha. Em O Espelho ou o Retrato Vivo conta-se a história de uma família, também ela japonesa. Numa grande viagem que faz, o chefe da família traz como recordação para a esposa um espelho, objecto considerado novidade nas regiões do interior. Anos mais tarde, a mãe entrega o espelho à filha, para que esta a veja sempre, mesmo sem a sua presença. Em nota introdutória aos dois contos, Sophia de Mello Breyner explica aos seus leitores que ambos foram inspirados em contos japoneses, um relembrado de livros de infância, o outro contado por um escritor japonês. Ambos os contos têm os traços habituais do Japão, o culto da Natureza, o respeito pelos mais velhos, a cordialidade entre as pessoas. Sophia conseguiu, portanto, colocar na escrita a beleza e a poesia associada a essa nação oriental. São contos curtos, que se lêem rapidamente e com muito gosto, como só as coisas simples conseguem ser.

Minha opinião:
Como já foi referido na sinopse, este livro tem dois contos o primeiro é "A árvore", cujo nome dá origem ao título do livro. Este conto tal como o seguinte são inspirados em dois contos tradicionais japoneses.
O porquê desta leitura é simples faz parte do plano nacional de leitura do 6.º ano e foi mais  uma leitura conjunta com a minha sobrinha que anda no referido ano. Mas não foi só por esse motivo, eu na realidade adoro esta escritora e sempre que me vem parar às mãos uma obra sua seja prosa ou poema eu leio e devo dizer que aprendo sempre alguma lição para a vida.
Uma história intitulada “A Árvore” que fala de uma árvore que se localizava na ilha do Japão. Toda a gente adorava aquela árvore, era grande, esbelta, frondosa. Dava sombra a quem quisesse a ter, os habitantes do Japão veneravam-na…
Até que os habitantes se fartaram, porque aquela árvore chegou ao ponto de ser tão grande, de ter ramos tão grandes, que assombrava toda uma parte da ilha, esta ficava todo o dia, toda a noite, ás escuras, o povo então andava triste, deprimido. Fez-se reuniões, para decidir como iriam resolver esse problema, discutiram, discutiram, discutiram. Então chegou-se à conclusão que se tinha que cortar esta árvore que lhe tinha dado tantas alegrias. Cortaram-na. Plantaram-se lá cerejeiras, pelo menos estas árvores, não cresciam tanto. Com a madeira da árvore cortada, eles fizeram barcos, que lhes deram muitas alegrias, fizeram muitos negócios. Esta madeira também fora repartida pelas pessoas da ilha, com ela também as pessoas fizeram coisas que lhes lembra-se esta bela árvore. Este povo a partir daqui tornou-se mais animado e rico, mas mesmo assim estes habitantes ainda se lembravam e lamentavam daquela árvore. Mas os anos passaram-se e a madeira das barcas que construíram foi apodrecendo, os habitantes daquela ilha choravam. O que vai ser de nós? Era uma pergunta em que aquele povo demonstrava o seu desespero, os negócios iam-se acabar. Então com esta madeira construíram uma biwa que era uma espécie de guitarra, mas esta era japonesa, esta guitarra fazia lhes lembrar aquela bela árvore, então o povo percebeu que a memória desta árvore nunca mais se perderia.

A segunda história está intitulada de “O espelho ou o retrato vivo” que nos conta uma história de uma família com a mãe, o pai e uma filha que viviam numa casa bela e limpa.
O pai, da menina que era o retrato vivo da sua mãe era negociante de chá, e certo dia teve que ir a Kioto, capital do Japão. A sua mulher ficou muito preocupada, mas o marido sossegou-a e disse que demoraria o mínimo tempo possível e lhe traria presentes. O pai esteve fora quatro meses. Mas certo dia um vizinho veio-lhe bater à porta dizendo que avistara o seu marido. Ficaram os três muito contentes por estarem outra vez juntos. O homem deu-lhes os presentes que trazia, estes eram muitos, mas uma sobressaiu-se, um espelho, ali era raro, mas em Kioto já era muito utilizado. O marido perguntava-lhe o que via. A mulher olhou o espelho e disse que via a mulher mais bela que ela já vira. O marido verbalizou que a mulher era pateta e que o que ela via era o seu retrato. 
Todos os dias a mulher olhava-se ao espelho, e como se achava tão bela, a mulher tornou-se fútil, orgulhosa, tonta, vaidosa. Com isto tudo a mulher resolveu guardar o espelho. Mas um dia a mulher estava quase a morrer, e lembrou-se do espelho, e com medo que a filha o encontra-se e se tornasse como ela, como a filha era muito parecida com a mãe, esta mandou a filha ir buscar o espelho, e disse-lhe que poderia vê-la sempre que quisesse, mesmo estando morta, assim foi e a filha não se tornou como a mãe e ela e o seu pai viveram muito contentes…

Uma leitura que aconselho vivamente, que me fez relembrar os meus tempos de infância que gostava que as minhas irmãs lessem para mim antes de adormecer. Agora vou procurar aqui por casa outros livros maravilha para saborear.
Classificação: 5 de 6
Boas leituras ;)

3 comentários:

  1. Sei que tem por hábito referir a fonte de onde retirou as sinopses aos livros que leu. Agradecia que desse crédito ao Na Companhia dos Livros pela sinopse deste livro, uma vez que a totalidade desse texto é de minha lavra.

    Obrigada e boas leituras :)

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    1. Olá
      Gostava de referir que no livro não vi a referência a quem escreveu a sinopse, deste modo peço desculpas o facto de não salientar Na Companhia dos Livros.
      Boa tarde e boas leituras;)

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  2. Gostei muito desta sinopse, parabéns!

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