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sábado, 6 de agosto de 2016

Opinião I "As Cores de Branca" da escritora Lara Morgado

As Cores de Branca
Lara Morgado
Editora:Porto Editora
1.º edição: abril de 2016
N.º de páginas: 224 páginas
ISBN: 978 972 004 812 7
Preço:13,95 euros
Quero agradecer desde já o envio deste livro pela Porto Editora, para eu o ler e dar a minha singela opinião.
Sinopse:
"António Galvão, o homem mais importante de uma pequena vila do interior, decide dar o mesmo nome a todas as filhas. Elas eram apenas a espera, o desgosto, o antes, as vidas que apenas existiam para que o homem chegasse. Mas a natureza não colaborou com os seus planos e António viu nascer sete Brancas.
Uma macabra tragédia abate-se sobre a família Galvão e um inesperado fenómeno começa a ser construído naquela pequena localidade. Da palidez do nome daquelas meninas, da ferida de toda a insignificância daquelas irmãs nasce uma revolução sem precedentes que deixará Galvão, para sempre, na história dos homens.
Os galvenses olharam para o céu e o dia iluminou-se. Os galvenses olharam para a terra e as obras descobriram-se. Eram todas. Eram todos."retirado daqui

Minha opinião:

Este não foi o primeiro livro que li de Lara Morgado e mais uma vez fiquei rendida aos encantos da sua escrita e ao modo como ela cria uma história com um enredo tão fabuloso.
Este livro fala sobre a família Galvão, que é dona de uma vila à três gerações. António Galvão casado com Branca quer a toda a força ter um filho homem e vive obsecado com isso. Contudo, e para desventura de António e da própria população da vila, Branca dá à luz sete meninas a que António batiza todas elas de Branca. Ao  fim de sete Brancas terem nascido eis que nasce o tão esperado filho homem, batizado com pompa e circunstância com o nome de Bartolomeu. A partir deste momento tudo acontece...não vou dizer o que vais acontecer, leiam o livro e ficaram a saber.
Fabuloso, prendeu-me de uma forma maravilhosa. Esta é uma história que fala da natureza humana e tem muito mistério à mistura.

Aconselho vivamente a sua leitura.

Classifucação de 5***** no Goodreads.

Boas leituras!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Minha opinião sobre o livro "Sete Minutos" de Lara Morgado

Sete Minutos
de Lara Morgado
Romance
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 272
Editor: Editora Guerra & Paz
ISBN: 9789897020735
Preço: 11,99 euros

Sinopse:
"O que seria da Humanidade que somos se aqueles que hão-de vir se recusassem a nascer? Raul, médico conceituado de uma clínica de fertilidade, descobre um cromossoma peculiar que aparece sete minutos depois da fecundação. A descoberta vai conduzi-lo a uma dimensão espiritual desconhecida. Raul começa a ouvir vozes de almas que ainda não nasceram. E, contra tudo o que seria de esperar, a mensagem urgente que estes seres lhe comunicam é a de que… não querem nascer! Uma revelação que vai mudar por completo a sua existência e a de toda a Humanidade. Não somos nós que não queremos filhos, são os filhos que se recusam a nascer. Nascer pode ser assustador… ou talvez não." retirado da contracapa do livro

O vídeo...do youtube:


Minha opinião:

Este é o primeiro livro que li da escritora Lara Morgado e devo desde já referir que não contava ser transportada para tão brilhante viajem filosófica sobre o tema abordado no livro.
Logo na capa fui confrontada com uma questão a meu ver muito pertinente, sendo ela a seguinte:"Se a vida não acaba, será que começa?", esta premissa deu-me que pensar. Primeiro porque nunca encarei a vida como ela não acabando, para mim a vida acaba, pode continuar numa outra dimensão sob a forma de alma, mas a vida terrena essa acaba, logo se a vida terrena acaba então também começa, certo?
Desta forma, desde o início o livro me prendeu, a forma como está escrito, com a existência de um narrador um pouco, fora do normal ainda me cativou mais. A constante e permanente forma como o leitor é questionado tanto pelo narrador como pela personagem principal, Raul, fez com que existissem momentos de refleção pela minha parte como leitora.
Adorei o diálogo se assim se pode chamar entre o famoso e conceituado médico Raul e o que ele batizou de venturos, que é o óvulo e o espermatozóide sete minutos antes de ocorrer a fecundação.A forma como um adulto pede para não morrer aqui é quase que contraposta com a vontade do venturo  de não quer nascer.
A questão que me ficou na mente foi o porquê de não querer nascer, não querer vir ao mundo, será a ideia que os venturos têm do mundo dos humanos assim tão negativa, será que se fosse possível perguntar às almas se elas queriam vir ao mundo elas queriam?
E se não queriam qual seria o motivo? A violência, guerras, ganância, fome, intolerância, a cada vez menor capacidade do ser humano perdoar, a crueldade, a pedofilia, os maus tratos infantis, a violência doméstica. Ou somente o facto de não querer nascer.
Com o desenrolar da história vão surgir muitas surpresas que não vou contar aqui pois tiraria o desencanto ao possíveis leitores deste magnífico livro, só vou levantar um bocadinho mais o véu, Raul escreve um livro que vai mudar o mundo e a mentalidade do ser humano e quem lhe dá mais força para tal é uma ventura a Lúcia.
Este livro fez-me refletir sobre a essência da natureza humana, desta forma é sem sombra de dúvida um livro que aconselho vivamente a sua leitura, foi uma enorme surpresa literária para mim.
Quando terminei a sua leitura só me recordei de um outro livro que também mexeu com as minhas emoções mais profundas que foi "Saga de um Pensador" de Augusto Curry.
Aconselho vivamente a leitura deste livro fabuloso.
Boas leituras! 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

A escritora Lara Morgado

"Lara Morgado nasceu em 1981 no Porto. É licenciada em Psicologia pela Universidade do Porto, no ramo de Psicologia do Comportamento Desviante. Começou por trabalhar em contexto prisional, desenvolvendo o seu TRABALHO a nível individual e em grupo com a população reclusa. Mais tarde, a sua acção profissional viria a estender-se a outras áreas, participando em projectos de intervenção comunitária. Ainda como estudante, foi fundadora do grupo de teatro X-Acto, assinando tanto os textos como a encenação das doze peças de teatro realizadas, ao longo de dez anos. Paralelamente ao acompanhamento individual e à psicoterapia, na sua acção como psicóloga, o teatro e a escrita foram sempre utilizados como estratégias de intervenção."retirado da internet