domingo, 15 de janeiro de 2012

"O Diário de Rutka" de Rutka Laskier

Título original:"Pamienik, Rutki Laskier
Título em Portugal:"O Diário  de Rutka"
1.ª edição: Novembro de 2007
Páginas:84
Editora: Sextante
ISBN:9789898093387
Tradução do polaco (diário): Maria Milewska Rodrigues
Tradução do inglês (apresentação): Teresa Carvalhal

 Sinopse:

"O Diário de Rutka é o diário uma jovem judia polaca que foi assassinada com 14 anos em Auschwitz.
Retrata o quotidiano da jovem Rutka Laskier em Bedzin, na Polónia, e depois no gueto para onde a família se viu obrigada a mudar. Foi revelado, mais de 60 anos depois dos acontecimentos, por uma amiga polaca, Stanislawa Sapinska, hoje com mais de oitenta anos, que o tinha escondido.
Trata-se de um testemunho extraordinário e tocante sobre a realidade da barbárie nazi, vista através dos olhos desta “Anne Frank polaca”.
A meia-irmã israelita de Rutka, Zahava Scherz, escreveu um prefácio para o livro, contando o passado de seu pai, o único sobrevivente da família ao Holocausto, e desta irmã que julgava perdida e afinal reencontra através deste diário. O livro é portanto também a história do reencontro entre estas duas irmãs." (retirado daqui)

"Rutka Laskier começou a escrever seu diário aos 14 anos. Judia, morava num gueto da cidade de Bedzin, na Polônia invadida pelos nazistas. Durante três angustiantes meses de 1943, enquanto aguardava a deportação para um campo de concentração, escreveu sobre o destino que previa para si mesma, confirmado logo depois, quando morre numa câmara de gás, em Auschwitz. Ignorado até mesmo pela família por seis décadas, O diário de Rutka finalmente vem à tona e ganha repercussão imediata em todo o mundo pelo seu inegável valor histórico e precária beleza.
Ao contrário de Anne Frank, com quem vem sendo comparada, Rutka tinha consciência do que a aguardava se fosse enviada para um campo de concentração e essa espera pelo pior permeia todo o livro. Morando no gueto de Bedzin e convivendo com seus carrascos de perto, Rutka presenciava atrocidades e sabia que seu destino seria Auschwitz, a cerca de 40 quilômetros de sua casa. Em seu diário, o ódio dos alemães, a privação de comida e o temor das câmaras de gás eram intercalados com histórias sobre seus amigos, paixões de adolescente e questionamento da existência de Deus.
O diário ficou guardado por 63 anos. Nem mesmo seu pai, único da família a sobreviver ao Holocausto, sabia da existência das anotações. Sua guardiã, Stanislwa Sapinska, amiga católica da família Laskier, conhecia as anotações da amiga adolescente e sabia o quanto ela ansiava em deixar um registro sobre o período.
Sapinska recuperou as anotações do esconderijo da casa de Rutka, sob o piso duplo da escada, pouco depois dela ter sido levada para Auschwitz. Aos 80 anos, radicada em Nova York, Stanislwa decidiu resgatar as pistas que a levassem até a família de Rutka e, em comum acordo com os parentes da amiga, entregar os originais ao Museu do Holocausto. Desde então, O diário de Rutka já ganhou edições em polaco, hebraico, inglês, espanhol, italiano e japonês.
O diário de Rutka tem prefácio de Zahava (Laskier) Scherz, filha do segundo casamento do pai de Rutka, e fotos da família da jovem antes da tragédia" (retirado daqui)

Excertos do livro:
"Mal posso acreditar que estamos já em 1943, é o quarto ano deste inferno (...) Se pudesse dizer: acabou, só se morre uma vez... Mas não posso, porque apesar de todos os horrores, queremos viver, esperar por amanhã." Rutka Laskier

"Os polacos apelidaram Rutka de "a Anne Frank polaca". A cidade de Bedzin glorifica a sua memória e eu observo o cenário do assassinato da minha família, da minha irmã, e sinto a dor da missão que aceitei de modo a honrar a sua memória e fazê-lo com dignidade e amor." Zahava (Laskier) Scherz.

"Algo em mim se destruiu. Quando passo ao pé de um alemão, tudo em mim se contrai. Não sei se é por medo ou por ódio. Queria poder torturá-los, e às suas mulheres e aos seus filhos, que largaram os cães sobre nós, bater neles, estrangulá-los vigorosamente, mais e mais ainda." (páginas 50 e 51)

"Oh, esqueci-me da coisa mais importante. Vi co
mo um soldado arrancou um bebé, que tinha somente uns meses de idade, dos braços da mãe, antes de esmagar a sua cabeça contra um poste eléctrico. O cérebro do bebé explodiu contra a madeira. A mãe ficou louca" (página 53)

Minha opinião:

Muito honestamente não consigo dar uma opinião sobre este livro_Diário. Mecheu muito comigo e mais uma vez me fez sentir repugnancia em relação à natureza humana. Claro que nem todos fariam o que fizeram os militares alemães mas por ser lado temos alguns que ainda hoje praticam tortura e a dita sociedade moralmente evoluida nada faz.

Dado que não consigo dar uma opinião sobre este diário e devido à natureza do mesmo, estou a ter dificuldades em o classificar, no entanto, e dado que  é merecedor de um forte louvor para quem fica a conhecer a realidade podre de uma época vou classificar o livro_diário.


Classificação: 7 /7
Boas leituras!

2 comentários: