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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Opinião I "Pequenos Vigaristas" da escritora Gillian Flynn


"Pequenos Vigaristas"
Gillian Flynn
N.º de páginas: 79 páginas
Sinopse:
"Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. Numa manhã chuvosa de abril, está a ler auras em Palmas Espirituais quando chega Susan Burke. Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas… Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga."retirado do Goodreads

Minha opinião:
Este foi o melhor livro que li este ano, esta escritora consegue sempre surpreender-me.
Terminada a leitura tudo fica no ar e a vontade de ler mais páginas para saber mais sobre o destino dos personagens foi fantástico.
Apesar de ser considerado por alguns um conto por só ter 79 páginas eu considero um livro pois neste pequeno número de páginas temos um enredo formidável e que não deixa nada comparado a um livro de 300 páginas.
A trama do livro é em torno de uma casa que é ou não assombrada, logo a partir deste ponto e sendo um livro da Gillian podemos esperar tudo.
Leiam não se vão arrepender. Gillian Flynn é o máximo.
Classificação: 5***** no Goodreads.

Boas leituras.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Minha opinião sobre o livro "Em Parte Incerta" de Gillian Flynn

Em Parte Incerta
de Gillian Flynn
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 520
Editor: Bertrand Editora
ISBN: 9789722525572
Preço:17,70 euros

Comecei a ler: 21-06-2015
Terminei de ler:25-06-2015

Sinopse:
«Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?»

Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.

Críticas de imprensa...
«Há livros que têm a capacidade de nos sequestrar durante horas seguidas, às vezes durante dias a fio, livros tão eficazes que tornam a leitura compulsiva e dão sentido ao adjectivo inglês unputdownable(«impossível de pousar, de largar»). […]É também o caso de Em Parte Incerta, o thriller psicológico que se tornou um fenómeno de vendas e de crítica nos EUA, em 2012. Gillian Flynn […] consegue criar personagens fortíssimas e colocá-las em situações extremas, com abundância de surpresas e volte-faces.»
José Mário Silva, Expresso

«Afiado como um picador de gelo.»

New York Times

«Engenhoso e viperino. Vai fazer de Gillian Flynn uma estrela.» 

Entertainment Weekly

«Um thriller de verão irresistível com uma reviravolta digna do Alfred Hitchcock.» 

People

«Pura e simplesmente fantástico.» 

Associated Press

«Uma leitura extraordinariamente boa.» 

Boston Globe

«O retrato de um casamento tão aterrador e hilariante que o vai fazer pensar em quem é de facto a pessoa no outro lado da sua cama.» 
Time

«Que delícia, este romance.» 
New York Daily News

«Uma leitura compulsiva.» 
Columbus Dispatch

«Pungente e brilhante» 
Star-Tribune

«Não consegui dormir de noite depois de o ler.» 
Pittsburgh Post-Gazette

«Um livro raro: arrepia e delicia-nos ao mesmo tempo que nos mostra um espelho de como vivemos.» 
San Francisco Chronicle

«Enredos com voltas, reviravoltas e muita perversão.» 
Kansas City Star

«Uma história que me deixou surpreendido, indignado e hipnotizado com as suas voltas e reviravoltas.» 
St. Louis Post-Dispatch

«Seja quem for o Leitor, esta história vai ficar consigo, como impressões digitais numa arma.» 
Cleveland Plain Dealer


"Em Parte Incerta" - Trailer Oficial Legendado (Portugal)


Minha opinião:
Acabei de ler este excelente livro à menos de uma hora,devo confessar que estou em estado de choque com o que esta brilhante escritora nos reserva para o final deste livro. Sinceramente ao longo desta leitura, passou-me tudo pela cabeça, tudo e mais alguma coisa, mas nunca, nem de perto nem de longe imaginei um final tão inesperado. 
Li algures que quem tinha gostado deste livro ia adorar ler "A Rapariga no Comboio", eu fiz a leitura ao contrário, li primeiro este último que adorei e estava um pouco de pé atrás em relação ao livro "Em Parte Incerta", mas estava totalmente enganada. Ambos têm a meu ver bons, excelentes enredos para thrillers psicológicos, dai a comparação estipulada por alguns jornalistas.
O que interessa mesmo é que estou rendida ao enredo do livro, à escrita da autora Gillian Flynn, a forma como ela brinca com o leitor é brilhante. Através da sua narrativa ela conseguiu-me por a amar um e a depois odiar e vice-versa,isto  em relação às duas personagens principais, Nick e Amy. As outras personagens todas, os pais de Amy, a irmã gémea de Nick, os polícias, os voluntários que tentam encontrar pistas, são todas elas personagens tão bem caracterizadas, que não são de modo algum fictícias, estas pessoas existem assim na vida real, e de certa forma foi isso que mais me fascinou na escrita de Gillian, ela trata de um tema que é comum, com personagens que são pessoas que existem no nosso mundo real.

Nick e Amy, casados há cinco anos, não têm um casamento perfeito, têm problemas como todos os casais.
Amy, é uma rapariga novaiorquina, que inspirou os seus  pais, psicólogos infantis,a escrever a série de livros de sucesso da Amy exemplar.
Em todos os aniversários de casamento a Amy prepara uma "caça ao tesouro" para que Nick vá passando por lugares que são importantes ao longo do relacionamento deles, até chegar ao presente propriamente dito.

Nick teve de regressar a casa quando soube que a mãe estava numa fase terminal de cancro e o seu pai está eternado com  Alzheimer, logo a sua irmã gémea Margo (Go) não consegue tratar de tudo sozinha. E dado que tanto Nick como Amy estão no desemprego, regressar a Michigan nem parece ser uma má ideia. 

No quinto aniversário do casal, o seu segundo ano na terra natal de Nick, Amy desaparece misteriosamente, sem sinais de rapto e de que talvez nem esteja viva, e o culpado é sempre o marido.

O livro conta-nos a história a partir do dia do desaparecimento de Amy como uma análise ao relacionamento do casal. 
Este livro está claramente dividido nas narrações e também em três partes. Um "capítulo" é narrado por Nick Dunne, o marido, o "capítulo" seguinte é narrado pela Amy Elliot Dunne. Nick narra o presente, o que vai acontecendo após o desaparecimento de Amy. Já sobre Amy o que nos é fornecido são anotações do seu diário, onde ela vai escrevendo sobre os seus acontecimentos mais marcantes, sobre o seu casamento, como conheceu o seu atual marido, relata-nos também aspectos da sua família e do quanto é diferente da Amy dos livros dos pais.

                            CONTÉM SPOILERS
Parte um:Rapaz Perde Rapariga
Nesta parte a narração de Amy, como já referi anteriormente,é feita por anotações do diário que nos guiam por momentos antes de ela conhecer Nick, depois de o conhecer e depois do seu casamento. Ela aqui demonstra ser uma mulher super liberal, que não se importa quando o marido sai com os amigos e não avisa, que não o prende em casa e que se ri dos outros maridos "macacos amestrados". O casamento começa perfeito e depois a narração de Amy faz com que o leitor se ponha no lugar dela. Como uma mulher tão inteligente se prendeu a um homem desse jeito?
Nick é um homem que não sabe expressar os seus sentimentos, desgastado por um casamento difícil, uma demissão em massa que o levou ao desemprego e a morte da sua amada mãe. Nick parece indiferente em frente das câmaras e ao público quanto ao desaparecimento da sua esposa. E isso é usado contra ele. Porque é difícil gostar de Nick, e a primeira parte é baseada basicamente nisto.
Durante todo o desaparecimento, investigação e buscas da desaparecida Amy, eu coloquei-me do lado dela. Enquanto Nick só mente à policia, começando com pequenas mentirinhas que pareciam ser para proteger a Amy, depois com mentiras bem maiores, a narração de Amy revela um casamento com um marido abusivo que estoura todo o seu dinheiro em coisas inúteis para preencher o vazio de uma vida sem emprego.
É depois de Nick contar-nos que traía Amy com uma aluna que que a situação dele fica realmente complicada, no nosso ponto de vista, ainda mais quando Amy conta o que sentiu ao descobrir: como Nick pode trair uma mulher tão incrível como a Amy? E então vem mais uma revelação Nick batia na Amy. Ela estava grávida. Ela comprou uma arma porque tinha medo dele. Ela estava a transformar-se numa pessoa que ela não queria ser, por causa dele.

Ao longo desta primeira parte eu fui-me questionando sobre os relatos de Amy no seu diário e todas as mentiras que vão sendo reveladas sobre Nick ao longo desta parte, sem sonhar sequer com o que vinha a seguir. 

Na minha cabeça só vinham as frases ELE MATOU ELA. ELE NÃO MATOU ELA. Mas afinal o que aconteceu?

Parte dois:Rapaz encontra Rapariga
O ponto que encerra a primeira parte é inesperado e apesar de colocar em dúvida todas as coisas que Amy escreveu no seu diário, também nos leva a crer que Nick é o assassino e tudo pode ter acontecido, mas Nick ter sofrido uma espécie de lapso de memória. Realmente Nick pode não se lembrar que matou a sua mulher e ter matado, será possível?

É então que a história nos vai conduzindo à verdade dos factos e descobri que li metade do livro, e que essa metade era baseada em mentiras deslavadas, tanto por parte de Nick e, a maior surpresa, por parte de Amy também. O diário escrito por Amy ao longo de um ano, trás a visão dela sobre coisas que aconteceram mas que agora não têm mais a perspectiva da Amy exemplar mas sim da Amy real, que não é a mulher sincera que fingiu casar com Nick.
Vai ser nesta parte do livro que as coisas realmente acontecem, acabando por ser esta  parte mais dinâmica que a primeira. 
Com a verdade sobre Amy revelada, acompanhamos Nick a descobrir o segredo e a tentar preparar-se com o seu advogado, Tanner Bolt e a sua irmã, para uma defesa apropriada que consiga dizer ao mundo a verdade terrível: a sua esposa não é quem ela diz ser. Praticamente toda a ação de verdade acontece aqui, enquanto na primeira parte havia investigação, levantamento de dados por parte da polícia e da equipa de busca de Nick que se deslocava até aos lugares propostos pelas pistas da "caça ao tesouro" daquele ano.
Nesta parte Amy vai-nos contando o seu plano e toda a verdade, tudo vira numa corrida contra o tempo em que se percebe que Amy está a voltar e Nick está quase a conseguir provar que está certo. Então vem aquela sensação de borboletas na barriga em que eu como leitora entro na aflição de não saber quem chega primeiro. 

Parte três:Rapaz recupera Rapariga (ou vice-versa)
Amy chega primeiro.
É na terceira parte que o livro explica e divide as opiniões. 
A história tem de ser explicada, merece um ponto final aceitável, e quem melhor para nos fornecer isso do que Nick e Amy, juntos novamente? 
Esta é a parte mais intensa do livro que li com compulsividade. Amy e Nick finalmente abrem o jogo um com o outro. Os dois conversam sobre o casamento no qual se encontram. Amy revela-se uma pessoa doentia, manipuladora, capaz de tudo, mas de algum modo ainda romântica até certo ponto. Ela ama Nick
O tempo que fiquei do lado daquela mulher racional, inteligente, disciplinada, confiante e cheia de poder e força dentro dela, por outro lado Nick era um ser humano cheio de defeitos mas também não merecia ser acusado de assassinato.
Amy é uma mulher doente mas que consegue sempre tudo o que quer com os seus esquemas demoníacos e um deles é manter Nick ao seu lado.
TERMINARAM OS SPOILERS 
Conclui que a culpa de o casamento não funcionar era dos dois, é um pouco perturbador se expandirmos para uma analogia com os outros casamentos do nosso mundo real.
Será que conhecemos a pessoa que está deitada ao nosso lado? Nós temos a preocupação em conversar com ela, em contar os nossos medos e receios? Somos honestos com a pessoa com quem dividimos a nossa vida? Que tipo de segredos escondemos? Eles são perigosos ou são coisas que temos vergonha de admitir?

Um livro fascinante que me deixou arrebatada. Amei os personagens principais da mesma forma que os detestei em certos momentos. Não sei se é possível mas aconteceu comigo.

Excelente livro que recomendo vivamente!

EXCERTOS:
«O amor é a mutabilidade infinita do mundo; mentiras, ódio, e até mesmo homicídio, estão todos entretecidos nele; é o inevitável desabrochar dos seus opostos, uma rosa magnífica com leve perfume a sangue» 
Tony Kushner, The Illusion

«O facto de os meus pais, dois psicólogos infantis, terem optado por esta forma pública e muito particular de comportamento passivo-agressivo para com a sua própria filha não era apenas lixado, mas também estúpido, esquisito e de certo modo hilariante. Que assim seja, então.» pág.42

«As pessoas dizem que os filhos de lares desfeitos têm vidas difícil, mas os filhos de casamentos de encantar também têm os seus desafios.» pág.43

«Ele faz o que lhe dizes para fazer porque não se importa o suficiente para discutir, creio eu. As tuas exigências mesquinhas só servem para que ele se sinta superior ou rancoroso, e um dia acabará na cama com uma colega de trabalho bonita e jovem, que não lhe pede nada, e tu vais ficar chocada.» pág.45

«Já não sei se somos realmente humanos nesta altura, aqueles de nós que são como a maior parte, e que cresceram com televisão e filmes e agora Internet. Se somos traídos, sabemos as palavras que devemos dizer; quando um ente querido morre, sabemos as palavras que devemos dizer.Se quisermos fazer o papel de conquistador, espertalhão ou idiota, sabemos as palavras que devemos dizer. Trabalhamos todos a partir do mesmo guião já muito batido.
É um período muito difícil para se ser uma pessoa, uma pessoa a sério e real, em vez de uma coleção de traços de personalidade selecionados a partir de uma máquina de venda automática de personagens.
E se todos estamos a representar, não pode existir uma alma gémea, porque não temos almas genuínas.
Tinha chegado a um ponto em que parecia que já nada importava, pois eu não sou uma pessoa a sério e os outros também não.
Teria feito o que fosse preciso para me sentir outra vez real.» pág.99

 
Boas leituras!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

A escritora Gillian Flynn

Gillian Flynn
«Gillian Flynn é autora de Dark Places, best-seller do New York Times que foi eleito melhor livro de 2009 pela Publishers Weekly, foi um dos favoritos dos críticos da New Yorker, a primeira escolha do Chicago Tribune na área da ficção e o livro de escolha para o verão da Weekend Today. É também autora de Sharp Objects, vencedor do Dagger Award e nomeado para o Edgar Award de romance de estreia, escolha da BookSense e da seleção de Descobertas da cadeia de livrarias Barnes & Noble. A autora está publicada em vinte e oito países. Vive em Chicago com o marido e o filho.» retirado do site wook