segunda-feira, 21 de junho de 2021

126 # Opinião | "O Homem Mais Feliz do Mundo" de Eddie Jaku

 

Sinopse:
"Eddie Jaku nasceu na Alemanha em 1920 no seio de uma família judaica, sempre carregando com orgulho a sua nacionalidade. No entanto, tudo isso mudou drasticamente em Novembro de 1938, quando foi detido, espancado e levado para um campo de concentração. Depois de sobreviver aos mais desumanos horrores, perder os seus familiares, amigos e o seu país, Eddie fez uma promessa: sorrir todos os dias. Hoje acredita ser o «homem mais feliz do mundo».

Por ocasião do seu 100. º aniversário, Eddie Jaku oferece-nos um testemunho poderoso, desolador e, ao mesmo tempo, derradeiramente optimista de como a felicidade pode ser encontrada até no momento mais sombrio da Humanidade." retirado do site Goodreads

Opinião:
Normalmente eu não leio livros que abordem a temática da segunda guerra mundial, não que desgoste, antes pelo contrário, mas sei que sou muito sensível ao tema e depois isso acaba por se repercutir num grande mal estar. 
Contudo, este livro é muito mais do que um livro que aborda a segunda guerra mundial, esta é a autobiografia de Eddie Jaku, judeu que amava a Alemanha. Hoje com 100 anos escreveu este livro delicioso, que nos retrata toda a sua vivência e da sua família durante o holocausto. Mas acima de tudo relata o seu percurso pessoal após o holocausto. A capacidade de aprender a voltar a ser feliz, é brilhante...após ter lido as atrocidades pelas quais passou nos vários campos de concentração, não esperava que Jaku, conseguisse transmitir a enorme lição de sabedoria e de amor. A capacidade que ele tem de amar o próximo, depois de tudo o que passou é uma lição de vida e uma enorme generosidade. 
Mais um livro que vai entrar no meu top de 2021.

"Há um campo vazio, mas, se o leitor fizer um esforço para cultivar alguma coisa, terá um jardim. É assim a vida. Quando damos alguma coisa, alguma coisa havemos de receber. Se não dermos nada, nada recebemos. Cultivar uma flor é um milagre: significa que podemos cultivar mais. Lembre-se de que uma flor não é apenas uma flor, é o início de um jardim inteiro." pág. 165

"Não consigo descrever a sensação de estar na companhia de alguém que lá tenha estado, que consiga partilhar os meus sentimentos, que conheça o motivo profundo pelo qual reagimos às coisas desta forma. Outros poderão tentá-lo, o que é admirável, mas nunca entenderão verdadeiramente, porque não passaram por esta experiência. Por muitos livros que leiam ou por muito que tentem, é algo que só nós, os sobreviventes do Holocausto, conseguimos entender." pág.  155 - 156

Classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Boas leituras 💓

domingo, 20 de junho de 2021

125 # Opinião | "A grande solidão" de Kristin Hannah

 

Sinopse:
"1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright.
À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza." retirado do Goodreads

Opinião:
O primeiro livro que eu li da escritora Kristin Hannah, foi em outubro de 2019, e intitula-se "Segredos de Família", na altura gostei, atribuí 4 estrelas e foi uma leitura bem prazerosa. 
"A grande solidão" foi uma leitura maravilhosa, agora compreendo todo o furor que se faz em volta desta escritora.
O enredo deste livro desenrola-se no Alasca, facto que só por si me fascinou bastante.
Ernt Allbright não é o mesmo desde que voltou da guerra do Vietnã. Cora, esposa de Ernt, e sua filha Leni sentem saudades da pessoa que ele foi um dia. Ernt vive atormentado pelos horrores da guerra e a esposa e a filha vivem como um medo constante, tendo sempre muito cuidado com o que dizem e o que fazem para não o incomodar e desta forma provocar mais conflitos. Uma carta muda a vida dessa família. Um companheiro de guerra, já falecido, deixa terras no Alasca para a família Allbright e essa é a oportunidade que Ernt esperava. Cora e Leni ficam apreensivas com a mudança, mas até mesmo elas acreditam que um novo cenário poderá ajudá-los.
A história é relatada pelos olhos de Leni e a cada capítulo  que avançamos, também avançamos  no tempo de acordo com a necessidade da história se desenvolver. O livro desenrola-se em três épocas distintas, 1974, 1978 e 1986. 
Ao longo da leitura, apercebemo-nos do dilema em que Leni vive, por um lado ela tenta ajudar a sua mãe dos abusos do pai, mas ela também tem de se salvar a si mesma. Enquanto fui lendo o livro fui sentindo a dor dela, a anestesia da sua mãe e o amor doentio que liga os seus pais. A dor e a violência em que aquelas duas pessoas vivem, nas mãos de um homem que também sofre (não justificando o seu caracter abusivo e desestabilizador), antes de ir para a guerra ele era um homem feliz e eram uma família feliz.
Confesso que já tinha ouvido muitas opiniões boas sobre este livro, mas nunca pensei que me ia apaixonar por esta leitura, pela história, pelas personagens, por tudo...este livro é brilhante!
Já é um dos favoritos do ano de 2021, com toda a certeza.
Aconselho vivamente a sua leitura...
Classificação de 5 estrelas no Goodreads.
Boas leituras 💓

sexta-feira, 18 de junho de 2021

124 # Opinião | "Avó Sarilho - Birras de estrela" (Oma Knetter #3) de Sophy Henn

 

Sinopse:
"Olá, eu sou a Jeanie, e a pessoa de quem mais gosto na minha família continua a ser a minha AVÓ SARILHO.
O Espetáculo Mágico de Natal está à porta, e a cidade mal pode esperar! Mas a AVÓ SARILHO anda muito estranha, sobretudo desde que reencontrou o seu amigo, Bobby Trulove.
Algo me diz que as luzes do palco de Natal vão fazer das suas… e que quem vai ter de safar a AVÓ SARILHO de sarilhos sou eu…


O terceiro livro da divertida coleção da superestrela Sophy Henn." retirado do site wook

Opinião:
Este livro é completamente hilariante, a avó Sarilho, provou que faz justiça ao seu nome.
Todo o enredo desenvolve-se em volta do espetáculo mágico de natal. Era pressuposto que toda a comunidade participar nas diferentes partes do espetáculo, mas a avó Sarilhos e o seu amigo Bobby Trulove, estão fascinados pelas luzes da ribalta, desta forma fazer algo que não devem. Mas a Jeanie vai ter uma ideia para dar uma boa lição aos dois e para permitir que os restantes habitantes possam participar na festa.
Este livro fez com que eu soltasse umas boas gargalhadas.
Aconselho a leitura destes livros para todas as idades.
Classificação de 4 estrelas no Goodreads.

Boas leituras💓

quinta-feira, 17 de junho de 2021

123 # Opinião | "Avó Sarilho - Muita Idade, Pouco Juízo" (Oma Knetter #1) de Sophy Henn

 

Sinopse:
"Olá! Chamo-me Jeanie e tenho 7 anos e 3/4. Uma das minhas avós é conhecida como Avó Sarilho. Não sei bem porque lhe chamam isso, mas quando anda por perto acontecem coisas que acabam por se tornar um ENORME SARILHO. O meu pai diz que ela já tem idade para ter juízo. Mas ainda bem que não tem!
Uma coleção deliciosa da divertida e multipremiada autora e ilustradora, Sophy Henn.
Disponível aqui uma ficha de atividades muito divertida mas que é também o ponto de partida perfeito para as crianças conhecerem melhor os avós, partilharem o carinho que sentem por eles e perceberem que também eles foram crianças um dia." retirado do site wook

Opinião:
Este é o segundo livro que estou a ler da série "Oma Knetter", sendo que li o segundo volume primeiro...paciência.
Quero agradecer à Porto Editora, ter enviado os  dois  volumes, o primeiro e o terceiro.
Neste primeiro livro a  Jeanie, com sete anos, a falar sobre a sua família e especialmente sobre a sua Avó Sarilho. Estes livros desta série são pelo que já me apercebi com a leitura do segundo volume e deste primeiro, contam as aventuras desta Avó com a sua neta Jeanie, sendo que esta é a narradora das histórias.
Mais uma vez adorei a leitura deste livro, tenho pena de não ter lido este primeiro volume da série em primeiro lugar, pois aqui conheci melhor a Avó Sarilho.
Aconselho a leituras destes livros, pois são muito engraçados e didático.
Classificação de 4 estrelas no Goodreads.

Boas leituras💓

122 # Opinião | "A Terceira Índia" de Iris Bravo

 

Sinopse:
"Sofia tem 32 anos, é professora num colégio em Lisboa e casada com um arquiteto de uma família nobre ribatejana. Ele conservador e ela liberal, não tinham nada em comum quando se apaixonaram numas férias de verão dez anos antes. Viveram um namoro feliz seguido de um casamento de sonho, desgastado pela sua obsessão por uma gravidez.

Quando descobre que foi traída, Sofia aceita uma proposta para substituir a sua mentora e viaja para o interior de Moçambique.

Disposta a viver aventuras, envolve-se com Alex, um homem que a atrai, apesar dos seus modos secos e do pressentimento de que lhe esconde algo.

Corajosa e determinada, Sofia irá descobrir tudo aquilo de que é capaz, incluindo arriscar a sua vida." retirado do Goodreads

Opinião:
"A Terceira Índia" é o primeiro livro da escritora portuguesa Iris Bravo e também o primeiro de uma duologia, sendo que o segundo volume se intitula "A Nova Índia".
Este livro está dividido em duas partes, a primeira que se desenrola em Portugal e a segunda passa-se em Moçambique. Na primeira parte, temos também uma divisão temporal, uma parte inicial ocorre em 2017 e depois vamos para 2007, isto para relatar a Sofia e o Ricardo na atualidade (2016/2017) e como eles se conheceram, começaram a namorar e casaram tudo a partir de 2007.
Sofia e Ricardo são de mundos completamente diferentes, tanto a nível socioeconómico, educativo e mesmo religioso. O Ricardo é o típico rapaz e homem betinho a Sofia é uma rapariga e mulher com ideias novas e com uma mente muito aberta. 
Não vou contar muito sobre a história, mas vou dar a minha opinião adorei a Sofia, mas ao longo do tempo ela ficou obcecada por engravidar...A escritora descreveu tão bem o mundo do Ricardo que eu fiquei a detestar esta personagem. 
Após um determinado  acontecimento, Sofia e Ricardo separam-se e Sofia aceita um convite para ir lecionar para Moçambique, então entramos na segunda parte do livro.
Esta foi a parte que eu mais gostei, temos uma Sofia, que volta a ser a Sofia como uma mulher desafiadora, uma professora muito dinâmica e que consegue chegar ao coração dos seus alunos. Adorei o Alex, um homem aparentemente duro mas com um coração de mel. Alex e Sofia fazem uma "dupla" muito bonita e engraçada.
Apesar de ter demorado muito a ler este livro, tal facto não se deve ao enredo em si mas à letra, achei muito pequena, e isso afetou muito a minha leitura.
Aconselho esta leitura... é um romance e está muito bem escrito. 
Classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Boas leituras 💓

terça-feira, 15 de junho de 2021

121 # Opinião | "Encontrei o Amor Onde Menos Esperava" de Fátima Lopes

 

Sinopse:
"Sofia tinha uma única certeza no coração quando fechou a porta do carro: queria renascer. Sentia-se cansada. Uma série de relações falhadas e dolorosas, uma vida centrada no sucesso profissional, a perda da sua querida avó e da mãe, o seu pilar, fizeram-na repensar a sua vida. Queria mais. Queria saborear a vida. Tinha 49 anos, não tinha filhos, nem uma família a que chamasse sua. Estava na altura de mudar. Respirar fundo, vencer o medo, encher o peito de coragem e partir, em busca das suas raízes, de um novo caminho, da sua alegria interior. Em busca de si própria.

Destino: Alentejo. Quando chega a casa dos avós e que agora é sua depara-se com uma casa degradada, a precisar de obras. Mas Sofia não baixa os braços. Reconstrói-a, tijolo a tijolo, tal como reconstrói a sua vida. Entre várias peripécias e uma série de personagens inspiradoras que se cruzam no seu caminho, Sofia aprende o valor do tempo, do aqui e agora, da entreajuda, da importância de cuidar do outro, da amizade, de gostarmos de nós próprios.

Vai ser ali, entre os campos a perder de vista, as águas cintilantes do Alqueva e o maravilhoso céu estrelado que Sofia vai encontrar o verdadeiro amor. O mais importante de todos: o amor próprio. E, um outro amor que esteve sempre lá, onde ela menos esperava.

No seu tão aguardado regresso ao romance Fátima Lopes traz-nos uma história apaixonante e inspiradora acerca de uma mulher, em busca de um novo sentido para a sua vida." retirado do Goodreads
 

Opinião:
Este é o terceiro livro que leio da escritora e apresentadora Fátima Lopes, que eu tanto estimo.
Começo por agradecer à editora Planeta que tão gentilmente me enviou este livro.
Sofia tem 49 anos, é designer, mora em Lisboa é solteira e não tem filhos. Ela viveu duas relações amorosas muito conflituosas e tóxicas, nas quais foi vítima de violência doméstica tanto física como psicológica.
Sofia quer reconstruir-se e amar-se a si própria, então vai para a casa que agora é sua, que herdou da sua mãe e que pertencia aos seus avós. Quando chega a Monsaraz, ela encontra a casa completamente "danificada", tal como ela própria. Com a ajuda das gentes alentejanas, que tanto sabem acarinhar todos e ainda mais os seus, Sofia reconstrói a sua alma e a casa de família.
Esta é uma história de superação interior, de conhecimento do seu próprio eu e de aprender a amar-mo-nos a nossa pessoa para conseguir estar de bem com a vida e amar os outros.
Eu adorei este livro, foi lido no momento certo e no lugar certo.

Fui retirando ao longo da leitura muitas frases para o meu caderninho de leitura, algumas das quais vou partilhar aqui convosco.

" Reduz as feridas do passado a marcas 
que te despertam para uma nova vida. 
Transformando as feridas em bênçãos" pág. 14

"Filha, a vida não foi feita para sofrer, mas para ser vivida e saboreada por nós." pág. 34

"A Vida tem um plano para ti. 
Abre o  coração e deixa que ela te mostre
o que reservou para ti." pág. 39

"...na vida temos duas opções: Ou arregaçamos as mangas e vamos à luta, ou deixamo-nos estar sentados, a queixarmo-nos e a ver a vida passar." pág. 56

"A primeira de todas é aprender a gostar de ti, de quem és. O amor-próprio é o mais importante de todos." pág. 144

Classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Boas leituras!💓

segunda-feira, 14 de junho de 2021

120 # Opinião | "As vantagens de ser invisível" de Stephen Chbosky

 

Sinopse:
"Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tacteando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo." retirado do goodreads

Opinião: 
Este é o primeiro livro de Stephen Chbosky que li, tenho aqui em casa  o outro livro lançado em portugal que é "Amigo Imaginário". Este escritor demorou cerca de 5 anos a escrever este livro e foi ele mesmo que foi o realizador do filme com o mesmo nome.
Este livro foi um murro no estômago, fala de muitas problemáticas, tais como: ansiedade, depressão, crises de pânico, suicídio, abuso sexual e maus tratos no namoro e no casamento.
Charlie tem 15 anos e vai iniciar o ensino secundário, ele é um adolescente que não tem amigos, aliás ele tem um grande amigo, mas este suicidou-se no início deste ano letivo. A adolescência é por si só uma etapa da vida muito complicada, é a fase em que começamos a olhar para nós e para os outros que nos rodeiam como seres únicos. Todos temos o direito a sermos felizes. Charlie está nesta fase, mas não tem amigos, contudo com o tempo ele cria uma amizade com a Sam e o seu irmão, contudo, estes andam no décimo segundo ano. Charlie apaixona-se profundamente por Sam. Este ano vai ser carregado de novas experiências, a todos os níveis. 
Muito honestamente, terminei o livro mesmo à pouco tempo e confesso, só tenho uma palavra para os definir ... BRILHANTE... 
Por agora não vou ver o filme.
O final foi completamente inesperado, nunca pensei naquele desfecho.

Tenho noção que a minha opinião está confusa mas é o que eu sinto neste momento. Leiam o livro.
Classificação de 5 estrelas no Goodreads.
Boas leituras💓

domingo, 13 de junho de 2021

119 # Opinião | "Com amor, Zach" de Kendall Ryan

 

Sinopse:
"Tive de fingir ser o namorado dela por uma noite.
Conhecemo-nos numa festa. O ex-namorado dela apareceu com outra pessoa e ela pediu-me que fingisse ser o seu acompanhante. Fi-lo com todo o gosto. Depois do beijo que trocámos, desejei-a durante dias.
A segunda vez que nos encontrámos foi no meu gabinete, e ambos ficámos surpreendidos quando percebemos que ela era a nova aluna de mestrado com quem eu teria de trabalhar. Ela prometeu ser profissional. Já eu, nem por isso. Sei que as minhas insinuações sexuais a irritam, mas adoro vê-la corar. E já me dou por satisfeito quando essa é a única reação que obtenho.
Como ela odeia as segundas-feiras, nesses dias deixo-lhe um poema anónimo na mochila, e o seu sorriso é o suficiente para me ajudar a aguentar o resto da semana. Acho que estou a apaixonar-me por ela, e tenho noção de que isso é errado. Sei que devo ser apenas o seu orientador. O problema é que me parece que ela também está a apaixonar-se por mim.
Agora não vou descansar até que ela seja mesmo minha!" retirado da contracapa

Opinião:
Este foi o segundo livro que li de Kendall Ryan, e o anterior foi lido este ano.
Gostei muito da história, apesar de ser previsível o final, estou numa fase que me apetece ler livros bem leves e fofinhos.
Temos a história de Zach e de Poppy, achei muito engraçada a forma como se conheceram. Poppy estava num bar com os seus amigos/vizinhos/colegas de mestrado e apareceu o seu ex-namorado (recente) já com uma nova namorada. O que faz a Poppy? Beija o Zach para que o ex-namorado não pensar que ela não tinha seguido com a sua vida para a frente. Não sabia ela que o Zach ia ser o seu orientador de mestrado, pois é...e também não sabia que aquele beijo ia fazer eles sentirem muitas sensações.
Mas Poppy teve um filho quando era adolescente, tem um medo grande de se envolver com alguém, pois normalmente os poucos namorados que teve terminavam e ela tinha a plena noção que era por ela ser mãe solteira.
Por outro lado, Zach é orientador dela e não é permitido na universidade relações amorosas com alunas, ele também está a planear ir para os Estados Unidos da América no próximo ano.
Mas claro que o amor vence todos os obstáculos... Confesso que amei o Connor o filhote da Poppy.  
Uma leitura leve, que me divertiu muito.
Classificação de 4 estrelas no Goodreads.

Boas leituras💓

quarta-feira, 9 de junho de 2021

118 # Opinião | " O Homem que plantava árvores" de Jean Giono

 

Sinopse:
"Uma parábola sobre a missão do ser humano no planeta e das virtudes da sua ação positiva sobre o meio onde vive. Conta-nos a história de um homem que, com o seu esforço solitário, constante e paciente, transforma a região onde vive num lugar especial.

Com as próprias mãos e uma generosidade sem limites, faz, do nada, surgir uma floresta inteira – com um ecossistema rico e sustentável. Lembra-nos de como as nossas pequenas ações diárias podem ter um grande impacto com o decorrer dos anos. Um verdadeiro hino de esperança, de generosidade, de fé, de humildade, de perseverança e de amor à vida.

BESTSELLER TRADUZIDO EM TODO O MUNDO. UMA LEITURA RECOMENDADA PARA TODAS AS IDADES

O Homem que Plantava Árvores, de Jean Giono, é uma narrativa breve, mas brilhante, uma verdadeira joia recheada de mensagens ecológicas e humanistas, que alcançou um enorme sucesso mundial. É uma parábola sobre a missão do ser humano no planeta e das virtudes da sua ação positiva sobre o meio onde vive. Conta-nos a história de um homem que, com o seu esforço solitário, constante e paciente, transforma a região onde vive num lugar especial." retirado do site Alma dos Livros

«Imagino que Jean Giono haverá plantado não poucas árvores durante a sua vida. Só quem cavou a terra para acomodar uma raiz ou a esperança dela poderia ter escrito a singularíssima narrativa que é O Homem que Plantava Árvores, uma indiscutível obra-prima da arte de contar

José Saramago

Opinião:

Este livro é literalmente uma parábola, uma pequena narrativa que usa alegorias para transmitir uma lição moral. "O Homem que Plantava Árvores", é uma história muito simples que pretende transmitir uma mensagem também ela simples e muito importante para a nossa vida e para a vida em geral. Neste enredo temos, dois homens – um é capaz de “transformar” o mundo com a sua atitude, o outro observa o resultado e reflete sobre o mesmo. Esta reflexão leva a que o leitor também reflita e levante questões…

Este é um livro que nos leva a refletir sobre o nosso planeta e o que cada um de nós pode fazer para o salvar.

“Quando penso que um único homem reduzido aos seus simples recursos físicos e morais, foi suficiente para fazer surgir do deserto esta terra de Canaã, acho que, apesar de tudo, a condição humana é admirável. Mas, quando faço contas a tudo aquilo que foi necessário de constância, de grandeza de alma, de persistência, de generosidade, para alcançar este resultado, sou tomado de um imenso respeito por este velho homem do campo sem cultura que soube levar a cabo esta obra digna de Deus.” (página 61)

Tal como disse um dia este escritor:

“Viver não exige a posse de muitas coisas. A riqueza do Homem está no seu coração. É lá que ele é o rei do mundo.”

Esta foi uma releitura, pois este livro é daqueles que de quando em vez pego e releio... tirando sempre uma nova interpretação...

Aconselho a sua leitura a todos dos 8 aos 80.

Classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Boas leituras 💓


terça-feira, 8 de junho de 2021

117 # Opinião | "Corpo casa" de Rupi Kaur

 

Sinopse:
"Em corpo casa, rupi kaur conduz-nos numa viagem íntima e ponderada ao passado, ao presente e ao potencial do nosso eu. é um conjunto de conversas diretas e despojadas consigo mesma - e um apelo para que nos deixemos invadir pelo amor, para que nos deixemos envolver na aceitação, na comunidade, na família e abracemos a mudança. moram nesta casa luzes e sombras, tudo aquilo com que nascemos, tudo aquilo que o mundo fez de nós. com ilustrações da autora, este é o terceiro livro de Rupi Kaur, o maior fenómeno mundial da poesia contemporânea." retirado da contracapa

mergulho no poço do meu corpo
e acabo noutro mundo
tudo o que preciso
já existe em mim
não é preciso
procurar noutros lugares
- casa

Opinião:
"Corpo casa" é a minha estreia com Rupi Kaur e desde já refiro que é  muito denso. Começa por abordar temas muito delicados, em forma de poema, a depressão e abuso sexual infantil. Dá um nó na garganta e no estômago. Fala de outros abusos, de diversas origens. Tem poemas,de amor e de  redenção. E feminismo, capitalismo. Relações humanas. E do mundo em que vivemos, e  do facto de ignorar certas coisas, não faz com que elas desapareçam. 
Gostei imenso desta minha estreia na poesia de Rupi Kaur, a sua intensidade é forte e as ilustrações feitas pela artista são magníficas. 
Este é um livro que vai ficar na minha mesa de cabeceira, tal como O principezinho...os dois são livros que podem e devem ser relidos...sempre que me apetecer.

Classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Boas leituras 💓